quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

ALÉM DO HORIZONTE


Voltamos à rotina: aulas, trânsito e correria para dar conta dos vários papeis que se acumulam ao longo de um único dia! Somos capazes de ser pais, vizinhos, amigos, voluntários, líderes e liderados em apenas 24 horas. E tenho certeza que nesse momento você deve ter se lembrado de inúmeras outras responsabilidades.
Para não sucumbir e desanimar logo na primeira semana que tal pensar no futuro de uma forma diferente?
Calma! Não estou pedindo para que empresários virem futurologistas, mas que consigam realizar um bom planejamento dos cenários possíveis em suas vidas.
Planejar cenários prepara as pessoas para qualquer tipo de contingência desenvolvendo não apenas as tendências do presente como também construindo as imagens do futuro e, além disso, confere a capacidade de agir com pleno conhecimento do risco assumido e da possível recompensa. Sem dúvida, essa é a principal diferença entre um sábio empreendedor e apostador irresponsável, pois se você não conseguir detectar as possibilidades e dificuldades no futuro, tudo que estiver sendo feito no presente corre risco.
Se você não tem bola de cristal ou não consegue ler cartas do tarô, procure sempre manter em mente a possibilidade de três cenários tradicionais: o otimista, o pessimista e o intermediário. As pessoas tendem a apostar apenas no intermediário como o mais provável e com isso, põem a perder todas as vantagens de aproveitar ou evitar as conseqüências da metodologia de planejamento de cenários. Pense que não existe um cenário mais provável. Prepare-se para todos! Se você cair na armadilha da probabilidade, estará fechando os olhos a vários novos atributos e possibilidades.
Alem disso, não se desespere! Leia muito, envolva sua equipe e engaje o maior número de pessoas para entender a dinâmica de seus vários papéis na construção de suas análises do futuro. Mais do que fatos, para uma adequada construção de cenários é preciso uma boa dose de percepções e se tentar fazer isso sozinho perceberá que, como qualquer ser humano, você pode se enganar em relação à realidade.
Tenha certeza que será fácil se você estiver disposto a estimular sua imaginação, criatividade e romper qualquer senso do absurdo, sem no entanto abandonar o realismo necessário para manter os pés na terra enxergando além daquilo que está acostumado a ver.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
05 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

VOLTA ÀS AULAS: PASSADO OU FUTURO?!?

Tema recorrente em qualquer mesa em que haja mais de uma mãe ou pai presentes, a volta às aulas é alívio e preocupação. Não apenas pelas despesas com material, uniforme ou matrícula, mas principalmente pela qualidade do ensino oferecido.
Uma pesquisa divulgada pela UNESCO derrubou um antigo mito que eu mesma sempre ouvia nas minhas aulas de Pedagogia: dois terços dos problemas de rendimento escolar são provenientes da forma de ensinar, e não das condições econômicas do país, dos problemas emocionais do estudante ou da falta de estrutura familiar, como se acreditava até então. O fato é que o mundo tem mudado em uma velocidade muito mais rápida do que as escolas.
Alunos vivem imersos em um mundo marcado pela tecnologia e pelo excesso de informação. Precisam dominar habilidades muito além dos conhecimentos tradicionais e transformar sua curiosidade em protagonismo. Mais do que decorar fatos históricos da 1ª Guerra Mundial é preciso que entendam as implicações dos fatos no mundo em que vivem, que aprendam a resolver problemas, interpretar textos e imagens.
Para isso, as escolas precisam oferecer temas transversais que formem cidadãos aptos a fazer as perguntas certas e não apenas que saibam procurar as respostas prontas que satisfaçam o professor na prova, os pais em casa ou o ENEM para passar no vestibular. Isso não tem nada a ver com Educação!
Na sociedade do conhecimento, a Internet derruba as paredes da sala de aula e permite ao aluno-protagonista contestar as informações transmitidas pelo professor, que deixa de ser o dono da verdade e passa a ter um papel de conselheiro e facilitador do processo de conhecer!
São, por isso, ainda mais importantes do que no passado, quando tinham como papel a pura e simples entrega de informação para o aluno. Para mim, professores são os arquitetos do futuro, estimulando os alunos a trabalhar sozinhos, descobrir o conhecimento e resolver problemas! Mas precisam ser capacitados para essa nova forma de educar.
É preciso, portanto, re-imaginar a educação desde o fundamental até a formação de professores buscando a excelência, a erradicação da exclusão social, a transformação das vidas e do futuro de nossas crianças. Dotar as gerações atuais e futuras com as competências necessárias para competir em um mundo mais digital e mais colaborativo é fundamental para o nosso futuro.Um processo de educação mais empreendedora pode estimular o crescimento econômico de nosso país e o desenvolvimento de um conceito muito mais abrangente de cidadania em que os jovens saibam questionar o mundo, sintam-se confortáveis para quebrar paradigmas e entendam que o melhor caminho é não ter nenhum caminho pronto, mas sim conhecimentos e atitudes que lhe permitam construir suas próprias estradas!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - Mogi News
30 de janeiro de 2010

VOLTA ÀS AULAS