Mostrando postagens com marcador gestão ambiental e social. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gestão ambiental e social. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

MEIO AMBIENTE COMO DIFERENCIAL


Atendendo a um pedido de uma leitora da minha coluna no jornal "O Diário de Mogi", a Ana Márcia, essa semana resolvi produzir um artigo que pudesse alinhar as questões de gestão empresarial e sustentabilidade.
Espero que ela tenha gostado!


MEIO AMBIENTE COMO DIFERENCIAL

Ninguém mais contesta que para garantir a perenidade, as empresas devem inserir na sua atuação elementos que considerem o equilíbrio nas relações com diversos grupos de interesse, demonstrando que os sistemas econômicos, sociais e ambientais estão integrados e que ter estratégias que contemplem somente uma dessas dimensões pode ser um passo para a mortalidade.
É preciso que as empresas, inclusive as de pequeno porte, passem a olhar a questão ambiental como diferencial competitivo bem como busquem a inovação para transformar seus processos e negócios. Infelizmente quando pensamos em empresas brasileiras que têm sido reconhecidas por posturas em prol da sustentabilidade, aquelas que nos vêm à cabeça ainda são enormes como Braskem, Natura ou Vale, mas já existem pequenas oficinas mecânicas, laboratórios de análises clinicas ou olarias que direcionaram suas gestões para esse caminho também.
Questões relacionadas ao uso da água, à poluição do ar, à exposição aos elementos tóxicos e ao descarte adequado de resíduos devem fazer parte da vida das empresas de maneira mais intensa. E não apenas porque “somos bonzinhos”, mas principalmente porque esse pensamento tem impacto direto na redução dos custos empresarias e na imagem que sua empresa passa a ter no mercado.
Muitos dos seus clientes estão seriamente preocupados com as questões ambientais e ao trazer o foco na sustentabilidade para o centro do seu negócio, sua empresa passa a ter mais clareza sobre uma trajetória duradoura para ações nesse sentido. No entanto, vemos algumas empresas seguindo normas ambientais somente devido ao cerco regulatório. Será que isso é fazer a sua parte? Ou você acredita que para se resolver as questões climáticas apenas as convenções do Protocolo de Kyoto serão suficientes?
É preciso uma ação conjunta entre as políticas internacionais e nosso próprio “quintal”. Teremos que fazer a nossa parte! É preciso inovar e sair do “fazer por fazer” em termos de redução de emissões, busca de práticas mais sustentáveis e mudança de postura.
Afinal, ter maior eficiência energética, gastar menos insumos e gerar menos sucatas pode fazer a diferença. O SEBRAE-SP pode te ajudar no início e garanto que, no final do mês, seu fluxo de caixa agradecerá.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diario de Mogi
13 de novembro de 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

BELEZA E SUSTENTABILIDADE


Como criar oportunidades de crescimento sustentável? Garantir um crescimento sustentado de longo prazo é o sonho de qualquer empresa e qualquer economia, mas este é um sonho que não está ao alcance de qualquer um.
Um dos mais importantes atributos que o empreendedor deve ter para isso é a capacidade de interpretar os sinais de avanço da sociedade e buscar formas de antecipar o que está por vir, modelando seu empreendimento para enfrentar novos momentos, exemplo disso é a expansão do segmento de moda, beleza e estética.
Com a entrada em massa das mulheres no mercado de trabalho, o pano de fundo das mudanças nos hábitos de compra de produtos de beleza e higiene começa a se solidificar. Com duas e até três jornadas de trabalho, as trabalhadoras começaram a optar por produtos práticos e acessíveis para todas as classes. E mais: vaidade deixou de ser uma exclusividade das mulheres. Os homens também aderiram aos cremes anti-rugas, massagens e drenagens para modelar o corpo.
O setor de estética praticamente não tomou conhecimento da crise econômica. Clínicas de estética, academias, lojas e indústria de cosméticos, perfumaria e o segmento de venda porta a porta aumentam o faturamento, enquanto embelezam a clientela. E com um público claramente definido e portas abertas no mercado, as oportunidades vão crescendo. E imaginem: com a chegada do Verão, os gastos irão se elevar ainda mais, o faturamento vai engordar e mais empregos serão gerados.
Agregar valor em um segmento muitas vezes tão luxuoso e competitivo pode ser o seu diferencial. Um conceito de negócio que pode render às empresas de beleza e estética é difundir o “ser saudável além da aparência”! E isso envolve a saúde do seu próprio negócio de beleza.
Que tal pensar em práticas de gestão ambiental e social? Pensar processos de melhoria contínua não se enquadra apenas para as indústrias. Seu pequeno salão de beleza, sua clínica de estética ou sua perfumaria pode reduzir o uso dos recursos naturais como água e energia, pode optar por fontes alternativas, pode prevenir a poluição visual, do ar, do solo e reduzir a emissão de sons. Além disso, se você pensar na redução de insumos e na diminuição dos resíduos descartados, seu resultado será no faturamento e no bolso. E como conseqüência, ainda irá reduzir os riscos aos seres humanos e ao ambiente natural. Isso sim é beleza!

Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 30 de outubro de 2009 no jornal "O Diário"