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sexta-feira, 21 de maio de 2010

QUEM NÃO É ESPECIAL?

O Século XXI marca um grande movimento de inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho e por isso, a promoção de ações conjuntas entre a sociedade civil, poder público e empresas torna-se cada vez mais importante para que tenhamos “nossos” direitos assegurados. A primeira pessoa do plural não é apenas uma retórica, mas uma comprovação de igualdade, afinal quem de nós não é especial em algum momento?
Deficiência representa uma limitação física, sensorial ou mental significativa e não se confunde com incapacidade. A incapacidade de andar, subir escadas, ver ou ouvir é uma conseqüência da deficiência e deve ser vista de forma localizada, pois, não implica em incapacidade para outras atividades do dia-a-dia. Portadores de deficiência ou de mobilidade reduzida são detentores de talento profissional, derrubam barreiras preconceituosas diariamente e trazem competências diferenciadas para o mercado de trabalho como superação de problemas, dedicação, resiliência, criatividade e adaptabilidade.
A legislação brasileira tem avançado muito em relação à proteção dos direitos básicos das pessoas especiais. Temos leis que garantem sua acessibilidade (Lei n.º 10.098/00); seus direitos individuais e sociais promovendo sua integração social (Lei n.º 7.853/89); e também uma lei que estabelece uma cota mínima de vagas de trabalho, em empresas com 100 ou mais empregados (artigo 93 da Lei n.º 8.213/91).
É hora de cumprir a determinação de maneira eficiente, econômica e protegendo os interesses das pessoas e das empresas. Muitas empresas, apesar dos seus esforços, têm encontrado dificuldades para desenvolver projetos bem estruturados, que cumpram as exigências da Lei de Cotas. Elas esbarram nas discriminações do passado. Deficientes com freqüência eram excluídos, pela própria família, do ensino com qualidade e do convívio social e por isso, hoje não cumprem os requisitos dos planos de cargos e salários das empresas.
Sabemos que pessoas com deficiência podem exercer praticamente qualquer atividade desde que respeitadas suas próprias limitações, mas nessa fase de transição, encontrar mão-de-obra qualificada tem sido um desafio para as empresas. Ainda assim, de 2001 a 2005, o número de deficientes empregados no Estado de São Paulo saltou de 601 para 35.782, o que comprova o potencial dessas pessoas quando as empresas aprendem a localizar, contratar e treiná-las adequadamente.
O ideal para beneficiar empresas e profissionais com deficiência é a mescla de funções na abertura de vagas para contratação, já que existem profissionais iniciantes, em processo de qualificação, mas também existem profissionais superqualificados prontos a serem líderes e profissionais de sucesso.
Seja do tamanho que for, as empresas precisam assumir que além do compromisso em gerar valor aos seus sócios, devem ter responsabilidade com as questões ambientais, com os seus vizinhos e com a diversidade social. Combater o preconceito e eliminar as diferenças são exemplos éticos que qualquer um de nós pode adotar.

Veja um exemplo de pura competência e superação...
Você não daria emprego a eles?!?


ANA MARIA MAGNI COELHO
Caderno Opinião - MogiNews
22 de maio de 2010

sexta-feira, 2 de abril de 2010

DESCULPAS ADIANTAM?


Ninguém quer saber por que você não fez o que disse que faria – se não fechou o acordo, não despachou um produto, não fez projeções, não cumpriu seu orçamento ou seu prazo, não manteve seu cliente ou não aumentou os lucros; não invente também uma desculpa!
A única coisa pior do que não cumprir sua palavra é colocar a culpa em alguém ou em uma situação. Por exemplo, você acha que pode culpar a chuva por perder a hora de um compromisso importante ou deixar de entregar um relatório por que a luz faltou bem no momento que você iria imprimi-lo?
Pense: se havia alguém esperando você no compromisso e a chuva era uma condição igual para todos, a culpa do seu atraso é da chuva ou você não dimensionou bem o seu tempo? E o relatório? Considere que o seu colega da mesa ao lado tenha entregado o relatório dentro do prazo, a falta de luz não deveria tê-lo afetado também?
Nessas situações, o que quer que você diga, a impressão para quem ouve você é mesma desculpa da época do segundo grau quando você dizia ao seu professor “Meu cachorro comeu a minha lição de casa”.
Desculpas nada mais são do que justificativas para fatos da vida real. Nada justifica o fato de você deixar de fazer algo que você mesmo disse que era capaz de fazer.
As empresas normalmente têm poucos funcionários, muito trabalho, muita pressão, investimento e leis ruins ou falta de controle. Então, evite desculpas que indiquem “pouco” ou “muito”, que culpem “situações ou coisas ruins” ou a falta de alguma coisa, pois você não estará levando nenhuma nova informação para o seu superior. Esse é mesmo o mundo corporativo.
Além disso, muito cuidado com as desculpas de ordem pessoal: o pneu furou, o ônibus atrasou ou a chuva causou trânsito, bem como com as desculpas mais modernas como vírus no computador, arquivos corrompidos, celular sem sinal. Elam mostram apenas sua falta de planejamento ou o pouco compromisso com a tarefa a ser realizada.
Coisas acontecem, mas essas coisas podem e devem ser evitadas com um bom planejamento. Caso contrário, são apenas desculpas para o fracasso e para as falhas que você tem cometido.
Existem apenas duas razões reais que podem impedir você de realizar aquilo que você mesmo se compromete: suas escolhas e prioridades ou desastres e catástrofes.
Do contrário, assuma que as coisas deram errado, trate as conseqüências com honestidade e serenidade e supere os problemas. As pessoas mais valorizadas são as que assumem seus erros e não usam desculpas.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
03 de abril de 2010

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL EMPREENDEDOR

Chegamos ao Natal! Imagino que comerciantes dos shoppings ou dos centros comerciais já sintam em seus caixas um Natal recheado de boas vendas e que o “Papai Noel” tenha trazido a cada um de vocês benefícios que vão além do caixa como o aumento da produtividade, maturidade, ampliação de sua rede de contatos além de uma ambição positiva e empreendedora para o novo ano que se aproxima.
Antes que o ano termine, quero deixar registradas algumas palavras aos meus amigos que já se acostumaram a se encontrar comigo por aqui todas as sextas-feiras. E o dia de hoje é especialmente propício para anseios de uma vida ainda melhor.
Faço da coluna de hoje a entrega de um lindo cartão de Natal a todos os meus leitores.
Um cartão repleto de vibrações positivas que ilumine seu olhar, aqueça seu coração e lhe dê forças e energia para cada recomeço que seja necessário. Esse é o meu desejo à vocês!
Infelizmente não posso entregá-lo pessoalmente, mas saibam que mesmo que eu já o conheça ou se jamais nos vimos, desejo que cada um de vocês, cada empreendedor ou cada amigo, obtenha as respostas que precisa para evoluir a cada conquista, encontre a calma para os momentos tensos, suba os degraus corretos para a conquista de seus sonhos ou descubra o melhor amparo para o fim de seus pesadelos. Meu cartão para um Feliz Natal Empreendedor não precisa ser impresso, desde que possa guardado com carinho e lembrado nos meses que virão.
Meu cartão de hoje também não traz a minha voz, que talvez você nem conheça, mas espero que suas palavras ecoem em suas mentes como se eu própria falasse ao seu ouvido: esqueça os preconceitos, os dogmas, as mágoas, as derrotas, os desapontamentos. Se conseguir esquecer os seus próprios erros conviverá melhor com os aprendizados que ficam depois do terremoto.
Desejo que seus planos saiam do papel, do computador, da sua cabeça, para se concretizarem no mundo real. Negócios se montam à partir de sonhos e não de planilhas! Planejamento é importante, mas sonho é fundamental!
Por isso, desejo coragem e fé!
Você é um empreendedor quando começa a enfrentar o desconhecido sem medo, mas com senso de urgência e sabendo os riscos que pode ou não correr.
Então, finalizo o meu cartão especial e único, desejando a vocês que se vistam e se armem com as armas de São Jorge “para que meus inimigos tendo pés não me alcancem; tendo mãos não me peguem; tendo olhos não me enxerguem e nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal”. (Oração de São Jorge)
E se ainda assim, quando estiver empreendendo uma nova jornada, você encontrar uma barreira, pense sobre como passar por cima, pelo lado, por baixo ou por qualquer lado que seja. Isso é ser empreendedor!
Um Feliz Natal à vocês!

Ana Maria Magni Coelho
Coluna publicada em O Diário Empresarial
25 de dezembro de 2009

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

MEIO AMBIENTE COMO DIFERENCIAL


Atendendo a um pedido de uma leitora da minha coluna no jornal "O Diário de Mogi", a Ana Márcia, essa semana resolvi produzir um artigo que pudesse alinhar as questões de gestão empresarial e sustentabilidade.
Espero que ela tenha gostado!


MEIO AMBIENTE COMO DIFERENCIAL

Ninguém mais contesta que para garantir a perenidade, as empresas devem inserir na sua atuação elementos que considerem o equilíbrio nas relações com diversos grupos de interesse, demonstrando que os sistemas econômicos, sociais e ambientais estão integrados e que ter estratégias que contemplem somente uma dessas dimensões pode ser um passo para a mortalidade.
É preciso que as empresas, inclusive as de pequeno porte, passem a olhar a questão ambiental como diferencial competitivo bem como busquem a inovação para transformar seus processos e negócios. Infelizmente quando pensamos em empresas brasileiras que têm sido reconhecidas por posturas em prol da sustentabilidade, aquelas que nos vêm à cabeça ainda são enormes como Braskem, Natura ou Vale, mas já existem pequenas oficinas mecânicas, laboratórios de análises clinicas ou olarias que direcionaram suas gestões para esse caminho também.
Questões relacionadas ao uso da água, à poluição do ar, à exposição aos elementos tóxicos e ao descarte adequado de resíduos devem fazer parte da vida das empresas de maneira mais intensa. E não apenas porque “somos bonzinhos”, mas principalmente porque esse pensamento tem impacto direto na redução dos custos empresarias e na imagem que sua empresa passa a ter no mercado.
Muitos dos seus clientes estão seriamente preocupados com as questões ambientais e ao trazer o foco na sustentabilidade para o centro do seu negócio, sua empresa passa a ter mais clareza sobre uma trajetória duradoura para ações nesse sentido. No entanto, vemos algumas empresas seguindo normas ambientais somente devido ao cerco regulatório. Será que isso é fazer a sua parte? Ou você acredita que para se resolver as questões climáticas apenas as convenções do Protocolo de Kyoto serão suficientes?
É preciso uma ação conjunta entre as políticas internacionais e nosso próprio “quintal”. Teremos que fazer a nossa parte! É preciso inovar e sair do “fazer por fazer” em termos de redução de emissões, busca de práticas mais sustentáveis e mudança de postura.
Afinal, ter maior eficiência energética, gastar menos insumos e gerar menos sucatas pode fazer a diferença. O SEBRAE-SP pode te ajudar no início e garanto que, no final do mês, seu fluxo de caixa agradecerá.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diario de Mogi
13 de novembro de 2009

domingo, 25 de outubro de 2009

ARRANJO PRODUTIVO


Vivemos, na última semana, momentos importantes para o setor industrial do Alto Tietê. Graças ao empenho do CIESP, FIESP e Prefeitura de Suzano terminou ontem o 2° Encontro das Indústrias de Suzano coroado de pleno sucesso.
Andando pelos corredores do encontro e no bate-papo com os empresários, cheguei à conclusão de que é chegado o momento de falarmos sobre o desenvolvimento do setor de forma mais estruturada. É preciso buscar a convergência das expectativas de desenvolvimento entre os atores do setor; estabelecer parcerias e compromissos para manter e especializar os investimentos no próprio território, e principalmente promover uma integração econômica e social no âmbito regional.
Embora a região apresente uma atividade industrial altamente diversificada, existem segmentos que podem ser tratados como clusters ou arranjos produtivos locais.
Os APLs são aglomerações de empresas localizadas em um mesmo território, com especialização produtiva e com vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com atores como governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa. Seus esforços seguem na busca da promoção da competitividade, atuando de forma complementar às políticas para o desenvolvimento das empresas, regiões e, até mesmo, do país.
Pensem na cadeia do papel e celulose: nossa região produz desde o insumo base da celulose, o eucalipto, que é transformado pelas indústrias, fábricas de embalagens, papelarias, gráficas chegando às transportadoras. Na verdade, chegamos a girar novamente o ciclo se considerarmos os trabalhos dos catadores de papéis e recicladores. Tudo isso no Alto Tietê!
Trabalhar o conceito de cadeia produtiva minimiza a multiplicidade de esforços, otimiza a alocação de recursos, promove o compartilhamento de objetivos e consolida boas práticas de desenvolvimento local voltadas para um setor. Além disso, torna possível a criação de uma identidade que pode ser facilmente reconhecida e que atrai a atenção de investidores e de políticas de incentivo municipais, estaduais e federais.
Você deve estar se perguntando: o que falta então para nossas empresas se organizarem dessa forma?
Inicialmente é preciso identificar o setor e então, mobilizar os atores. A configuração de um APL tem por base a participação efetiva de micro e pequenas empresas; a existência de uma governança estruturada e com ações alinhadas; a importância do segmento para a economia estadual/local; a absorção de mão-de-obra e sua contribuição para a pauta de exportações brasileiras (real ou potencial).
Só o pensamento sistêmico e o fim de vaidades tornam o arranjo possível difundindo informações e aprendizado dos setores e gerando inovação tecnológica.

Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 24 de outubro de 2009 - Mogi News