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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

MARKETING PESSOAL


Apenas palavras não bastam,
é preciso conteúdo!

Realizar um bom trabalho, distribuir gentilezas ou esforçar-se nos processos de comunicação institucional seriam um bom caminho para firmar a presença de sua empresa no mercado?
A cada dia mais, a imagem de um empresário está diretamente relacionada à forma como ele se comporta a frente dos processos de gestão do seu negócio. Somos analisados muito além de nossa experiência profissional. Somos vistos por aquilo que fazemos repetidamente.
Por isso, assim como as empresas adotam estratégias para potencializar suas vendas através de um bom mix de marketing, escolher as melhores formas de mostrar aquilo que você faz melhor, pode auxiliá-lo a construir uma marca própria que inspire confiança e credibilidade.
Quantas vezes você, ou alguém que você conheça, se dedicou com afinco a uma causa, mas não foi escolhido para uma promoção? Ou quantas vezes você desenvolveu um excelente trabalho e, no entanto, seu concorrente se saiu melhor?
Adotar um conjunto de ações e atitudes pessoais para ser reconhecido no mercado da forma como deseja é imprescindível se você pretende evoluir. Essa é a essência do marketing pessoal: usar você como seu melhor cartão de visitas.
Realizar uma apropriada gestão de carreira e possuir um plano de marketing pessoal é quase uma unanimidade profissional. No entanto, poucos são aqueles que realmente conseguem transformar esta convicção em uma atitude prática saudável. Afinal, auto-elogios ou autopromoção não bastam. Mais do que imagem, é preciso conteúdo!
Comece desenvolvendo suas próprias competências profissionais: conhecimentos, habilidades e atitudes que façam parte de seu comportamento e que possam ter um impacto positivo em sua atuação profissional. Qualidades como auto-motivação, liderança, bom humor e relacionamento interpessoal são atributos essenciais que precisam ser desenvolvidos e incorporados a sua carreira profissional.
Ser autoconfiante, possuir uma boa rede de contatos e saber se expor apropriadamente também pode auxiliar muito essa jornada, mas extroversão e comunicação apenas não bastam. Pessoas tímidas têm ganhado cada vez mais espaço usando essa característica como um ponto a favor na imagem de credibilidade que desejam criar.
Assim como em qualquer estratégia de marketing; criatividade, reciclagem e análise de mercado são fatores importantes para o marketing pessoal. Não adianta vender o que depois não poderá entregar.
Investigue o mercado em que você atua, analise as principais necessidades e oportunidades e use sua competência para atendê-las de forma a gerar satisfação aos clientes e lucratividade a empresa.
Não desperdice nenhuma oportunidade de fixar uma imagem positiva na mente das pessoas. Lembre-se que cada trabalho bem realizado é uma chance de fazer crescer sua marca profissional e que o tempo corre contra você. Quanto mais rápido você escolher o seu caminho, mais rápidos serão os resultados para sua carreira.
Que tal começar a pensar nisso? 
  • Esteja sempre pronto e capacitado para enfrentar mudanças;
  • Tenha consciência da importância de sua própria atitude para a concretização de objetivos;
  • Mantenha-se motivado;
  • Use uma forma gentil e atenciosa de tratar as pessoas, independente de cargo e nível hierárquico;
  • Lembre-se que as pessoas serão a sua propaganda sobre você; 
  • Seja absolutamente pontual; 
  • Preocupe-se com a objetividade e a honestidade para que você não seja traído com detalhes de menor importância; 
  • Escolha com cuidado sua roupa, adequando-a cuidadosamente à situação e ambiente; ela pode abrir ou fechar portas; 
  • Acessórios, maquiagem e afins também merecem atenção e escolha apropriada;
  • Preocupe-se com o seu linguajar, seu gestual e com o tom da sua voz; 
  • Evite gírias ou expressões chulas, controle suas mãos e braços, fale baixo e devagar; 
  • Controle suas emoções, mas não as anule. Elas são muito importantes para mostrar o seu envolvimento ou comprometimento; 
  • Cuidado com o uso do celular; 
  • Não fale demais nem de menos; e acima de tudo:
  • SEMPRE RESPEITE A SI MESMO E AOS OUTROS! 


 ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
30 de setembro de 2010


sábado, 25 de setembro de 2010

SABOTAGEM


Soltar as amarras só depende de você!
Pensar em sabotagem traz logo em mente cenas de filmes onde terroristas e exércitos americanos em guerra utilizam planos suspeitos para que seus inimigos não se fortaleçam e não atinjam seus objetivos.
Na verdade, sabotagem é o ato de impedir o pleno funcionamento de qualquer mecanismo, institucional ou não, que seja contrário aos interesses dos sabotadores.
Já parou para pensar que o sabotador da sua vida pode não ser nenhum terrorista malvado, mas você ou sua equipe?
Em quantos momentos, você esteve pronto para para dar um novo salto ou efetivar uma mudança profunda em sua vida e recuou? Quantas empresas escrevem planos perfeitos, mas na hora de implantá-los parecem não ter fôlego para levá-los até o fim?
A dificuldade de realizar seus desejos ou cumprir seus objetivos não mora no desconhecido, mas na sua própria resistência à mudança.
Qualquer um é capaz de iniciar um novo empreendimento, uma nova relação afetiva ou um novo regime. Entretanto, muitos logo percebem que esse novo não é verdadeiramente novo. Procuram e até exigem os mesmos comportamentos da vida anterior, e pior: cometem os mesmos erros.
A sabotagem a si mesmo é um sério problema não só no universo pessoal, mas também na vida profissional onde se espera que as pessoas tenham sempre sucesso e realizem concretamente os objetivos a que se propõem. Não há mais espaço para “mi-mi-mi”; as coisas têm de dar certo e pronto.
Entretanto, você escuta e obedece ordens de seu inconsciente. Crenças adquiridas quando criança que parecem não deixar que você concretize seus planos pessoais ou profissionais. Afinal, você foi educado para cumprir o que era pedido, sem escutar suas próprias preferências ou considerar suas reais potencialidades. Indivíduos assim não encontram espaço para a mudança ou para a inovação. Não há espaço sequer para a imaginação.
Cada vez que desconfiam de sua capacidade de superar obstáculos, buscam meios de bloquear e paralisar as novas emoções. Preguiça e orgulho serão expressões comuns de auto-sabotagem. Uma sabotagem aparentemente legitima, já que o medo da mudança é maior do que a própria força para mudar.
Quem não conhece alguém que tenha desistido de um regime tendo um milhão de justificativas para sua atitude?
O ciclo da auto-sabotagem se instaura porque o inconsciente quer chamar atenção para as razões profundas que motivam suas ações.
Para descobrir quais são as suas, procure detectar culpas, medos, raivas ou registros negativos de sua infância. Certamente, eles são responsáveis por seus comportamentos repetitivos de auto-sabotagem.
Quando pensar em frases prontas para responder situações inesperadas ou para fugir de situações de conflitos, anote-as e se quiser repetí-las, fuja. Enquanto se auto-iludir com soluções irreais e resistir em rever seus erros e aprender com eles, bloqueará qualquer possibilidade de crescimento ou mudança.
Pergunte-se quem realmente você é e o que deseja ser. Ninguém espera ser terrorista de si mesmo para sempre.
 
ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
25 de setembro de 2010
Inspirado em O Ciclo da Auto-Sabotagem de Stanley Rosner

sábado, 11 de setembro de 2010

ASSERTIVIDADE


Não consegue dizer o que pensa? Costuma fazer trabalhos que são dos outros ou diz “sim” quando gostaria de dizer “não”? É provável que necessite desenvolver um comportamento fundamental: assertividade.
Uma habilidade nobre e rara, que além de economizar tempo, faz com que você conquiste respeito e credibilidade.
Segundo o dicionário Houaiss, ser assertivo é "declarar algo, positivo ou negativo, do qual assume inteira validade com muita segurança, em cujo teor o falante acredita profundamente".
Alguns executivos, entretanto, acham que ser assertivo é sinônimo de grosseria, petulância e autoritarismo. Exageram na dose de autoconfiança e, não raro, partem para o ataque verbal quando são contrariados. Outros preferem adotar uma postura submissa e não defendem idéias porque têm medo de criar atritos.
A linha que separa uma postura passiva, assertiva ou agressiva é muito tênue. Por isso, nem sempre elas são adotadas corretamente.
O comportamento assertivo envolve a expressão direta das suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões sem que, ao fazê-lo, você experimente ansiedade indevida ou excessiva, e sem ser hostil para o interlocutor.
Em outras palavras, é defender os próprios direitos sem violar os direitos dos outros. Assertividade é uma escolha que envolve você e o outro!
Por isso, ser assertivo não significa ter o mesmo comportamento com 100% das pessoas em 100% das situações.
Comportar-se de forma assertiva depende da pessoa a quem esse comportamento se dirige (chefes, pais, professores, amigos, crianças) e da situação em que você se encontra (auto-afirmação, expressão de sentimentos positivos ou negativos, comunicados, mudanças).
Entre o comportamento autoritário, que produz o desrespeito às pessoas com quem se convive, e o comportamento passivo, que não manifesta o que se pensa e aceita a invasão e a anulação pessoal, escolha o caminho da assertividade. Dessa forma, você contribui para o estreitamento das relações de trabalho, reduz o estresse, melhora a auto-estima e aumenta as chances de sucesso da empresa. O que não podemos aceitar em um mercado cada vez mais competitivo é a adoção de atitudes extremas e desumanas.
Por isso, planeje seus pensamentos, posicione-se corretamente, desenvolva a percepção sobre a melhor hora e linguagem para se expressar, não responda “sim” para manter o clima de paz, esteja preparado para as possíveis críticas e mantenha o autocontrole.
Além disso, evite falar de forma negativa. Críticas ácidas ou deboches podem ser um pecado mortal.
Use a assertividade para expandir sua inteligência emocional e desenvolver relações mais autênticas, harmoniosas e prazerosas. E não esqueça: para ser assertivo é preciso ser empático. Pense nisto!




ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
11 de setembro de 2010

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ORGANIZAÇÕES QUE APRENDEM

A sociedade passa por um momento onde uma das poucas certezas é que as mudanças são cada vez mais freqüentes e inevitáveis, e as empresas, por direta conseqüência, precisam acompanhar essas mudanças para sobreviver.
Apesar da significativa redução nos custos de operações propiciada por novas tecnologias, não é possível substituir com a mesma eficiência o atendimento e relacionamento humano. Soma-se a isso uma conjuntura econômica estável, mas ainda com escassos recursos para investimentos, e temos como resultado uma significativa necessidade das empresas em buscar pessoas com atributos pessoais que aumentem sua capacidade em aprender melhor e mais rápido que seus concorrentes.
Cresce, portanto, a preocupação com desenvolvimento de métodos de intervenção que contribuam para a geração, difusão e sistematização de competências.
Vale destacar que competência não se verifica apenas no âmbito dos conhecimentos e habilidades, mas principalmente na mobilização destes recursos em prol da obtenção de uma meta. Trata-se muito mais da atitude de utilizar seu repertório pessoal para gerar benefícios ao negócio em situações de desafio. Ser competente é conhecer, saber fazer e querer fazer!
Para o sucesso das empresas é preciso entender que as competências individuais de seus colaboradores serão a base de seu próprio aprendizado.
Peter Senge
Segundo Peter Senge, um dos principais teóricos sobre o tema, existem cinco elementos primordiais que constituem o aprendizado nas organizações.
Seja qual for o tamanho da sua empresa, os caminhos da mudança passam necessariamente pelo fortalecimento das capacidades pessoais de seus colaboradores (Domínio Pessoal) e pela avaliação e melhoria contínua dos processos, dos métodos e da forma de pensar o ambiente da empresa como um todo (Modelos Mentais).
Engajamento da equipe em relação ao futuro com diretrizes e objetivos claros sobre onde se pretende chegar (Visão Compartilhada) e fazê-la perceber que a inteligência e capacidade do grupo pode ser maior que a soma de seus próprios talentos individuais (Aprendizagem Coletiva) fecham a equação para a criação do Pensamento Sistêmico.
Em vez de se verem como algo separado do mundo, as pessoas se percebem conectada a ele. No lugar de considerar os problemas como causados por algo ou alguém “lá fora”, enxergam como suas próprias ações criam os problemas que enfrentam. Essa é a compreensão mais sutil das organizações que aprendem.
Mais do que uma bonita expressão, atingir a maturidade do pensamento sistêmico e da aprendizagem coletiva requer que as pessoas percebem em si próprias a capacidade de moldar o futuro.


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
26 de agosto de 2010

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

EMBARQUE NA VIAGEM


“Em tempos de nevoeiro o bom marinheiro toca o barco devagar”.

Devagar não significa aceitar o marasmo, mas sim agir com prudência e analisar todas as possibilidades de um mundo cuja única certeza é a incerteza.
As novas tecnologias de comunicação, a conectividade ampliada, as possibilidades de co-criação, o netweaving de redes contribuem significativamente para as mudanças que impulsionam a consolidação de um novo ambiente corporativo e profissional.
O nevoeiro parece inevitável e se não poderemos cancelar a viagem na próxima estação, a regra é aceitar a diversidade e estar pronto a se adaptar. O mercado tem apostado em profissionais que se mostram dispostos a aprender e a colocar em prática seus novos conhecimentos.
É importante deixar claro que nessa busca não adianta se matricular freneticamente na maior quantidade de cursos possíveis ou buscar títulos da moda para rechear o currículo. É preciso estabelecer seus próprios objetivos, conhecer a empresa, suas competências essenciais, seus valores e suas expectativas de desenvolvimento.
A competição que acostumamos a ver nos negócios chegou a sua carreira! Ser excelente exige aprendizado e vontade pessoal e transcende as questões técnicas. O mercado procura profissionais com visão estratégica e capazes de lidar com as emoções de forma favorável aos negócios, canalizando-as para a realização de um objetivo através da autoconsciência, motivação, persistência, empatia e do entendimento de suas habilidades sociais.
Ascendemos um importante farol em pleno nevoeiro quando unidas a excelência técnica e a capacidade de lidar com as emoções de uma forma produtiva. É por esse caminho que transitam as exigências do novo mercado de trabalho: a maneira como lidamos com nós mesmos e com os outros é tão importante quanto a formação, a especialização e a inteligência.
Por isso, ouvimos muitos especialistas dizerem que profissionais são contratados por suas competências técnicas, mas, na maioria das vezes, são demitidos por comportamento. Nunca se falou tanto em trabalho em equipe, iniciativa, liderança, empatia e flexibilidade como se tem falado atualmente. Por isso, prepare-se a esse novo mundo!
Ainda que possa se sentir desconfortável com tamanhas exigências, não há como recuar, e sim, adaptar-se. Darwin e seus conceitos jamais estiveram tão na vanguarda da gestão: o mundo não pertence aos mais fortes, mas sim aos mais adaptáveis.
Essa nova habilitação profissional dependerá de sua própria capacidade em rever o mundo exterior, captar a natureza de seus próprios pensamentos e comportamentos e compreender as relações profissionais como mecanismos cada vez mais complexos.
Reinventar suas competências e abrir-se para aprender cada vez mais requer olhar para dentro de si numa investigação atenta de suas próprias qualidades e fragilidades. Aceita o convite para embarcar nessa viagem?

ANA MARIA MAGNI COELHO
Texto produzido para a Gestão & Carreira

sexta-feira, 9 de julho de 2010

IMPERFEITA PERFEIÇÃO


Perfeição... Palavra que permeia o inconsciente de todo ser humano com maior ou menor intensidade. Perfeição profissional, intelectual, sentimental, estética e todas mais que sejam possíveis idealizar.
Desde a infância, imprime-se em nosso subconsciente a idealização do ser humano completo: príncipes encantados e super-heróis de físico e capacidades incomparáveis que jamais seriam possíveis a um “simples mortal”.
Essa utopia aplicada na vida real e cotidiana tem cultuado relações repletas de superficialidade, preconceito e depressões.
Se por um lado a busca da perfeição pode ser construtiva e levar o ser humano a dar o melhor de si em prol de melhores condições e competências; ela pode também se tornar uma perigosa arma de auto-destruição e obsessão.
Lembremos a Grécia antiga, com sua apologia fragorosa a músculos esculturais, à aparência e ao físico. Será que alguém ousaria questionar a intelectualidade e racionalismo gregos mesmo na cultura da perfeição física? Supervalorizar a imagem da perfeição não implicava na desvalorização do homem.
O problema do mundo moderno incide na busca do ser perfeito em detrimento da visão do ser real. Deixa-se de lado o entendimento da complementaridade e unidade entre o homem no seu exterior e interior. “Mente sã em corpo são”.
Criam-se mentes vazias com vidas vazias e expectativas irrealizáveis. Acreditar que tudo pode ser perfeito faz as pessoas idealizarem situações totalmente fora do seu controle. Nada que elas mesmas fazem lhes agrada, são extremamente críticas em relação a si e pior: adoram exigir, criticar e culpar os outros.
Percebendo a incoerência do ideal de ser perfeito, optam freqüentemente pelo que as tornam mais aceitas: máscaras que encubram essa mente quase irracional. A questão filosófica torna-se, então, social: o preconceito velado inunda o pré-requisito de “boa aparência”, os relacionamentos afetivos e constitui, até mesmo, uma das diversas causas discriminação.
Aquele que não se parece com o padrão incutido pela sociedade não é, portanto, digno dela. Shakespeare, que viveu no Renascimento, hoje se veria obrigado a alterar sua obra-prima: “ser ou parecer, eis a questão”.
A mente do perfeccionista normalmente está condicionada a algum modelo de doutrina moral ou religiosa e, mesmo que nem perceba, não consegue simplesmente descumprir tais cobranças. Sente-se impulsionada a, no mínimo, parecer com elas.
É na mudança da obra skakesperiana que incide o maior paradoxo entre a o mundo natural e o mundo social. Para atingir seu mais alto padrão de perfeição, lagartas passam anos em casulos, transformam-se em pupas, ninfas, até que alcançam o estágio máximo de sua evolução e voam para o mundo. Voam assumindo a cor, o tamanho e as características que lhe foram atribuídas. São perfeitas naquilo que lhes é possível!
Em busca do seu vôo de liberdade e de sua imagem perfeita, o homem esquece de sua essência em metamorfose e prefere seguir um padrão cultural e social. Se ao abrir o casulo e o espelho mostrar uma borboleta policromática em uma sociedade monocromática, o homem simplesmente não voa. Prefere bloquear sua personalidade e suas competências em troca do que a sociedade espera dele, supervalorizando o estereótipo e desvalorizando o ser. Tornam-se borboletas imperfeitamente perfeitas! Borboletas que, encontradas na natureza, seriam encaradas como anomalias, enquanto que, na humanidade, já são uma tendência global. Pessoas com carapaças incompletas que vendem o reflexo da perfeição, mas perdem a essência do ser.




ANA MARIA MAGNI COELHO
Caderno Opinião - Jornal Mogi News
10 de julho de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

RESPEITO E GENTILEZA NÃO FAZEM NÃO MAL A NINGUÉM

Educação e respeito são elementos fundamentais para qualquer tipo de relacionamento, mas no ambiente corporativo isso se faz ainda mais necessário para um bom desempenho das pessoas e o sucesso da empresa. Um ambiente saudável e harmonioso é vital para que todos trabalhem com maior entusiasmo e produtividade.
O empresário que ainda não percebeu os efeitos positivos que um bom ambiente de trabalho pode propiciar aos seus negócios deve repensar suas atitudes, pois além de ter a produtividade de sua empresa comprometida, pode correr o risco de responder processo por danos morais e criar um clima organizacional desfavorável em todos os setores.
Colaboradores precisam ser respeitados para que possam trabalhar com dignidade e gerar perspectivas de crescimento para si e para a própria empresa. Se como empresário, você acredita que uma pessoa não serve mais, demita-a. Jamais assuma condutas agressivas, desrespeitosas e antiéticas que exponham qualquer pessoa a situações humilhantes e constrangedoras de forma repetitiva e prolongada, com o intuito de forçá-la a pedir sua demissão ou mesmo criar um pretexto para demiti-la por insubordinação. Isso é assédio moral e pode ser punido por lei!
Atitudes como mandar o empregado calar a boca, isolá-lo do grupo, hostilizá-lo na frente de clientes, menosprezá-lo nas reuniões, ridicularizá-lo perante os colegas, fazer exigências impossíveis, deixá-lo sem trabalho, tirar sua comodidade mudando sua sala ou tirando sua mesa, expô-lo a constrangimento público ou tratá-lo com indiferença simplesmente por não gostar do seu jeito de ser, podem parecer inofensivas num primeiro momento, mas a longo prazo não passam de manobras hostis e degradantes de um líder despreparado.
Nestas condições, o empregado fica ainda mais vulnerável e aumenta o seu receio em perder o emprego, além de ficar totalmente desmotivado para o trabalho e desestabilizado emocional e profissionalmente, perdendo sua auto-estima e sua capacidade técnica em gerar resultados.
Por isso, evite boatos, intimidações, humilhações, descrédito ou isolamento entre sua equipe. Às vezes, o assédio pode vir de um colega e seu papel como líder é identificar e punir o agressor.
Acreditar que a pressão psicológica é a única forma de cumprir a meta do mês ou melhorar a qualidade do serviço prestado é uma conduta condenável e não tem nada ver com motivação. Esta é a concepção de uma liderança arcaica. Muitas grandes corporações já foram punidas por agirem dessa forma, com advertências diretas ao agressor e penalização a própria empresa que se mostra solidária com essa prática.
Investir no capital humano, identificar o potencial de cada colaborador e alinhá-lo as necessidades da sua empresa é um inovador caminho para um ambiente mais saudável e o sucesso de sua empresa.
E caso haja necessidade de conversas sobre situações indesejáveis, seja honesto e faça a abordagem de forma branda e sutil, evitando dissabores entre você e sua equipe. Lembre-se sempre que gentileza gera gentileza e esse é o caminho mais humano para qualquer relação.

Ou será que você pretende motivar sua equipe e aumentar a produtividade como no vídeo?!?

ANA MARIA MAGNI COELHO
Produzido para O Diário Empresarial
14 de maio de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

SEJA O SENHOR DE SI

Desde criança nossos ouvidos se acostumam a ouvir “não”. Não pode nadar depois de comer. Não pode bater nos amiginhos da escola. Não pode tomar sorvete antes de almoçar. É tanto "não" que até perde a graça e talvez de tanto ouvir, não aprendemos a falar.
Não aprendemos a atribuir nosso valor e não conseguimos perceber que as pessoas podem nos amar mesmo que não sejamos suas escravas. Vivemos num mundo em que somos ensinados a ser mais aparência do que essência e onde vale mais ser o que os outros precisam que sejamos, do que fazer valer nossas vontades.
Pense em quantas vezes você saiu insatisfeito de uma situação em que não conseguiu dizer não. Os motivos podem ser vários: sentir-se ameaçado, querer agradar ou querer provar ser um super-herói que na verdade não existe – uma pessoa perfeita que pode sozinha realizar suas tarefas, cuidar da família, da sua comunidade e ajudar as pessoas, mesmo que isso a prejudique ou sacrifique suas próprias vontades.
Mas será que precisamos mesmo disso?
Para ser uma pessoa boa, de verdade, é preciso impor limites. Ser boa, antes de tudo, para si mesmo e deixar de ter medo do que os outros vão falar ou fazer.
Dizer “não” é responsabilizar-se por si, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza e permitir-se fazer aquilo que realmente você quer sem sentir-se culpado.
Não significa que você precise virar o senhor de si mesmo e fazer apenas o que quer, mas sim que saiba construir e manter relacionamentos adequados e positivos e que coloque seus próprios valores pessoais acima dos valores do seu grupo ou de sua empresa. Saber dizer “não” é uma arte, um respeito a você mesmo.
Aceitar propostas com as quais você não concorde através de um “sim” hesitante, além de demonstrar incerteza e insegurança no presente; no futuro irá gerar frustração, raiva e nada mais. A cada momento que você deixa de questionar e abaixa a cabeça para qualquer pedido, você perde a chance de exercitar seu próprio discernimento, o que pode, inclusive, interferir na sua competência profissional ou na manutenção de um relacionamento.
Por isso, aperfeiçoe sua habilidade interpessoal, sua compreensão e sua empatia. Estude seu interlocutor e perceba a maneira como ele se comunica. Procure estar em sintonia com seu tom de voz, vocabulário, estilo, objetividade ou subjetividade nas colocações. Ofereça alternativas que solucionem a questão em troca de um simples “não” e faça o outro entender os seus motivos. Isto requer treino, observação e ação.
Procure não voltar atrás na decisão tomada. Acabe hoje mesmo com essa história de “não sei dizer não”. Quando sentir que é o momento do exercício, diga “não” com coragem, convicção e sabendo que você está apenas colocando os seus limites, e nada mais.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião
MogiNews - 24 de abril de 2010

sexta-feira, 2 de abril de 2010

DESCULPAS ADIANTAM?


Ninguém quer saber por que você não fez o que disse que faria – se não fechou o acordo, não despachou um produto, não fez projeções, não cumpriu seu orçamento ou seu prazo, não manteve seu cliente ou não aumentou os lucros; não invente também uma desculpa!
A única coisa pior do que não cumprir sua palavra é colocar a culpa em alguém ou em uma situação. Por exemplo, você acha que pode culpar a chuva por perder a hora de um compromisso importante ou deixar de entregar um relatório por que a luz faltou bem no momento que você iria imprimi-lo?
Pense: se havia alguém esperando você no compromisso e a chuva era uma condição igual para todos, a culpa do seu atraso é da chuva ou você não dimensionou bem o seu tempo? E o relatório? Considere que o seu colega da mesa ao lado tenha entregado o relatório dentro do prazo, a falta de luz não deveria tê-lo afetado também?
Nessas situações, o que quer que você diga, a impressão para quem ouve você é mesma desculpa da época do segundo grau quando você dizia ao seu professor “Meu cachorro comeu a minha lição de casa”.
Desculpas nada mais são do que justificativas para fatos da vida real. Nada justifica o fato de você deixar de fazer algo que você mesmo disse que era capaz de fazer.
As empresas normalmente têm poucos funcionários, muito trabalho, muita pressão, investimento e leis ruins ou falta de controle. Então, evite desculpas que indiquem “pouco” ou “muito”, que culpem “situações ou coisas ruins” ou a falta de alguma coisa, pois você não estará levando nenhuma nova informação para o seu superior. Esse é mesmo o mundo corporativo.
Além disso, muito cuidado com as desculpas de ordem pessoal: o pneu furou, o ônibus atrasou ou a chuva causou trânsito, bem como com as desculpas mais modernas como vírus no computador, arquivos corrompidos, celular sem sinal. Elam mostram apenas sua falta de planejamento ou o pouco compromisso com a tarefa a ser realizada.
Coisas acontecem, mas essas coisas podem e devem ser evitadas com um bom planejamento. Caso contrário, são apenas desculpas para o fracasso e para as falhas que você tem cometido.
Existem apenas duas razões reais que podem impedir você de realizar aquilo que você mesmo se compromete: suas escolhas e prioridades ou desastres e catástrofes.
Do contrário, assuma que as coisas deram errado, trate as conseqüências com honestidade e serenidade e supere os problemas. As pessoas mais valorizadas são as que assumem seus erros e não usam desculpas.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
03 de abril de 2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

DESCUBRA-SE!

Falar em desenvolvimento de competências nas organizações não é mais um assunto apenas das áreas de recursos humanos. Novas metodologias e tecnologias têm impulsionado pessoas e empresas a (re)descobrirem seus processos de acordo com necessidades próprias que podem ser atendidas por diferentes tipos de metodologias.
Algumas empresas têm recorrido às consultorias e treinamentos, outras a processos de mentoring ou counselor e muitas encontraram no coaching a saída que buscavam para transformar potencial em competência.
Se você nunca ouviu falar em nenhuma dessas ferramentas, deve estar se perguntando: “que sopa de letrinhas é essa?”
Para deixar as coisas um pouco mais claras e direcionar o assunto da coluna de hoje, o melhor é entender o que não é coaching:
Coaching não é terapia, pois tem foco do presente para o futuro desejado e não na resolução dos problemas do passado.
Coaching não é consultoria, pois não há a intenção de estudar os processos de funcionamento da empresa, ver o que funciona ou não e trazer soluções de melhoria.
Coaching não é mentoring, onde normalmente o tutor tem experiência no funcionamento de determinado assunto e serve como referência oferecendo dicas e instruções para que o aprendiz encontre o melhor caminho.
E, por fim, coaching não é programação neurolinguística (PNL), cujo foco está na limpeza dos problemas emocionais do cliente buscando uma reestruturação rápida de seus registros do passado para que mudem o pensar no presente.
O que é, então, o processo de coaching?
Coaching é um processo de desenvolvimento de competências! Trata de formar líderes e talentos que por suas carreiras levem as organizações para um futuro que, além de desconhecido, será bem diferente do presente e do passado. Qualquer habilidade comportamental que seja necessária ao atingimento dessa meta no futuro é foco do processo de coaching.
A idéia principal não está em criar dependência, mas sim empoderamento, pois identificadas as competências e comportamentos necessários, as pessoas podem solucionar os problemas na medida em que eles aparecem, sem se deixar paralisar por crenças ou modelos do passado. Afinal, a vida não se interessa pelas nossas desculpas, certo? Só fará a diferença quem conseguir se assumir como o único responsável pelas suas escolhas e pela sua vida!
Isso é difícil? Dá trabalho? Leva tempo? Se você estiver realmente disposto não importa, o que importa é que vale a pena!
O processo irá auxiliá-lo a “fazer acontecer” desde que você saia de sua zona de conforto e encontre em si mesmo as respostas que procura obter. Quando buscamos no outro a melhor forma de agir, até conseguimos repetir o modelo, mas ficamos no “raso” e não na essência da mudança comportamental.
Já dizia Galileu Galilei, “você não pode ensinar algo a um homem. Você pode somente ajudá-lo a descobrir sozinho”


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
22 de janeiro de 2010

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

MARCA PESSOAL

Será que você vai sobreviver às novas mudanças do mundo? Você pensa o futuro como algo que, embora não possa ser previsto, tem que ser inventado? Você tem a mente aberta ou será devorado pela Síndrome de Gabriela: "eu nasci assim, eu cresci assim..."?
Se essas perguntas deixam você ansioso, pense que a maioria das respostas define quem você é e a forma como se comporta.
A globalização e o aumento da competição têm transformado a dinâmica das empresas e certamente, a dinâmica da sua vida. Hoje a responsabilidade por gerenciar sua carreira não é mais do seu empregador, mas sua!
Para garantir-se no mercado, ter uma marca de pessoa íntegra, correta e sensata é o seu maior investimento, pois lhe dará crédito para começar de cabeça erguida, sem medo e com muitos aliados quantas vezes forem necessárias.
Não tenha medo de tornar-se uma pessoa conhecida, pois no mundo corporativo, quem não aparece, desaparece em um curto espaço de tempo.
É claro que para aparecer não adianta apenas seguir uma boa quantidade de dicas “enlatadas” de como se vestir e se comportar em público. É preciso que a sua marca venda um produto de efetiva qualidade. Criar uma boa marca pessoal requer que você SEJA um “produto de qualidade”, TENHA habilidades e conhecimentos para que depois MOSTRAR-SE ao mercado.
Por isso, busque recriar-se a cada instante, colocando excelência em tudo o que realiza. Não se considere apenas um profissional e sim um ativo de si próprio. Equilibre conteúdo com estilo, esqueça seu cargo e não se limite a seu salário, pois se você nunca fizer além do que você é pago, você nunca será pago além do que você faz!
Aprenda com as grandes empresas e pergunte-se diariamente: “O que eu faço que gera valor? Do que tenho mais orgulho? Como me diferencio da minha concorrência?”
E seja honesto nas suas respostas. Se você sabe quem é, pode promover uma marca pessoal autêntica, consistente e que seja convincente ao seu público.
Tudo o que você faz – e o que escolhe não fazer – contribui para sua marca pessoal, desde sua forma de falar no telefone até a forma como se comporta em reuniões ou redige e-mails. Se você for instável, minará seus esforços.
E para garantir o juízo correto do seu público, busque feedback através de métodos formais como avaliação 360 graus ou pedindo às pessoas mais próximas opiniões verdadeiras sobre seu desempenho.
Se quiser ir mais além, participe de processos seletivos, pois ainda que esteja feliz no seu atual trabalho, isso o ajudará a testar o valor de sua marca.
Só não se esqueça de um detalhe: fundamente sua marca de uma forma leal aos seus sonhos, valores e metas; só assim conseguirá ser leal também ao seu time, seus projetos e sua empresa.

Ana Maria Magni Coelho
Publicado no MogiNews em 28 de novembro de 2009

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

BOTA PRA FAZER!

Amanhã acaba mais uma Semana Global de Empreendedorismo, um movimento que tem a intenção transformadora de despertar a atitude empreendedora nas pessoas de 90 países simultaneamente. Uma atitude que nem sempre acaba por gerar novos negócios, mas que traz aos indivíduos a possibilidade de pensar fora da caixa, ser proativo, ter um sonho grande e fazer de tudo para realizá-lo.
Esse é o verdadeiro espírito empreendedor e que deve ser incorporado como comportamento, seja você funcionário ou dono de empresas. Afinal, em um mundo cada vez mais dinâmico e interligado, qualquer pessoa que queira se destacar deve ter a competência de inspirar, orientar, mobilizar e conectar pessoas e processos em prol da geração de novas oportunidades.
Inspirar é fazer com que essa nova visão faça parte da vida de todos; crianças, jovens ou adultos; que podem encontrar alternativas de futuro e chegar muito mais longe em suas carreiras. Para empreender não tem idade, tem vontade!
Orientar envolve estimular os próprios indivíduos e organizações de diferentes setores a treinar, capacitar e orientar a próxima geração de talentos que se inspira com exemplos de quem empreende uma vida melhor. Para empreender é preciso buscar informações e ter iniciativa. Ficar parado é ficar fechado às possibilidades!
Por isso, mobilizar a maior quantidade de pessoas nesse movimento é o principal meio de colocar o empreendedorismo em pauta na sociedade e dessa forma, auxiliar no desenvolvimento de políticas que facilitem um novo pensar empreendedor junto aos líderes e formadores de opinião. Para empreender é preciso apoio e vontade pública e uma boa dose de persuasão!
Persuasão que ajuda na missão de conectar uma rede de pessoas e organizações para que estimulem a geração constante de novas idéias e realizem objetivos em diversas áreas e atuações no Brasil e no mundo. Pode ser que erros aconteçam, mas para empreender é preciso inovar! Inovar para crescer, empreender para transformar!
Se você quer ser mais empreendedor, aprender, se desafiar e ter mais conhecimento para “botar pra fazer” não esqueça que empreender envolve vários aspectos que vão muito além do que somente êxito financeiro. Na atividade estão implícitos o respeito pelos outros, a responsabilidade social, e acima de tudo, nela deverá estar você, de corpo e alma, para poder oferecer ao mundo o que você tem de melhor. E para que isto possa ser feito da melhor maneira, pode lhe ser muito útil passar por um processo de auto-conhecimento, pois como disse Platão: “A primeira e melhor vitória é conquistar a si mesmo”.

Ana Maria Magni Coelho
Publicado no MogiNews em 21 de novembro de 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

NÃO ROUBEM!


Muito provavelmente, vocês devem considerar o título do artigo dessa semana um pouco deselegante, mas recebi um texto sobre o filme O caçador de pipas, de Khaled Hosseini, que me fez pensar muito sobre o comportamento humano e sobre a forma que gerenciamos nossas empresas.
O mundo está repleto de “ladrões”. Não apenas ladrões do dinheiro das empresas ou do povo, mas também ladrões do nosso tempo, da nossa qualidade de vida e das possibilidades que nos são abertas todos os dias.
Ao ler o livro e depois ver o filme, foi instintivo realizar algumas conexões com a realidade democrática que vivemos e as atitudes, posturas e comportamentos de muitas pessoas que se auto-intitulam pessoas normais e capazes em função da posição, do conhecimento ou daquilo que acham que deixam transparecer.
O caçador de pipas não é uma história de imagem, mas uma história de realidade que deixa marcada inúmeras sensações, algumas agradáveis e muitas tristes. Em minha opinião, a reflexão mais profunda vem de uma conversa entre Baba e seu filho Amir em que ele afirma que existe apenas um pecado no mundo: o do roubo.
Afinal, “quando você deixa de dizer para alguém alguma coisa que você acredita ser verdade, você está 'roubando' o direito dessa pessoa saber o que você sente a seu respeito; quando você mata alguém, você está 'roubando' o direito de outras pessoas conviverem com a pessoa que você matou e quando você 'maltrata' alguém, você está 'roubando' o direito dessa pessoa de ser feliz”
Tais assertivas imediatamente levaram minha mente aos inúmeros ”roubos” da vida empresarial: chegar atrasado a um compromisso “rouba” o tempo das pessoas que chegaram na hora marcada; impor uma tarefa desnecessária a alguém “rouba” o direito ao lazer, ao estudo ou ao desfrute de outros momentos fora da empresa; pensar que alguém não corresponde às suas expectativas e não dizer nada “rouba” a possibilidade de desenvolvimento dessa pessoa; falar a respeito das pessoas e não com as pessoas “rouba” a oportunidade delas saberem a opinião que você tem a seu respeito.
Dessa forma, além de “roubar”, esses comportamentos são os principais geradores de um ambiente desmotivador e desinteressante.
O pior tipo de relacionamento que podemos praticar com as pessoas com quem convivemos é o do silêncio. O silêncio fala por si só. Diz muita coisa, e gera uma relação de paranóia, muita ansiedade e enorme frustração.
Cabe ao líder, dizer de forma explícita, clara e descritiva, como percebe e sente o desempenho e o comportamento das pessoas com quem convive e servir de exemplo na prevenção aos “assaltos” da vida empresarial.
Aproveite o feriado para refletir: será que estou "roubando" de alguém alguma informação ou percepções que podem lhes ser úteis para o seu crescimento pessoal?


Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 31 de outubro de 2009 no MogiNews

domingo, 20 de setembro de 2009

ÉTICA EMPRESARIAL


Ética é uma dessas coisas que muitos falam e poucos sabem explicá-la. Grandes pensadores da Grécia – Sócrates, Platão e Aristóteles já salientavam a dificuldade de conduzir reflexões sobre o comportamento e a moral. Então, quem sou eu para em poucas linhas tentar explicá-la?
Espero apenas fazê-lo refletir sobre como o comportamento das pessoas é afetado por condições éticas que influenciam a economia e as relações de poder e o empenho de colaboradores, parceiros e clientes nas empresas.
Imagine a situação de um consultor que recebe uma boa idéia de seu time de trabalho e leva à diretoria. Esta se entusiasma pelo projeto e pergunta de quem foi a idéia. O consultor fala a verdade ou aproveita a oportunidade para se promover?
A inadequação de um comportamento auto-interessado pode ser grave quando dá ênfase a direitos e liberdade que são próprios e desconsideram o outro e suas verdades. É claro, que pessoas são livres para empenhar-se por seus direitos e assim também é a micro e pequena empresa. Contudo, é preciso reconhecer a existência de direitos além dos seus.
Aos poucos, a sociedade selecionará “o joio do trigo” e perceberá as empresas que adotam planos e códigos de ética em seu planejamento estratégico e aquelas que sobrevivem na ética da conveniência. O consumidor, cada vez mais, busca uma corporação ética, pois além de seu direito estar assegurado, estará também garantindo seus sonhos e desejos atendidos.
Destaco que a obrigação ética de uma empresa não pode ser confundida com sua obrigação legal de pagar impostos e salários, pois nem sempre o que é de interesse do Estado é também e igual do social, de seus colaboradores e seus parceiros.
Gerar dividendos, atender acionistas e ser ético pode denotar ambigüidades profundas e alguns problemas complexos que passam desde caráter até vontade. Todos desejam o êxito em seus negócios, mas para isso não é necessário agredir, transgredir e usurpar os outros para alcançar objetivos e ganhar visibilidade.
A ética da sociedade e a ética empresarial são inseparáveis. Algumas vezes indistinguíveis. As preocupações diárias com a eficiência, competitividade e lucratividade, não podem prescindir de um comportamento ético. Dever-se-ia pensar na ética todos os dias, em todas as horas, na hora de eleger, na hora de pagar propina, na hora de jogar um lixo na rua, na hora de escolher seus colaboradores. Empresas devem entender que ética não é qualidade; é obrigação, é a sua reputação no mercado!
Por isso, mesmo que ambíguo ou dualista, acredito que o argumento em favor de aproximar economia à ética não pode depender da facilidade de consegui-lo, deve ser um exercício de todos nós fundamentado no mérito das recompensas futuras.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em 19 de setembro de 2009

E para refletir um pouco mais... Um vídeo que fala de nossa confiança sendo colocada à prova... Só de sacanagem, esse é mesmo o meu modo de ser: MAIS HONESTA EU VOU FICAR! Minha esperança é imortal... Se não podemos mudar o começo, está em nossas mãos, mudar o final!