Mostrando postagens com marcador fazer a diferença. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fazer a diferença. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

DESCUBRA-SE!

Falar em desenvolvimento de competências nas organizações não é mais um assunto apenas das áreas de recursos humanos. Novas metodologias e tecnologias têm impulsionado pessoas e empresas a (re)descobrirem seus processos de acordo com necessidades próprias que podem ser atendidas por diferentes tipos de metodologias.
Algumas empresas têm recorrido às consultorias e treinamentos, outras a processos de mentoring ou counselor e muitas encontraram no coaching a saída que buscavam para transformar potencial em competência.
Se você nunca ouviu falar em nenhuma dessas ferramentas, deve estar se perguntando: “que sopa de letrinhas é essa?”
Para deixar as coisas um pouco mais claras e direcionar o assunto da coluna de hoje, o melhor é entender o que não é coaching:
Coaching não é terapia, pois tem foco do presente para o futuro desejado e não na resolução dos problemas do passado.
Coaching não é consultoria, pois não há a intenção de estudar os processos de funcionamento da empresa, ver o que funciona ou não e trazer soluções de melhoria.
Coaching não é mentoring, onde normalmente o tutor tem experiência no funcionamento de determinado assunto e serve como referência oferecendo dicas e instruções para que o aprendiz encontre o melhor caminho.
E, por fim, coaching não é programação neurolinguística (PNL), cujo foco está na limpeza dos problemas emocionais do cliente buscando uma reestruturação rápida de seus registros do passado para que mudem o pensar no presente.
O que é, então, o processo de coaching?
Coaching é um processo de desenvolvimento de competências! Trata de formar líderes e talentos que por suas carreiras levem as organizações para um futuro que, além de desconhecido, será bem diferente do presente e do passado. Qualquer habilidade comportamental que seja necessária ao atingimento dessa meta no futuro é foco do processo de coaching.
A idéia principal não está em criar dependência, mas sim empoderamento, pois identificadas as competências e comportamentos necessários, as pessoas podem solucionar os problemas na medida em que eles aparecem, sem se deixar paralisar por crenças ou modelos do passado. Afinal, a vida não se interessa pelas nossas desculpas, certo? Só fará a diferença quem conseguir se assumir como o único responsável pelas suas escolhas e pela sua vida!
Isso é difícil? Dá trabalho? Leva tempo? Se você estiver realmente disposto não importa, o que importa é que vale a pena!
O processo irá auxiliá-lo a “fazer acontecer” desde que você saia de sua zona de conforto e encontre em si mesmo as respostas que procura obter. Quando buscamos no outro a melhor forma de agir, até conseguimos repetir o modelo, mas ficamos no “raso” e não na essência da mudança comportamental.
Já dizia Galileu Galilei, “você não pode ensinar algo a um homem. Você pode somente ajudá-lo a descobrir sozinho”


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
22 de janeiro de 2010

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

MARCA PESSOAL

Será que você vai sobreviver às novas mudanças do mundo? Você pensa o futuro como algo que, embora não possa ser previsto, tem que ser inventado? Você tem a mente aberta ou será devorado pela Síndrome de Gabriela: "eu nasci assim, eu cresci assim..."?
Se essas perguntas deixam você ansioso, pense que a maioria das respostas define quem você é e a forma como se comporta.
A globalização e o aumento da competição têm transformado a dinâmica das empresas e certamente, a dinâmica da sua vida. Hoje a responsabilidade por gerenciar sua carreira não é mais do seu empregador, mas sua!
Para garantir-se no mercado, ter uma marca de pessoa íntegra, correta e sensata é o seu maior investimento, pois lhe dará crédito para começar de cabeça erguida, sem medo e com muitos aliados quantas vezes forem necessárias.
Não tenha medo de tornar-se uma pessoa conhecida, pois no mundo corporativo, quem não aparece, desaparece em um curto espaço de tempo.
É claro que para aparecer não adianta apenas seguir uma boa quantidade de dicas “enlatadas” de como se vestir e se comportar em público. É preciso que a sua marca venda um produto de efetiva qualidade. Criar uma boa marca pessoal requer que você SEJA um “produto de qualidade”, TENHA habilidades e conhecimentos para que depois MOSTRAR-SE ao mercado.
Por isso, busque recriar-se a cada instante, colocando excelência em tudo o que realiza. Não se considere apenas um profissional e sim um ativo de si próprio. Equilibre conteúdo com estilo, esqueça seu cargo e não se limite a seu salário, pois se você nunca fizer além do que você é pago, você nunca será pago além do que você faz!
Aprenda com as grandes empresas e pergunte-se diariamente: “O que eu faço que gera valor? Do que tenho mais orgulho? Como me diferencio da minha concorrência?”
E seja honesto nas suas respostas. Se você sabe quem é, pode promover uma marca pessoal autêntica, consistente e que seja convincente ao seu público.
Tudo o que você faz – e o que escolhe não fazer – contribui para sua marca pessoal, desde sua forma de falar no telefone até a forma como se comporta em reuniões ou redige e-mails. Se você for instável, minará seus esforços.
E para garantir o juízo correto do seu público, busque feedback através de métodos formais como avaliação 360 graus ou pedindo às pessoas mais próximas opiniões verdadeiras sobre seu desempenho.
Se quiser ir mais além, participe de processos seletivos, pois ainda que esteja feliz no seu atual trabalho, isso o ajudará a testar o valor de sua marca.
Só não se esqueça de um detalhe: fundamente sua marca de uma forma leal aos seus sonhos, valores e metas; só assim conseguirá ser leal também ao seu time, seus projetos e sua empresa.

Ana Maria Magni Coelho
Publicado no MogiNews em 28 de novembro de 2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

MELHOR ACOMPANHADO


Parceria tem sido um termo bastante utilizado para caracterizar um novo modelo de relação entre as várias organizações da sociedade: ong’s, governos, empresas e pessoas.
Tal modelo é altamente benéfico frente ao ambiente empresarial competitivo dos dias atuais, onde as empresas têm de ser flexíveis, inovadoras, responsáveis socialmente e eficientes em termos de custo. Uma vez que poucas empresas dispõem sozinhas das capacitações e dos recursos para demonstrar esse comportamento o tempo todo, cresce cada vez mais o número daquelas que buscam parcerias e alianças, a fim de adquirir vantagem competitiva. Bons parceiros suprem habilidades complementares, conhecimento técnico, bem como outras competências que, de diversos modos, podem auxiliar as empresas a melhorar o seu resultado final.
A atuação conjunta é motivada por interesses comuns não suprindo apenas as necessidades imediatas dos envolvidos, mas constituindo-se como uma forma de ampliar e irradiar os efeitos de um trabalho sensibilizando, mobilizando e co-responsabilizando outros sujeitos em torno de ações em prol do desenvolvimento de projetos.
Mas nem tudo são flores... Muitas vezes, antes que a sinergia aconteça, os envolvidos enfrentam dificuldades de diálogo. Se antes os problemas eram resolvidos isoladamente, neste novo modelo é preciso consenso e análise das particularidades, características e desejos de todos. Mas vale à pena!
Costumo dizer que o problema das pequenas empresas não é o seu porte, mas sim estar sozinha. Por meio de parcerias, uma pequena empresa pode desenvolver novos segmentos de mercado, iniciar novos projetos, captar recursos, economizar recursos humanos e materiais sem prejuízo à sua produtividade.
Para isso, examine as oportunidades de parcerias ou de alianças estratégicas para a sua empresa e tenha clareza do por quê e como quer criar esses vínculos.
Não há uma regra que garanta o sucesso desse novo relacionamento, mas fundamentalmente prefira empresas com quem haja compatibilidade de objetivos e cultura, determine o papel e as contribuições de cada um, compreenda as diferenças e a diversidade como elemento do relacionamento humano e seja ético.
Lembre-se que o vínculo de uma parceria não é um contrato, nem hierarquia formalizada ou subordinação, mas sim objetivos partilhados e o desejo voluntário em permanecer junto e colher resultados. Confiança e colaboração será fundamental em todos os momentos.
Nesta relação aparentemente tão simples, mas difícil de se construir, é que reside o segredo do sucesso de boas parcerias. No coração de cada aliança estratégica há uma ênfase em construir e colocar em ação novas possibilidades que possam fazer a diferença.
E aí, você vai continuar sozinho?

Ana Maria Magni Coelho
Mogi News - Publicado em 17 de outubro