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sábado, 24 de julho de 2010

COMPLEXOS TALENTOS



Estimular as pessoas a assumir responsabilidade pelo seu trabalho, promover um ambiente de desenvolvimento que propicie uma melhor atuação e mostrar como as pessoas podem progredir nas empresas são os três maiores fatores de impulso ao aprendizado e consolidação de equipes.
Empresários, de diversos segmentos e a frente de equipes dos mais diferentes tamanhos, procuram a fórmula mágica para os desafios da motivação e já perceberam que esse é um tema complexo que exige providências em várias frentes de gestão.
Não há poção, fórmula ou receita que funcione para todos!
Contudo, perder o medo e assumir que a complexidade das relações humanas é o material do qual a criatividade emerge, sendo estimulada, não conforme um planejamento prévio, mas através de um processo de auto-conhecimento e de comunicação espontânea auxilia a produção de resultados emergentes e a gestão de empresas prontas a oferecer oportunidades de aprendizado e de desenvolvimento de carreira aos seus colaboradores.
Afinal, quem não conhece alguém que já se desligou de uma empresa simplesmente por não perceber mais oportunidades de desenvolvimento?
Empresas que não motivam seus funcionários arriscam-se a perder as pessoas mais talentosas bem como sua própria capacidade de reagir com rapidez e eficácia às mudanças do mercado. Vem daí a importância em promover a permanência de seus funcionários em sua equipe e potencializar sua produtividade por meio da motivação. Desenvolver um talento não requer apenas preparar os funcionários para um bom desempenho, requer reconhecê-los e deixá-los crescer. Ao perceber que a empresa valoriza seu trabalho e cria oportunidades de carreira, o colaborador se inspira a dar o melhor de si e a usar todos os seus recursos e habilidades.
Força física, dinheiro, tecnologia e informação já ficaram obsoletas como fator decisivo para o sucesso de qualquer empreendimento. Até mesmo o controle de qualidade, certificações, atenção ao cliente e responsabilidade ambiental já são considerados requisitos “normais” para as empresas. O maior diferencial competitivo atualmente (e nos próximos anos) será o talento humano e sua capacidade de inovar!
O novo paradigma do trabalho e da motivação envolve oferecer aos profissionais além de desafios, significado. Todos querem sentir que contribuem de maneira importante para o sucesso da empresa e para a melhoria de seu desempenho organizacional. Cabe ao líder criar um ambiente para que todos tenham atendidos seus desejos de prosperidade, de reconhecimento autêntico, de equilíbrio entre realização pessoal e profissional, de uso da criatividade, de serviço à organização, à humanidade, à natureza, etc. Enfim, de reconhecimento da complexidade humana como meio de aprendizagem contínua e de missão de vida!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião 
MogiNews em 24 de julho de 2010

quarta-feira, 21 de abril de 2010

CAÇA OU CAÇADOR


Currículo bem elaborado, networking, preparação para entrevista e bom marketing pessoal são as principais ferramentas para alcançar uma oportunidade profissional. Independente de estar ou não ativo no mercado, dependerá de você depositar um novo olhar sobre sua carreira e sobre as oportunidades que está disposto a empreender. Estar atento e de olho no mercado enquanto permanece comprometido com seu trabalho, não é pecado e pode fazer toda a diferença em um momento de recolocação.
Já ouviu falar na história do sapo prestes a ser cozido? Dizem que se a água não esquentar muito, ele nem percebe e pode, até, morrer feliz. E assim tem sido com aqueles que se acomodam em seus empregos e “deixam as coisas como estão para ver como é que ficam”. Normalmente, não ficam muito bem.
Inúmeros profissionais com sólida experiência aumentam as taxas do empreendedorismo por necessidade após uma reestruturação de funções na empresa ou quando se sentem prestes a receber o comunicado de demissão.
Após certa dose de acomodação, muitos deixam de perceber os sinais que vinham sendo dados por suas empresas e pelo mercado. Muitos deixam de investir em si e no desenvolvimento das competências necessárias a um cargo futuro. Outros investem em MBA acreditando que, em curto espaço de tempo, o título abrirá novas portas no mercado de trabalho ou na ascensão na própria empresa em que atuam. Não há dúvidas que bons cursos aumentam seu nível de empregabilidade, mas nem sempre são a garantia para uma guinada de carreira.
Se o seu currículo está repleto de cursos e títulos, mas sua vivência profissional está carente de experiências gerenciais modernas, tome cuidado! Existem diferentes formas de empregabilidade no mercado de trabalho atual. Diariamente surgem demandas em alta e é importante ser flexível, aproveitar as oportunidades e estar aberto a aceitar novos desafios.
Sua recolocação no mercado será fruto de um planejamento eficaz de carreira. Se você não planeja aquilo que espera para sua carreira, acabará realizando projetos dos outros, sem o direito de lamentar. Por isso, analise o seu momento atual e busque entender quando é a hora de buscar ou não uma nova oportunidade. Há quanto tempo você está no mesmo cargo? Existem possibilidades de crescimento na carreira? Quando digo crescimento, não é só financeiro, mas também de coisas novas a serem aprendidas. Equalize seus planos e sonhos, equilibre sua vida pessoal e profissional e só então defina seus próximos passos.
Lembre-se: uma empresa é o que é, e não mudará para atender as suas expectativas e necessidades. Se você não sente mais espaço é hora de parar de reclamar, de esperar o reconhecimento que não vem e o crescimento que sequer foi prometido. É hora de deixar de ser caça para ser caçador e de ousar colocar em prática o seu próprio projeto de vida.


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
23 de abril de 2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

O QUE VOCÊ VAI SER QUANDO CRESCER?


Que tal falarmos um pouco sobre carreira? Você tem pensado sobre a sua empregabilidade nos dias atuais? Como tem conduzido sua carreira e as competências necessárias ao seu desenvolvimento?
Carreira é o caminho que você deseja percorrer em sua trajetória profissional e envolve o conjunto de atitudes, comportamentos e atividades que você executa e que resultam em sua experiência. Resumindo: sua carreira é o seu próprio patrimônio e deve ser administrada com competência e cuidado, pois são as suas escolhas que levarão você ao sucesso ou não.
No início do século passado, a carreira de uma pessoa dependia apenas da empresa e das promoções que ela lhe proporcionaria. Emprego era uma concessão dada aos trabalhadores e cabia às empresas determinar seus caminhos. Com o passar do tempo, as empresas conheceram os sindicatos, reguladores da concessão de empregos e de seus benefícios, mas a condução das carreiras dos empregados ainda ficava a cargo das próprias empresas e de suas políticas de promoção vertical.
Hoje com a competição global, o emprego não é mais da empresa e nem do trabalhador. O emprego passou a ser do cliente! Se o cliente não comprar seu produto ou seu serviço, não haverá emprego. Por isso, mais importante do que se preocupar com o seu emprego, gaste energia melhorando sua empregabilidade. Assuma comportamentos empreendedores que lhe permitam falar, inclusive em “trabalhabilidade”, pois logo não importará mais ter a carteira assinada, mas sim ter a capacidade de gerar trabalho e renda.
Desenvolva a possibilidade de acumular e manter atualizadas suas competencias, sua rede de relacionamentos e seus conhecimentos de forma a assumir o arbítrio sobre suas decisões e seus projetos de carreira. Assuma o leme de sua embarcação.
Mais do que um emprego, as pessoas procuram ter prazer naquilo que fazem, querem se orgulhar da missão de sua organização e da condução de sua liderança e buscam um maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
Entenda e se prepare para as novas relações de trabalho começam a se desenhar: contratações por projetos, interinidade de cargos, trabalho temporário, terceirizado, em casa... Nesse novo contexto, quem é você?
Um profissional padrão ou um profissional que pode agregar valor à sua organização? Qual é o seu diferencial?
O advento das competências no contexto organizacional traz uma nova moeda de extremo valor quando pensamos em empregabilidade. Ter a capacidade de promover soluções inéditas para problemas tradicionais, se auto conhecer, identificar suas aptidões e características de personalidade são dados importantes para o desempenho de sua carreira de forma competente e produtiva.
Cuidar da sua imagem e manter bons contatos com pessoas que podem ajudá-lo a atingir seus objetivos também auxiliam um bom plano de carreira, afinal uma rede de relacionamento consistente é a forma mais fácil e rápida de alavancar sua vida profissional.
Lembre-se que na era da empregabilidade, fazer carreira não é mais, simplesmente, crescer hierarquicamente em uma empresa. Fazer carreira é acumular competências perceptíveis que possibilitem experiências múltiplas e horizontais e abram as portas de um mercado inesgotável de possibilidades.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Diário Empresarial - Diário de Mogi
19 de março de 2010

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

MARCA PESSOAL

Será que você vai sobreviver às novas mudanças do mundo? Você pensa o futuro como algo que, embora não possa ser previsto, tem que ser inventado? Você tem a mente aberta ou será devorado pela Síndrome de Gabriela: "eu nasci assim, eu cresci assim..."?
Se essas perguntas deixam você ansioso, pense que a maioria das respostas define quem você é e a forma como se comporta.
A globalização e o aumento da competição têm transformado a dinâmica das empresas e certamente, a dinâmica da sua vida. Hoje a responsabilidade por gerenciar sua carreira não é mais do seu empregador, mas sua!
Para garantir-se no mercado, ter uma marca de pessoa íntegra, correta e sensata é o seu maior investimento, pois lhe dará crédito para começar de cabeça erguida, sem medo e com muitos aliados quantas vezes forem necessárias.
Não tenha medo de tornar-se uma pessoa conhecida, pois no mundo corporativo, quem não aparece, desaparece em um curto espaço de tempo.
É claro que para aparecer não adianta apenas seguir uma boa quantidade de dicas “enlatadas” de como se vestir e se comportar em público. É preciso que a sua marca venda um produto de efetiva qualidade. Criar uma boa marca pessoal requer que você SEJA um “produto de qualidade”, TENHA habilidades e conhecimentos para que depois MOSTRAR-SE ao mercado.
Por isso, busque recriar-se a cada instante, colocando excelência em tudo o que realiza. Não se considere apenas um profissional e sim um ativo de si próprio. Equilibre conteúdo com estilo, esqueça seu cargo e não se limite a seu salário, pois se você nunca fizer além do que você é pago, você nunca será pago além do que você faz!
Aprenda com as grandes empresas e pergunte-se diariamente: “O que eu faço que gera valor? Do que tenho mais orgulho? Como me diferencio da minha concorrência?”
E seja honesto nas suas respostas. Se você sabe quem é, pode promover uma marca pessoal autêntica, consistente e que seja convincente ao seu público.
Tudo o que você faz – e o que escolhe não fazer – contribui para sua marca pessoal, desde sua forma de falar no telefone até a forma como se comporta em reuniões ou redige e-mails. Se você for instável, minará seus esforços.
E para garantir o juízo correto do seu público, busque feedback através de métodos formais como avaliação 360 graus ou pedindo às pessoas mais próximas opiniões verdadeiras sobre seu desempenho.
Se quiser ir mais além, participe de processos seletivos, pois ainda que esteja feliz no seu atual trabalho, isso o ajudará a testar o valor de sua marca.
Só não se esqueça de um detalhe: fundamente sua marca de uma forma leal aos seus sonhos, valores e metas; só assim conseguirá ser leal também ao seu time, seus projetos e sua empresa.

Ana Maria Magni Coelho
Publicado no MogiNews em 28 de novembro de 2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

ARQUITETAS DO FUTURO

Tenho sido convidada para realizar algumas palestras sobre Mulheres, Sensibilidade e Negócios em função da prorrogação das inscrições para o prêmio Mulher de Negócios do SEBRAE para o dia 14 de setembro.
Pensando justamente nesses convites e no prêmio, queria compartilhar com vocês o artigo que publiquei em 07 de março de 2009, véspera do Dia Internacional da Mulher.

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Lembra do famoso livro HOMENS SÃO DE MARTE E MULHERES SÃO DE VÊNUS? Pois bem, o mundo do trabalho descobriu que essa é uma das grandes verdades da natureza humana, mas não quero acreditar que isso torna um sexo diferente do outro quando pensamos em competência ou capacidade de empreender.
Muitas pessoas me procuram para perguntar: “Quem é melhor empreendedor: o homem ou a mulher?”
Não sou o tipo de pessoa que goste de levantar a bandeira feminista e sou totalmente contrária à máxima “vamos tomar os lugares dos homens”, pois acredito que cada um de nós tem seu próprio lugar ao sol, se utilizarmos as nossas diferenças como competências complementares.
Em alguns tipos de negócios, as características masculinas ajudam, em outros, as femininas. Aspectos de Marte, o deus da guerra, como a dureza cega, a determinação fanática, o foco extremo em um único alvo, que deve ser atingido a qualquer custo são úteis em muitos momentos do negócio, como no planejamento, no estabelecimento de metas ou na busca de oportunidades. Já a flexibilidade inteligente, a visão ampla de uma questão, o gosto pelo trabalho em conjunto, e todas as peculiaridades femininas, qualidades de Vênus, a deusa do amor e da beleza, fazem muita diferença no processo de gestão, em momentos de mudanças ou na capacidade de persuasão e rede de contatos.
Por isso, quero dar uma dica para as mulheres: muitas amigas e empreendedoras com as quais me relaciono têm a tendência a serem perfeccionistas com relação ao seu trabalho e ao dos outros. Não sofram tanto! A exigência por qualidade e eficiência é uma característica empreendedora, mas se levada ao extremo pode nos deixar com a sensação de nunca sermos boas o suficiente. O equilíbrio é fundamental! Se este traço não for exagerado, sem uma cobrança excessiva da própria performance ou do desempenho de nossos pares, nossa dedicação será um fator poderoso, que aumenta nossas chances no mundo dos negócios e certamente, as possibilidades que teremos no futuro.
Como ‘arquitetas do futuro’ entendam que o futuro é gerenciável se começar no presente. Temos um papel ativo na elaboração da realidade que sonhamos e ainda que precisemos trabalhar muito mais do que os homens para conseguirmos a afirmação do mercado com salários ainda diferenciados e oportunidades de crescimento mais escassas, não adianta levantarmos bandeiras, mas sim, sermos sempre mulheres!
E como mulher, compartilho com vocês o papel que escolhi: quero tornar o mundo um pouco melhor por meio de trabalhos e exemplos modelares para todos aqueles que me cercam, principalmente para meus filhos. Espero que na Terra, os homens de Marte ou as mulheres de Vênus, caminhem com as próprias pernas, de maneira ética e socialmente responsável; e, possam sempre dar o melhor de si em tudo aquilo que fazem.

Ana Maria Magni Coelho
Casada e mãe de 2 filhos.
Artigo publicado em 07 de março de 2009

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

MOMENTOS ESPECIAIS

Essa semana o blog me trouxe dois momentos muito especiais... Primeiro um comentário delicioso deixado pelo meu filho de 12 anos em dos textos que produzi e ontem, recebi por e-mail um poema de um amigo muito querido... É engraçado como o dia-a-dia nos afasta de pessoas que admiramos e respeitamos...
Com a autorização do Claudio, esse meu querido amigo, compartilho o texto dele...

Ana, parabéns pelo seu Blog. Você me inspirou a algo que eu já não fazia há muito tempo: poesia. Aí vai, em homenagem a você , que está traçando seu caminho.
Na realidade, o texto foi inspirado em um filme que vi, onde foram construídas estradas de ferro, por homens que ficaram tempos afastados de seus lares, em virtude do tempo que levavam para construir estas estradas. Assim nasceram várias cidades americanas. Em relação ao sofrimento, ausência, saudades da família, são detalhes que deram um toque de emoção na vida destas pessoas, mesmo que tenha havido sofrimento pela distância. Não quis comparar estes detalhes contigo, apenas a essência de tudo isso: o trabalho, o empenho, a paixão, os objetivos.
Muito obrigado e Sucesso!

“Nos vales, surgiram cidades e em cada cidade, os trilhos foram chegando, trazidos por braços fortes e mãos rudes, mas corações leves. Quanto sofrimento, suor, saudades de casa, da família, dedicados para trazer esperança a muitos. A razão? Traçar o caminho que nos guiará aos nossos objetivos, mesmo que distantes, mas que ficam tão perto quando com eles sonhamos.”
Cláudio Quandt Alves Barrios – 25 de Agosto de 2009

Não podemos, e muito menos devemos, deixar de realizar coisas tão inspiradoras... Traçar caminhos, ter paixão, sonhar... Só assim novas estradas podem ser construídas! Quem irá caminhar e trilhar as estradas de nossos sonhos??? Talvez nunca tenhamos essa certeza, mas certamente, deixamos um legado.

Obrigada, Claudio! Obrigada, filho...
E obrigada a todos vocês que têm acompanhado o blog e me enviado sugestões!!!!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

BOB ESPONJA ENSINA (NÃO) LIÇÕES PARA A CARREIRA

Hoje vou usar um dos desenhos que meus filhos assistem para falar um pouquinho de gestão e carreira. Na verdade, o texto não é meu, mas concordo que o Bob Esponja nos deixa várias lições se assistirmos aos episódios com um olhar um pouco mais crítico. Além da própria esponjinha amarela, podemos aprender com o dono do restaurante Seu Sirigueijo, um siri que só pensa em dinheiro; com o Lula Molusco, o polvo ranzinza e é claro com o Patrick, uma estrela-do-mar rosa com pouca (ou seria nenhuma) inteligência que é o melhor amigo de Bob.
A comparação entre os dois é inevitável:
  • Bob Esponja é perfeccionista, atento e tem mania de limpeza, já Patrick é desligado e descuidado... Mesmo assim não amigos!
  • Bob Esponja é muito trabalhador, não falta em seu emprego nem quando está doente, já Patrick nunca trabalhou, mesmo porque ninguém tem coragem de contratá-lo ainda.
  • Bob Esponja não tem nada de "burro", sua imaturidade e inocência inibem sua inteligência, e mesmo assim ele tem consciência de sua limitação e vive pedindo ajuda quando precisa. Patrick, no entanto, é realmente burro, mas não tem consciência disso. E por isso, vive colocando os pés pelas mãos... Não há vergonha nenhuma em assumir que precisa de ajuda, a vergonha está em errar, errar, errar e errar; e ainda assim achar que está fazendo certo!
Enfim, o texto foi publicado no portal Terra, é bem legal e gostaria de compartilhar com vocês.
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Uma das séries mais populares da TV, e não apenas para crianças, tem como personagem central uma esponja amarela quadrada, que usa calça quadrada (é claro), e completa 10 anos de vida em 2009. Bob Esponja Calça Quadrada, desenho exibido pelo canal pago Nickelodeon, é adorável, mas para alguns pode parecer muito irritante.
Criado pelo americano Stephen Hillenburg, que mistura conhecimentos de biologia marinha com comportamentos que podem ser identificados em seres humanos comuns, o desenho pode ensinar algumas importantes lições de carreira, ou melhor, não-lições.
Confira abaixo quatro comportamentos do personagem comentados pelo especialista Gutemberg B. de Macedo, presidente da Gutemberg Consultores, que você deve evitar na vida real:

1) A esponjinha, que mora num abacaxi em um lugar no Oceano Pacífico chamado Ilha da Fenda do Biquíni, é 100% do bem e vive num estado de felicidade máxima permanente. Espalha sua alegria e gargalhadas não importa com quem nem em que situação.
Lição: "Bob Esponja é um alienado, que não sabe o que está acontecendo na vida real. Apesar de ser esponja, não absorve o que está ao seu redor. A realidade é composta de alegria, mas também de tristezas", diz Gutemberg.

2) Bob Esponja vive em estado de alegria extrema também no trabalho. Ele ama sua função de fazer sanduíches e gosta de trabalhar muitas horas e não se importa de ganhar pouco na lanchonete Siri Cascudo, onde consegue irritar seu chefe Sr. Siriguejo.
Lição: "Uma coisa é desempenhar sua função com paixão mesmo sendo simples, mas ele vive a cultura do status quo, é subserviente e acomodado. A rotina dele é massacrante, não pede uso da criatividade."

3) Por não ter conexão com a realidade, Bob Esponja vive se colocando em situações difíceis e também os outros. Seu melhor amigo Patrick, a estrela-do-mar, não é, digamos assim, provido de inteligência. Seus hobbies preferidos são comer pasta de amendoim marinha e caçar águas-vivas.
Lição: Patrick não trabalha com Bob Esponja, mas se tiver alguém parecido com ele em seu ambiente de trabalho, a recomendação do consultor é afastar-se. "Não agrega nada, tem de estar próximo de pessoas iguais ou melhores do que você."

4) Bob esponja adora seu vizinho Lula Molusco e nem suspeita de que ele não tenha o mesmo amor por ele. Lula também trabalha no restaurante e Bob acha que eles são uma grande equipe.
Lição: Na opinião do consultor, os bajuladores são os tipos mais perigosos que um profissional pode encontrar ou ser no mundo real.

Fonte: SITE TERRA
Autor: Michelle Achkar