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domingo, 13 de junho de 2010

TORCIDA PELO TRABALHO


Emprego e renda são algumas das maiores necessidades dos brasileiros nesta década e não é diferente em nossa região. Não é a primeira vez que converso com vocês sobre o assunto, mas a pergunta sobre como proporcionar ações de ocupação econômica permanece sendo o assunto em vários encontros empresariais. A responsabilidade é do governo, das escolas, das empresas?
Não! Sua empregabilidade depende exclusivamente de você, de sua competência profissional, disposição para aprender continuamente e capacidade de empreender.
Empreender não apenas no sentido de ter um negócio próprio, mas também de mover-se no contexto da restruturação e mutação do trabalho, no sentido de empreender a si próprio, na economia e na sociedade em permanente transformação.
É claro que para isso a educação profissional precisa ter um foco mais preciso e mais próximo desse novo mercado de trabalho, desvinculando-a de todo e qualquer viés assistencialista. Cursos ministrados para tirar menores da rua ou ocupar mulheres pobres não promovem sua empregabilidade se não inserirem as pessoas no processo produtivo. É preciso despertar em cada cidadão a importância da utilização adequada dos recursos aprendidos, contextualizando conceitos, aproveitando ao máximo o aprendizado e gerando resultados efetivos na geração de trabalho. A transformação do mercado integra o saber fazer com o querer fazer, tendo sempre como meta a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento das pessoas e das regiões.
Na era do conhecimento e de um mercado cada vez mais exigente, proporcionar o exercício da cidadania é criar um ambiente empreendedor adequado onde o trabalho, e não apenas o emprego, seja o responsável pela geração de renda.
Os negócios feitos em casa, a mão-de-obra ofertada pelas cooperativas e os postos de trabalho virtuais, com flexibilização de horário e local de trabalho são tendências cada vez mais aceitas.
Por isso, é preciso focar ações que permitam o despertar do indivíduo e de seus modelos mentais desde o início de seu processo educacional com atualizações dos conteúdos programáticos, sensibilização e capacitação de professores e profissionais que atuam no segmento educacional, para que possam alertar os alunos e seus pais sobre as novas exigências do mercado de trabalho.
De modo igual, planejamento é indispensável: planejamento da vida da comunidade, das condições de trabalho, da ocupação e utilização do espaço urbano e rural adequando as legislações trabalhista, tributária, societária, civil e comercial às novas formas do exercício profissional.
Por isso, em tempo de Copa do Mundo, minha torcida é pela ampla revisão das condições que garantam um melhor ambiente ao empreendedorismo e a competitividade empresarial.

Ana Maria Magni Coelho
Texto publicado no Caderno Opinião
Mogi News em 12 de junho de 2010

quarta-feira, 21 de abril de 2010

CAÇA OU CAÇADOR


Currículo bem elaborado, networking, preparação para entrevista e bom marketing pessoal são as principais ferramentas para alcançar uma oportunidade profissional. Independente de estar ou não ativo no mercado, dependerá de você depositar um novo olhar sobre sua carreira e sobre as oportunidades que está disposto a empreender. Estar atento e de olho no mercado enquanto permanece comprometido com seu trabalho, não é pecado e pode fazer toda a diferença em um momento de recolocação.
Já ouviu falar na história do sapo prestes a ser cozido? Dizem que se a água não esquentar muito, ele nem percebe e pode, até, morrer feliz. E assim tem sido com aqueles que se acomodam em seus empregos e “deixam as coisas como estão para ver como é que ficam”. Normalmente, não ficam muito bem.
Inúmeros profissionais com sólida experiência aumentam as taxas do empreendedorismo por necessidade após uma reestruturação de funções na empresa ou quando se sentem prestes a receber o comunicado de demissão.
Após certa dose de acomodação, muitos deixam de perceber os sinais que vinham sendo dados por suas empresas e pelo mercado. Muitos deixam de investir em si e no desenvolvimento das competências necessárias a um cargo futuro. Outros investem em MBA acreditando que, em curto espaço de tempo, o título abrirá novas portas no mercado de trabalho ou na ascensão na própria empresa em que atuam. Não há dúvidas que bons cursos aumentam seu nível de empregabilidade, mas nem sempre são a garantia para uma guinada de carreira.
Se o seu currículo está repleto de cursos e títulos, mas sua vivência profissional está carente de experiências gerenciais modernas, tome cuidado! Existem diferentes formas de empregabilidade no mercado de trabalho atual. Diariamente surgem demandas em alta e é importante ser flexível, aproveitar as oportunidades e estar aberto a aceitar novos desafios.
Sua recolocação no mercado será fruto de um planejamento eficaz de carreira. Se você não planeja aquilo que espera para sua carreira, acabará realizando projetos dos outros, sem o direito de lamentar. Por isso, analise o seu momento atual e busque entender quando é a hora de buscar ou não uma nova oportunidade. Há quanto tempo você está no mesmo cargo? Existem possibilidades de crescimento na carreira? Quando digo crescimento, não é só financeiro, mas também de coisas novas a serem aprendidas. Equalize seus planos e sonhos, equilibre sua vida pessoal e profissional e só então defina seus próximos passos.
Lembre-se: uma empresa é o que é, e não mudará para atender as suas expectativas e necessidades. Se você não sente mais espaço é hora de parar de reclamar, de esperar o reconhecimento que não vem e o crescimento que sequer foi prometido. É hora de deixar de ser caça para ser caçador e de ousar colocar em prática o seu próprio projeto de vida.


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
23 de abril de 2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

O QUE VOCÊ VAI SER QUANDO CRESCER?


Que tal falarmos um pouco sobre carreira? Você tem pensado sobre a sua empregabilidade nos dias atuais? Como tem conduzido sua carreira e as competências necessárias ao seu desenvolvimento?
Carreira é o caminho que você deseja percorrer em sua trajetória profissional e envolve o conjunto de atitudes, comportamentos e atividades que você executa e que resultam em sua experiência. Resumindo: sua carreira é o seu próprio patrimônio e deve ser administrada com competência e cuidado, pois são as suas escolhas que levarão você ao sucesso ou não.
No início do século passado, a carreira de uma pessoa dependia apenas da empresa e das promoções que ela lhe proporcionaria. Emprego era uma concessão dada aos trabalhadores e cabia às empresas determinar seus caminhos. Com o passar do tempo, as empresas conheceram os sindicatos, reguladores da concessão de empregos e de seus benefícios, mas a condução das carreiras dos empregados ainda ficava a cargo das próprias empresas e de suas políticas de promoção vertical.
Hoje com a competição global, o emprego não é mais da empresa e nem do trabalhador. O emprego passou a ser do cliente! Se o cliente não comprar seu produto ou seu serviço, não haverá emprego. Por isso, mais importante do que se preocupar com o seu emprego, gaste energia melhorando sua empregabilidade. Assuma comportamentos empreendedores que lhe permitam falar, inclusive em “trabalhabilidade”, pois logo não importará mais ter a carteira assinada, mas sim ter a capacidade de gerar trabalho e renda.
Desenvolva a possibilidade de acumular e manter atualizadas suas competencias, sua rede de relacionamentos e seus conhecimentos de forma a assumir o arbítrio sobre suas decisões e seus projetos de carreira. Assuma o leme de sua embarcação.
Mais do que um emprego, as pessoas procuram ter prazer naquilo que fazem, querem se orgulhar da missão de sua organização e da condução de sua liderança e buscam um maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
Entenda e se prepare para as novas relações de trabalho começam a se desenhar: contratações por projetos, interinidade de cargos, trabalho temporário, terceirizado, em casa... Nesse novo contexto, quem é você?
Um profissional padrão ou um profissional que pode agregar valor à sua organização? Qual é o seu diferencial?
O advento das competências no contexto organizacional traz uma nova moeda de extremo valor quando pensamos em empregabilidade. Ter a capacidade de promover soluções inéditas para problemas tradicionais, se auto conhecer, identificar suas aptidões e características de personalidade são dados importantes para o desempenho de sua carreira de forma competente e produtiva.
Cuidar da sua imagem e manter bons contatos com pessoas que podem ajudá-lo a atingir seus objetivos também auxiliam um bom plano de carreira, afinal uma rede de relacionamento consistente é a forma mais fácil e rápida de alavancar sua vida profissional.
Lembre-se que na era da empregabilidade, fazer carreira não é mais, simplesmente, crescer hierarquicamente em uma empresa. Fazer carreira é acumular competências perceptíveis que possibilitem experiências múltiplas e horizontais e abram as portas de um mercado inesgotável de possibilidades.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Diário Empresarial - Diário de Mogi
19 de março de 2010