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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

GRATIDÃO SEM VERGONHA


Gratidão pode parecer um tema suave ou até mesmo óbvio para sua leitura em um blog cujo tema é empreendedorismo. Talvez você esteja à procura de uma nova lição de liderança ou uma diferente abordagem sobre marketing e vendas. Entretanto, mesmo quando falamos em gestão de empresas é preciso resgatar valores essenciais como amizade, gratidão, lealdade e respeito. Esse é o real sentido do "jogo da vida"!
A necessidade das pessoas em valorizar apenas o patrimônio, a posição profissional ou social faz com que muitos percam o sentido real de suas conquistas. Já escutei inúmeras vezes que no ambiente competitivo das organizações há muito mais pessoas ingratas do que gratas. Talvez seja verdade. E justamente por isso, a gratidão tem poderes incríveis para quem a pratica.
Quando ela se expressa em gentileza, manifestações públicas de agradecimento e, acima de tudo, respeito, tem um efeito e um poder inigualáveis.  Não significa ser subserviente ou submisso, mas sim dar o justo reconhecimento a interdependência e a conseqüência das outras pessoas sobre nossas próprias conquistas.
Quando as coisas estão muito ruins, pode ser fácil dizer "tudo é uma porcaria, não tenho nada a agradecer." Mas, se formos honestos, sabemos que não é verdade. Sempre há alguma coisa, não importa quão pequena, que está em sua vida para a qual você possa ser grato. Pode ser preciso dar um passo atrás para enxergar, mas tenho certeza que há!
Quantas vezes você já parou para agradecer seus pais, professores, líderes e/ou colegas por ser o profissional e a pessoa que você é hoje?
A ingratidão, sentimento muito próximo ao orgulho e a soberba, só faz perdedores. Nunca soube de alguém que tenha ganhado algo sendo ingrato. Empresas ingratas perdem seus colaboradores, seus clientes e vêem seu mercado ruir. Pessoas ingratas terminam sós, amarguradas e sem o respeito de seus pares.
Gratidão requer coragem!
Coragem para reconhecer que nem tudo o que as pessoas fazem por nós é apenas uma obrigação. Temos o péssimo hábito de corromper o sentido real das palavras a partir de nosso ponto de vista ou de nosso estado de espírito. Criamos uma infindável lista de atitudes equivocadas a partir de um conceito que, a priori, não deveria trazer nenhum prejuízo, como é a gratidão.
Ingenuamente, nos iludimos com a certeza de que seremos retribuídos por todos os favores e por todas as ajudas prestadas a outrem. Esquecemos que cada um de nós é livre para fazer o que quiser e, portanto, nem todos agirão conforme nossos desejos e expectativas.
Que tal se em vez de reclamar daquele cliente difícil de atender, você pensar que ele poderia ter escolhido outra empresa para negociar? 
Se atender os seus clientes com gratidão, eles serão leais e indicarão você a novos clientes. Se olhar com gratidão para cada colega de trabalho, construirá um ambiente mais humano e solidário.  Se levar sua empresa a demonstrar gratidão contribuindo em causas sociais e ambientais ampliará suas possibilidades de ter sua marca fixada no coração das pessoas.
Parece simples, mas o exercício da gratidão requer mais do vontade; é preciso ação e atitude.
Se ao iniciar a leitura desse texto, você acreditava que esse era apenas um tema leve e sem sentido a prática empreendedora, avalie suas próprias atitudes e passe a praticar a gratidão sem vergonha de se expor. 
Cultive esse novo hábito na sua organização, sua comunidade e sua casa.  
O senso comum nem sempre é uma prática comum.
Muito obrigada pela leitura.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
09 de outubro de 2010

sábado, 11 de setembro de 2010

ASSERTIVIDADE


Não consegue dizer o que pensa? Costuma fazer trabalhos que são dos outros ou diz “sim” quando gostaria de dizer “não”? É provável que necessite desenvolver um comportamento fundamental: assertividade.
Uma habilidade nobre e rara, que além de economizar tempo, faz com que você conquiste respeito e credibilidade.
Segundo o dicionário Houaiss, ser assertivo é "declarar algo, positivo ou negativo, do qual assume inteira validade com muita segurança, em cujo teor o falante acredita profundamente".
Alguns executivos, entretanto, acham que ser assertivo é sinônimo de grosseria, petulância e autoritarismo. Exageram na dose de autoconfiança e, não raro, partem para o ataque verbal quando são contrariados. Outros preferem adotar uma postura submissa e não defendem idéias porque têm medo de criar atritos.
A linha que separa uma postura passiva, assertiva ou agressiva é muito tênue. Por isso, nem sempre elas são adotadas corretamente.
O comportamento assertivo envolve a expressão direta das suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões sem que, ao fazê-lo, você experimente ansiedade indevida ou excessiva, e sem ser hostil para o interlocutor.
Em outras palavras, é defender os próprios direitos sem violar os direitos dos outros. Assertividade é uma escolha que envolve você e o outro!
Por isso, ser assertivo não significa ter o mesmo comportamento com 100% das pessoas em 100% das situações.
Comportar-se de forma assertiva depende da pessoa a quem esse comportamento se dirige (chefes, pais, professores, amigos, crianças) e da situação em que você se encontra (auto-afirmação, expressão de sentimentos positivos ou negativos, comunicados, mudanças).
Entre o comportamento autoritário, que produz o desrespeito às pessoas com quem se convive, e o comportamento passivo, que não manifesta o que se pensa e aceita a invasão e a anulação pessoal, escolha o caminho da assertividade. Dessa forma, você contribui para o estreitamento das relações de trabalho, reduz o estresse, melhora a auto-estima e aumenta as chances de sucesso da empresa. O que não podemos aceitar em um mercado cada vez mais competitivo é a adoção de atitudes extremas e desumanas.
Por isso, planeje seus pensamentos, posicione-se corretamente, desenvolva a percepção sobre a melhor hora e linguagem para se expressar, não responda “sim” para manter o clima de paz, esteja preparado para as possíveis críticas e mantenha o autocontrole.
Além disso, evite falar de forma negativa. Críticas ácidas ou deboches podem ser um pecado mortal.
Use a assertividade para expandir sua inteligência emocional e desenvolver relações mais autênticas, harmoniosas e prazerosas. E não esqueça: para ser assertivo é preciso ser empático. Pense nisto!




ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
11 de setembro de 2010

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ORGANIZAÇÕES QUE APRENDEM

A sociedade passa por um momento onde uma das poucas certezas é que as mudanças são cada vez mais freqüentes e inevitáveis, e as empresas, por direta conseqüência, precisam acompanhar essas mudanças para sobreviver.
Apesar da significativa redução nos custos de operações propiciada por novas tecnologias, não é possível substituir com a mesma eficiência o atendimento e relacionamento humano. Soma-se a isso uma conjuntura econômica estável, mas ainda com escassos recursos para investimentos, e temos como resultado uma significativa necessidade das empresas em buscar pessoas com atributos pessoais que aumentem sua capacidade em aprender melhor e mais rápido que seus concorrentes.
Cresce, portanto, a preocupação com desenvolvimento de métodos de intervenção que contribuam para a geração, difusão e sistematização de competências.
Vale destacar que competência não se verifica apenas no âmbito dos conhecimentos e habilidades, mas principalmente na mobilização destes recursos em prol da obtenção de uma meta. Trata-se muito mais da atitude de utilizar seu repertório pessoal para gerar benefícios ao negócio em situações de desafio. Ser competente é conhecer, saber fazer e querer fazer!
Para o sucesso das empresas é preciso entender que as competências individuais de seus colaboradores serão a base de seu próprio aprendizado.
Peter Senge
Segundo Peter Senge, um dos principais teóricos sobre o tema, existem cinco elementos primordiais que constituem o aprendizado nas organizações.
Seja qual for o tamanho da sua empresa, os caminhos da mudança passam necessariamente pelo fortalecimento das capacidades pessoais de seus colaboradores (Domínio Pessoal) e pela avaliação e melhoria contínua dos processos, dos métodos e da forma de pensar o ambiente da empresa como um todo (Modelos Mentais).
Engajamento da equipe em relação ao futuro com diretrizes e objetivos claros sobre onde se pretende chegar (Visão Compartilhada) e fazê-la perceber que a inteligência e capacidade do grupo pode ser maior que a soma de seus próprios talentos individuais (Aprendizagem Coletiva) fecham a equação para a criação do Pensamento Sistêmico.
Em vez de se verem como algo separado do mundo, as pessoas se percebem conectada a ele. No lugar de considerar os problemas como causados por algo ou alguém “lá fora”, enxergam como suas próprias ações criam os problemas que enfrentam. Essa é a compreensão mais sutil das organizações que aprendem.
Mais do que uma bonita expressão, atingir a maturidade do pensamento sistêmico e da aprendizagem coletiva requer que as pessoas percebem em si próprias a capacidade de moldar o futuro.


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
26 de agosto de 2010

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

EMBARQUE NA VIAGEM


“Em tempos de nevoeiro o bom marinheiro toca o barco devagar”.

Devagar não significa aceitar o marasmo, mas sim agir com prudência e analisar todas as possibilidades de um mundo cuja única certeza é a incerteza.
As novas tecnologias de comunicação, a conectividade ampliada, as possibilidades de co-criação, o netweaving de redes contribuem significativamente para as mudanças que impulsionam a consolidação de um novo ambiente corporativo e profissional.
O nevoeiro parece inevitável e se não poderemos cancelar a viagem na próxima estação, a regra é aceitar a diversidade e estar pronto a se adaptar. O mercado tem apostado em profissionais que se mostram dispostos a aprender e a colocar em prática seus novos conhecimentos.
É importante deixar claro que nessa busca não adianta se matricular freneticamente na maior quantidade de cursos possíveis ou buscar títulos da moda para rechear o currículo. É preciso estabelecer seus próprios objetivos, conhecer a empresa, suas competências essenciais, seus valores e suas expectativas de desenvolvimento.
A competição que acostumamos a ver nos negócios chegou a sua carreira! Ser excelente exige aprendizado e vontade pessoal e transcende as questões técnicas. O mercado procura profissionais com visão estratégica e capazes de lidar com as emoções de forma favorável aos negócios, canalizando-as para a realização de um objetivo através da autoconsciência, motivação, persistência, empatia e do entendimento de suas habilidades sociais.
Ascendemos um importante farol em pleno nevoeiro quando unidas a excelência técnica e a capacidade de lidar com as emoções de uma forma produtiva. É por esse caminho que transitam as exigências do novo mercado de trabalho: a maneira como lidamos com nós mesmos e com os outros é tão importante quanto a formação, a especialização e a inteligência.
Por isso, ouvimos muitos especialistas dizerem que profissionais são contratados por suas competências técnicas, mas, na maioria das vezes, são demitidos por comportamento. Nunca se falou tanto em trabalho em equipe, iniciativa, liderança, empatia e flexibilidade como se tem falado atualmente. Por isso, prepare-se a esse novo mundo!
Ainda que possa se sentir desconfortável com tamanhas exigências, não há como recuar, e sim, adaptar-se. Darwin e seus conceitos jamais estiveram tão na vanguarda da gestão: o mundo não pertence aos mais fortes, mas sim aos mais adaptáveis.
Essa nova habilitação profissional dependerá de sua própria capacidade em rever o mundo exterior, captar a natureza de seus próprios pensamentos e comportamentos e compreender as relações profissionais como mecanismos cada vez mais complexos.
Reinventar suas competências e abrir-se para aprender cada vez mais requer olhar para dentro de si numa investigação atenta de suas próprias qualidades e fragilidades. Aceita o convite para embarcar nessa viagem?

ANA MARIA MAGNI COELHO
Texto produzido para a Gestão & Carreira

quarta-feira, 16 de junho de 2010

SE FALAR, DIGA ALGUMA COISA!

A máxima pela qual se inicia o livro bíblico de João – “No princípio era o verbo” – carrega consigo um fundamento que evidencia o ponto de partida de qualquer relacionamento: a palavra é a expressão oral do conhecimento, do sentimento e do desejo. “Verbo” é a palavra por excelência, porque anuncia a ação que traça um roteiro ou desnorteia o processo de comunicação.
Do nosso princípio até os dias de hoje, a competência da comunicação tornou-se uma questão de sobrevivência e uma alavanca para nosso desenvolvimento pessoal e profissional. Em termos individuais, a maneira como nos comunicamos revela a marca, o estilo e a impressão digital de nossa própria individualidade.
Entretanto, por não possuírem conhecimentos de técnicas corretas de comunicação, muitas pessoas falam sem dizer nada. Informam sem comunicar! Comunicação envolve troca de emoção e disponibilidade em conhecer-se, pois em processos bem construídos, o outro nos auxilia a reconhecer em nós mesmo coisas que talvez nem soubéssemos que sabíamos. Conseguir estabelecer empatia na sua mais completa capacidade de compreender o outro e suas diferenças é fundamental para que o processo de comunicação cumpra plenamente o seu papel.
Além disso, para obter o máximo da eficiência ao se comunicar, lembre-se que não bastam frases bem elaboradas ou uma perfeita oratória; é preciso utilizar-se dos recursos corretos. Se for falar pessoalmente com seu chefe ou apresentar uma proposta de projeto a novos investidores, tenha cuidado com sua aparência, postura, olhar, gestos e movimentação. Só a harmonia entre o que se diz e o que o corpo expressa pode levá-lo ao resultado que você pretende atingir.
E se você pensa que isso só é possível aos seres humanos mais extrovertidos, bons comunicadores podem ser desenvolvidos e preparados na arte da expressão oral. É um caminho que exige disciplina, observação e reflexão. Comece reconhecendo a dificuldade. Crie objetivos e metas para superá-la. Determine o tempo necessário. Ensaie em frente ao espelho e, de forma estratégica, supere os antigos hábitos negativos do processo de comunicação por iniciativas mais precisas e positivas.
Lembre-se que toda atividade profissional ocorre e é otimizada por meio da comunicação. Então, assuma sua própria palavra. Identifique seu próprio jeito de traduzir a realidade e estabeleça uma comunicação que possa ser a chave para a construção de um mundo mais harmonioso.

Nada de cenas como essa:

ANA MARIA MAGNI COELHO
Coluna produzida para O Diário Empresarial
18 de junho de 2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

O QUE VOCÊ VAI SER QUANDO CRESCER?


Que tal falarmos um pouco sobre carreira? Você tem pensado sobre a sua empregabilidade nos dias atuais? Como tem conduzido sua carreira e as competências necessárias ao seu desenvolvimento?
Carreira é o caminho que você deseja percorrer em sua trajetória profissional e envolve o conjunto de atitudes, comportamentos e atividades que você executa e que resultam em sua experiência. Resumindo: sua carreira é o seu próprio patrimônio e deve ser administrada com competência e cuidado, pois são as suas escolhas que levarão você ao sucesso ou não.
No início do século passado, a carreira de uma pessoa dependia apenas da empresa e das promoções que ela lhe proporcionaria. Emprego era uma concessão dada aos trabalhadores e cabia às empresas determinar seus caminhos. Com o passar do tempo, as empresas conheceram os sindicatos, reguladores da concessão de empregos e de seus benefícios, mas a condução das carreiras dos empregados ainda ficava a cargo das próprias empresas e de suas políticas de promoção vertical.
Hoje com a competição global, o emprego não é mais da empresa e nem do trabalhador. O emprego passou a ser do cliente! Se o cliente não comprar seu produto ou seu serviço, não haverá emprego. Por isso, mais importante do que se preocupar com o seu emprego, gaste energia melhorando sua empregabilidade. Assuma comportamentos empreendedores que lhe permitam falar, inclusive em “trabalhabilidade”, pois logo não importará mais ter a carteira assinada, mas sim ter a capacidade de gerar trabalho e renda.
Desenvolva a possibilidade de acumular e manter atualizadas suas competencias, sua rede de relacionamentos e seus conhecimentos de forma a assumir o arbítrio sobre suas decisões e seus projetos de carreira. Assuma o leme de sua embarcação.
Mais do que um emprego, as pessoas procuram ter prazer naquilo que fazem, querem se orgulhar da missão de sua organização e da condução de sua liderança e buscam um maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
Entenda e se prepare para as novas relações de trabalho começam a se desenhar: contratações por projetos, interinidade de cargos, trabalho temporário, terceirizado, em casa... Nesse novo contexto, quem é você?
Um profissional padrão ou um profissional que pode agregar valor à sua organização? Qual é o seu diferencial?
O advento das competências no contexto organizacional traz uma nova moeda de extremo valor quando pensamos em empregabilidade. Ter a capacidade de promover soluções inéditas para problemas tradicionais, se auto conhecer, identificar suas aptidões e características de personalidade são dados importantes para o desempenho de sua carreira de forma competente e produtiva.
Cuidar da sua imagem e manter bons contatos com pessoas que podem ajudá-lo a atingir seus objetivos também auxiliam um bom plano de carreira, afinal uma rede de relacionamento consistente é a forma mais fácil e rápida de alavancar sua vida profissional.
Lembre-se que na era da empregabilidade, fazer carreira não é mais, simplesmente, crescer hierarquicamente em uma empresa. Fazer carreira é acumular competências perceptíveis que possibilitem experiências múltiplas e horizontais e abram as portas de um mercado inesgotável de possibilidades.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Diário Empresarial - Diário de Mogi
19 de março de 2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

DESCUBRA-SE!

Falar em desenvolvimento de competências nas organizações não é mais um assunto apenas das áreas de recursos humanos. Novas metodologias e tecnologias têm impulsionado pessoas e empresas a (re)descobrirem seus processos de acordo com necessidades próprias que podem ser atendidas por diferentes tipos de metodologias.
Algumas empresas têm recorrido às consultorias e treinamentos, outras a processos de mentoring ou counselor e muitas encontraram no coaching a saída que buscavam para transformar potencial em competência.
Se você nunca ouviu falar em nenhuma dessas ferramentas, deve estar se perguntando: “que sopa de letrinhas é essa?”
Para deixar as coisas um pouco mais claras e direcionar o assunto da coluna de hoje, o melhor é entender o que não é coaching:
Coaching não é terapia, pois tem foco do presente para o futuro desejado e não na resolução dos problemas do passado.
Coaching não é consultoria, pois não há a intenção de estudar os processos de funcionamento da empresa, ver o que funciona ou não e trazer soluções de melhoria.
Coaching não é mentoring, onde normalmente o tutor tem experiência no funcionamento de determinado assunto e serve como referência oferecendo dicas e instruções para que o aprendiz encontre o melhor caminho.
E, por fim, coaching não é programação neurolinguística (PNL), cujo foco está na limpeza dos problemas emocionais do cliente buscando uma reestruturação rápida de seus registros do passado para que mudem o pensar no presente.
O que é, então, o processo de coaching?
Coaching é um processo de desenvolvimento de competências! Trata de formar líderes e talentos que por suas carreiras levem as organizações para um futuro que, além de desconhecido, será bem diferente do presente e do passado. Qualquer habilidade comportamental que seja necessária ao atingimento dessa meta no futuro é foco do processo de coaching.
A idéia principal não está em criar dependência, mas sim empoderamento, pois identificadas as competências e comportamentos necessários, as pessoas podem solucionar os problemas na medida em que eles aparecem, sem se deixar paralisar por crenças ou modelos do passado. Afinal, a vida não se interessa pelas nossas desculpas, certo? Só fará a diferença quem conseguir se assumir como o único responsável pelas suas escolhas e pela sua vida!
Isso é difícil? Dá trabalho? Leva tempo? Se você estiver realmente disposto não importa, o que importa é que vale a pena!
O processo irá auxiliá-lo a “fazer acontecer” desde que você saia de sua zona de conforto e encontre em si mesmo as respostas que procura obter. Quando buscamos no outro a melhor forma de agir, até conseguimos repetir o modelo, mas ficamos no “raso” e não na essência da mudança comportamental.
Já dizia Galileu Galilei, “você não pode ensinar algo a um homem. Você pode somente ajudá-lo a descobrir sozinho”


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
22 de janeiro de 2010