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sábado, 23 de outubro de 2010

REFLEXOS NO ESPELHO


Os presidenciáveis deixaram de lado a polêmica do aborto para investir em outro ponto de discórdia. Enquanto incitam a violência e o acirramento de ânimos na reta final do processo eleitoral, cabe ao eleitor escolher seu candidato por exclusão.
Você prefere bolinhas de papel ou bexigas de água? Será que esse é o Brasil do futuro que ouvíamos desde criança? Um futuro construído sobre as promessas de manutenção do passado?
Se os candidatos debatessem realmente o futuro ou pautas claras sobre educação, segurança e meio-ambiente não haveria ataques, mas uma visão de desenvolvimento com soluções em prol do bem-comum de nosso país. O eleitor poderia escolher por identificação.
Entretanto, o que vemos desde o anúncio do resultado do primeiro turno é uma sucessão de disparates. A agressão foi a tônica de toda campanha nessa fase, e por isso, não me surpreende que ela se expresse fisicamente aos candidatos nesse momento.
Desde criança, ouço meus avós me dizerem que a vida é o espelho das ações que realizamos.
É hora de olharmos ao redor e aprendermos a lição: de todas as escolhas que fizermos, receberemos de volta as suas conseqüências. E, geralmente, em dobro!
O mundo reflete aquilo e quem você é. Se você não está feliz com o que está acontecendo ao seu redor, o tipo de pessoa que você atrai ou as oportunidades que se apresentam, pare de tentar mudar o mundo. Mude suas próprias ações e pensamentos!
Busque entender onde está seu foco. Para a maioria das pessoas, o foco está no mundo exterior. Entretanto, direcionar a responsabilidade pelos resultados de sua vida apenas ao mundo exterior pode levá-lo à infelicidade e uma busca contínua de um estado indescritível e indefinível de seu próprio ser.
O mundo é o espelho de suas atitudes, crenças e pensamentos. A chave para moldar e mudar a sua situação é focalizar a mudança em si mesmo.
Por isso, olhe para dentro. Defina aquilo que é aceitável ou não para você. Determine por quanto tempo você está disposto a receber “bolinhas de papel na sua cabeça”.
Seus pensamentos e crenças trouxeram você até aqui, mas suas escolhas atuais construirão o seu futuro. Culpar os outros e as circunstâncias significa que você não está assumindo a responsabilidade e propriedade de e para si mesmo.
Pare de tentar mudar o espelho. Negar sua responsabilidade sobre seus próprios resultados faz de você uma vítima do mundo e de suas circunstâncias. Cada faceta de sua experiência de vida é uma resposta para a essência de quem você é.
Você pode até se assustar com essa idéia quando se depara com ela pela primeira vez, mas não há como não se render.
De tudo o que acontece, sempre há um terço de responsabilidade que é exclusivamente sua! Não adianta culpar apenas o ambiente ou os outros.
Como disse Mahatma Gandhi: "devemos nos tornar a mudança que queremos ver no mundo". Espero que nossos candidatos pensem nisso durante a próxima semana e que os eleitores, mesmo com dificuldade, possam fazer a melhor escolha.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
23 de outubro de 2010


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

EMBARQUE NA VIAGEM


“Em tempos de nevoeiro o bom marinheiro toca o barco devagar”.

Devagar não significa aceitar o marasmo, mas sim agir com prudência e analisar todas as possibilidades de um mundo cuja única certeza é a incerteza.
As novas tecnologias de comunicação, a conectividade ampliada, as possibilidades de co-criação, o netweaving de redes contribuem significativamente para as mudanças que impulsionam a consolidação de um novo ambiente corporativo e profissional.
O nevoeiro parece inevitável e se não poderemos cancelar a viagem na próxima estação, a regra é aceitar a diversidade e estar pronto a se adaptar. O mercado tem apostado em profissionais que se mostram dispostos a aprender e a colocar em prática seus novos conhecimentos.
É importante deixar claro que nessa busca não adianta se matricular freneticamente na maior quantidade de cursos possíveis ou buscar títulos da moda para rechear o currículo. É preciso estabelecer seus próprios objetivos, conhecer a empresa, suas competências essenciais, seus valores e suas expectativas de desenvolvimento.
A competição que acostumamos a ver nos negócios chegou a sua carreira! Ser excelente exige aprendizado e vontade pessoal e transcende as questões técnicas. O mercado procura profissionais com visão estratégica e capazes de lidar com as emoções de forma favorável aos negócios, canalizando-as para a realização de um objetivo através da autoconsciência, motivação, persistência, empatia e do entendimento de suas habilidades sociais.
Ascendemos um importante farol em pleno nevoeiro quando unidas a excelência técnica e a capacidade de lidar com as emoções de uma forma produtiva. É por esse caminho que transitam as exigências do novo mercado de trabalho: a maneira como lidamos com nós mesmos e com os outros é tão importante quanto a formação, a especialização e a inteligência.
Por isso, ouvimos muitos especialistas dizerem que profissionais são contratados por suas competências técnicas, mas, na maioria das vezes, são demitidos por comportamento. Nunca se falou tanto em trabalho em equipe, iniciativa, liderança, empatia e flexibilidade como se tem falado atualmente. Por isso, prepare-se a esse novo mundo!
Ainda que possa se sentir desconfortável com tamanhas exigências, não há como recuar, e sim, adaptar-se. Darwin e seus conceitos jamais estiveram tão na vanguarda da gestão: o mundo não pertence aos mais fortes, mas sim aos mais adaptáveis.
Essa nova habilitação profissional dependerá de sua própria capacidade em rever o mundo exterior, captar a natureza de seus próprios pensamentos e comportamentos e compreender as relações profissionais como mecanismos cada vez mais complexos.
Reinventar suas competências e abrir-se para aprender cada vez mais requer olhar para dentro de si numa investigação atenta de suas próprias qualidades e fragilidades. Aceita o convite para embarcar nessa viagem?

ANA MARIA MAGNI COELHO
Texto produzido para a Gestão & Carreira

sexta-feira, 18 de junho de 2010

ÂNCORA OU RAIZ?!?

Se você é crescido o suficiente para ter experimentado o que a vida lança sobre todos nós, sabe que tempestades são fatores incontroláveis de desordem e perturbação e que, ainda assim, podem ocorrer com bastante freqüência. Quando sopram os ventos, o que mantêm as árvores no solo são suas raízes e os barcos nos mares, suas âncoras.
Ainda em plena tempestade ou na chegada da bonança, olhar para o passado auxilia a lembrar o que fomos e nossa história; mas, ficar preso a ele, pode vendar nossos olhos para a possibilidade de sermos o que ainda nem imaginamos ser capaz quando o futuro chegar.
Nesse momento, ser âncora ou raiz faz toda a diferença para o caminho que se pretende seguir. Âncoras, segundo o dicionário Aurélio, são “peças de peso conveniente que presas à extremidade amarram a embarcação no fundeadouro”. Raízes, por sua vez, são “a porção mais inferior de uma formação e mediante a qual, essa formação está firmemente unida a outra.”
Ter raiz e estar ligado ao passado não é um problema, pois é dele que se constroem novos paradigmas, mas a supervalorização dessa memória pode significar uma falta de perspectivas para o futuro.
Empresas e comunidades buscam um modelo holístico de relacionamento como resposta às tempestades separacionistas e reducionistas de um passado cartesiano. Vivemos a era da conectividade, da co-criação, do netweaving de redes onde o universo não é mais fragmentado e o mecanicismo reduz os limites e potencialidades dos próprios seres humanos.
Ser âncora não deixa você navegar esse novo mundo. É preciso ser raiz e deixar nascer os novos frutos do futuro, usando o presente para o preparo do solo da transformação que será necessária em você, na sua empresa, no seu município, no mundo.
Faça a sua aposta em uma nova colheita e determine a energia necessária para minimizar os riscos da criação de novos valores, de uma nova imagem e um novo você.
Livre-se daquilo que pode até ter sido útil no passado, mas tornou-se um empecilho para construir e aprender o novo. Apague conhecimentos, atitudes, habilidades e preconceitos e abra espaço para se voltar para o futuro. Há muito o que desaprender. Mas não se trata apenas de técnicas. Trata-se mais de postura, de costumes, do modelo mental que ainda prevalece na transição da era do conhecimento.
Assim, como as tempestades, as coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Não por orgulho ou por incapacidade, mas porque simplesmente não se encaixam mais em nossas vidas.
Se for preciso, feche as portas e janelas para aguardar a redução do caos, mas em seguida, não tenha medo: volte ao terreno e cuide das raízes que mesmo ocultas esperam alimentar uma sociedade mais digna, ética e que respeite uns aos outros.
E lembre-se: “Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão” (Fernando Pessoa)



ANA MARIA MAGNI COELHO
Produzido para o caderno Opinião
Mogi News - 19 de junho de 2010

terça-feira, 1 de junho de 2010

INSUBSTITUÍVEL


Esse é mais um texto que circula em muitas caixas de e-mail e que quero compartilhar com vocês que visitam o Lounge. Talvez vocês já o conheçam, mas se pretendemos ser bons gestores, nunca é demais refletirmos sobre meios de motivar e realizar mudanças dentro das empresas...
Pessoas são mais do recursos; pessoas são o mais precioso ativo que as organizações possuem e não podem ser tratadas como figurinhas que basta você trocar que o álbum se completa.

******************
INSUBSTITUÍVEL

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível" .A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.
Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim.

- E Beethoven ?

- Como? - o encara o diretor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio.....
O funcionário fala então:

- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? etc...
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.

Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências' .

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo , se Picasso era instável , Caymmi preguiçoso , Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ...

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador , ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . . apenas peças.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:... . Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível"

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único! Com toda certeza ninguém te substituirá!
"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."

"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é..., e outras..., que vão te odiar pelo mesmo motivo..., acostume-se a isso..., com muita paz de espírito. ..".

É bom para refletir e se valorizar!

Uma boa semana...insubstituível!!!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

CHEGOU A SUA VEZ? PREPARE-SE!

Todo ser humano idealiza um futuro brilhante, entretanto poucos profissionais realmente planejam de forma racional uma mudança de emprego, uma transição de carreira ou o início de uma vida empreendedora.
Planejar esse momento é crucial, afinal mudar dá trabalho. E se não der, fique atento, pois se você deseja sair de um patamar que já conhece para uma aposta em uma situação ainda desconhecida, não será fácil, mas também não será impossível.
Mergulhar de cabeça no que parece ser uma grande oportunidade sem cumprir etapas importantes do planejamento pode gerar insatisfação, perda de tempo, de dinheiro e desgastes desnecessários.
Para não errar nas escolhas quando novas oportunidades surgirem, é preciso ter clareza sobre sua situação atual e sobre as variáveis que servirão de base comparativa para uma tomada de decisão consciente. Você precisa dedicar tempo e disciplina para si e não deixar que problemas atuais e pontuais influenciem sua análise. Lembre-se que problemas sempre farão parte de qualquer emprego, carreira ou negócio e que nada é só problema e nada é só solução o tempo todo.
É você que escolhe para qual lado pretende levar sua vida. Se viver mergulhado nas atividades e rotinas que cegam para o que é efetivamente um problema e para o que pode vir a ser uma solução, você não conseguirá perceber as oportunidades que podem emergir nesse mesmo mar.
Não deixe a maré conduzir você. As grandes ondas devem ser surfadas de acordo com o estágio de desenvolvimento do atleta e se você ainda não estiver pronto, não adianta querer “se jogar no mar” ou será atirado contra as pedras.
Para não se machucar no que parece ser a onda rumo ao seu futuro brilhante, entenda seu estágio profissional. O que te leva a querer mudar agora? Seu emprego atual lhe traz satisfação? Está infeliz com o trabalho ou são as relações estabelecidas entre os pares, superiores ou subordinados que lhe incomodam? Seus valores pessoais colidem com os valores corporativos? Existem perspectivas para o que você deseja atingir? Sua família está pagando um preço alto pela sua demanda profissional? O mercado está disposto a pagar pelo o que você tem a oferecer ou você está apenas realizando um sonho?
Profissionais em transição devem ter a maturidade para declinar ou não de um processo em função das suas próprias constatações. Não basta “querer sair” de onde você está, mas entender os porquês de “querer ir para o novo lugar”.
E caso você constate que não tem condições de mudar agora e fique com a sensação de que está perdendo a oportunidade dos seus sonhos, não se lamente! Continue a fazer o que precisa ser feito, dedique mais tempo ao seu planejamento de carreira, prepare suas finanças, sua família e sua vida! As oportunidades se repetem para aqueles que sabem onde querem chegar e usam o que têm para buscar aquilo que lhes falta.

ANA MARIA MAGNI COELHO
O Diário Empresarial - Mogi das Cruzes
28 de maio de 2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

SEMENTES DO BEM

“O que você está fazendo para mudar o mundo e contribuir para uma sociedade mais consciente e integrada?” – Se você buscar responder essa pergunta como a um mantra, talvez ela incomode, mas se você acreditar que já contribui pagando seus impostos, talvez nunca tenha pensado em ser voluntário para o mundo que deseja deixar no futuro.
Ser voluntário é encontrar meios espontâneos e legítimos, derivados de sua própria vontade para doar seu tempo, trabalho e talento para causas de interesse sociais e comunitários. Vai além de pagar impostos, é ser cidadão na essência do direito e dever de fornecer condições fundamentais à vida dos iguais e dos diferentes a você.
Durante 11 dias, nossa cidade vive uma típica demonstração da capacidade produtiva que o voluntariado organizado pode gerar. A Festa do Divino vai além da manifestação de cultura e fé; os festeiros, devotos e todas as pessoas envolvidas na programação religiosa e na quermesse são a prova de que quanto mais se dá, mais se recebe também. Comprovam que ao compartilharem seu tempo, seus conhecimentos e suas aptidões, não ficam sem eles! Pelo contrário, evoluem e aprimoram suas próprias competências.
A questão fundamental do voluntariado em qualquer segmento é descobrir quais seriam as melhores oportunidades para utilizar suas próprias habilidades para conquistar o bem do próximo. Contar histórias? Servir alimentos? Defender o meio-ambiente? Cuidar de enfermos? Se a ação é espontânea, é você quem escolhe o que fazer e quanto tempo está disposto a dedicar por dia, mês ou por ano. O importante é assumir o compromisso com aquilo que poderá cumprir.
Pense nas escolhas como sementes, que penetram profundamente e fecundam o cérebro criando novos pensamentos e convicções. Boas ações constroem uma nova realidade, cristalizam emoções, modelam atitudes e condicionam decisões.
Não seria esse o novo modelo de uma economia mais equilibrada e de uma sociedade mais justa? Uma economia de mercado em que cada qual se mede pela dedicação que tem em relação ao outro? Uma economia do altruísmo?
Tenho certeza de que é possível gerar valor, criar empresas e garantir rentabilidade sob essa nova perspectiva. Pessoas melhores, certamente criam empresas melhores.
Dar atenção ao capital humano, ao conhecimento, as experiências e competências das pessoas é fundamental para a concretização de melhores resultados. O reconhecimento de um ideal, criar uma sociedade mais justa e equânime, ter a capacidade de estimular nas pessoas entusiasmo, criatividade, dedicação, generosidade e o sentimento de pertencer a algo são valores intangíveis que constroem projetos, empresas e comunidades mais conscientes e sustentáveis.
Agir localmente pode influenciar globalmente. Vivemos tempos de união! Nunca é tarde para começar!


ANA MARIA MAGNI COELHO
Diário Empresarial – 21 de maio de 2010

segunda-feira, 3 de maio de 2010

MÃES PARA O FUTURO

Empresários têm aprendido, ano após ano, a aproveitar as datas comemorativas como estratégia de promoção de vendas. O apelo emocional que envolve datas como o Dia das Mães deixa o consumidor mais motivado às compras e deveria também provocar reflexões sobre as responsabilidades de cada mulher como mãe! Será que não é o momento de aproveitarmos a ocasião para pensar no planeta que desejamos deixar aos nossos filhos bem como nos filhos que pretendemos deixar ao mundo?
Em um final de semana que comemoramos o dia das mães, não podemos desperdiçar a oportunidade de repensarmos nossos modelos de educação. Educação que é determinada por nossas próprias atitudes e posturas, afinal crianças aprendem respeito e valores através do exemplo de seus pais ou educadores.
É tempo de realizarmos mudanças em nossas próprias vidas em prol de uma sociedade melhor e os exemplos podem ser muito simples: fechar a torneira enquanto escovar os dentes, não demorar no banho, jogar o lixo nos locais apropriados, engajar-se em ações de ajuda comunitária, não depredar o patrimônio natural, limpar o quintal de sua casa, tratar com respeito as pessoas diferentes de você, e por aí vai.
Mudar suas atitudes e mostrar-se presente na vida das crianças pode formar adultos diferenciados para um mundo diferente no futuro. Para isso, conheça seus interesses, valorize mais seus acertos do que suas dificuldades e quando um erro acontecer, critique a situação e nunca a capacidade ou inteligência da própria criança. Estímulos de amor, no falar ou no agir, um abraço ou um beijo nunca são demais para a educação. Crianças precisam aprender regras através de um conviver sadio com pais, professores e/ou adultos firmes, mas repletos de amor, aceitação e confiança que propiciem segurança e uma auto-imagem positiva para que elas assumam sua responsabilidade na interação com o meio-ambiente e com o mundo.
Que tal substituir as palavras tão comuns como fome, guerra, aquecimento global, hipocrisia, materialismo, desigualdade social, preconceito, egoísmo, intolerância, mentira, violência, maldade, terrorismo, ódio, exploração infantil ou individualismo por situações cada vez mais raras de alegria, altruísmo, caridade, cavalheirismo, coerência, compreensão, constância, cooperação, disciplina, empatia, equilíbrio, generosidade, honestidade, humildade, independência, integridade, lealdade, motivação, otimismo, paciência, responsabilidade, sabedoria, sensibilidade, simpatia, sinceridade e tolerância?
Ser mãe é mais do que ganhar presentes dos filhos. Ser mãe é dar filhos de presente ao mundo! Ser mãe é contribuir para o desenvolvimento sustentável formando cidadãos capazes de ser solidários, preocupados com a preservação dos recursos naturais e participantes de um sistema social que garanta emprego, segurança social e respeito a diversidade.
Ao criar o mundo, Deus nos presenteou com uma diversidade de recursos naturais, que poderiam ser usados, mas que também teriam de ser preservados. Durante muito tempo, em nome do progresso e do desenvolvimento econômico, usamos e abusamos desses recursos naturais, e hoje, se desejamos realmente deixar um mundo melhor para nossos filhos, a melhor coisa a fazermos é formar nas nossas crianças uma consciência ecológica desde cedo. Nosso planeta agradece e novos Dias das Mães poderão ser comemorados pelos próximos 200 anos!




ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
Sexta-feira, 07 de maio de 2010

quinta-feira, 15 de abril de 2010

PLANEJE À LAPIS

Começar um novo dia é sempre uma aventura. Talvez ontem não tenha sido exatamente como você pensou que seria e ter a chance de retomar projetos ainda não concluídos é uma ótima oportunidade de rever suas prioridades.
Para isso, abra os olhos para a realidade.
O avião vai atrasar. O pneu do carro vai furar. Um grande pedido será cancelado. A fila não anda. O trânsito está ruim. A chuva não pára de cair. O computador trava. O celular não tem sinal. A caixa de e-mail está lotada.
Por outro lado, o valor das ações subiu. Um antigo cliente retornou. O carro “esgotado” que você queria chegou e é exatamente da cor que você esperava. O chefe reconsiderou seu pedido e lhe deu um aumento. Ou seja: as coisas mudam!
E isso não é bom ou ruim, é apenas a realidade!
E para fatos da realidade que peguem você de surpresa não há ação possível senão parar e (re)planejar. Seu desempenho virá de sua própria capacidade de fazer uma nova idéia se concretizar e ser bem sucedida mesmo a partir do inesperado.
Você já deve ser ouvido que a única certeza do planejamento é que as coisas nunca acontecerão exatamente da forma como foram planejadas. E se você não se preparar para as surpresas, ficará refém daquilo que o ambiente poderá causar.
Estabelecer uma meta, mas só verificar sua conclusão no final do prazo estabelecido, pode não trazer o resultado que você espera. É importante contar com projeções de curto prazo e acompanhar seus indicadores constantemente. Inevitavelmente, você irá perceber que as coisas acontecem de maneira diferente daquilo que você previu. A maior falha de um bom planejamento é não estar preparado para as falhas que certamente acontecerão.
Por isso, se seus planos não estiverem acontecendo como você idealizou, não tenha medo em estabelecer novas direções. Analise as causas e busque dar aos problemas exatamente o valor que eles possuem. Problemas nos negócios costumam ser como slides de biologia. Se você colocar sob a lente de um microscópio, pequenos pontos ficam enormes, complexos e ameaçadores quando são, na verdade, simples “amebas” dispostas a alterar a forma e o caminho que você precisará percorrer. Somente ao enxergar os problemas sob sua real dimensão, é possível perceber novas possibilidades e preparar as possíveis revisões de seu planejamento levando em conta os resultados obtidos até o momento e as mudanças do ambiente.
Pense que você será muito mais astuto se conseguir corrigir os desvios ao longo do percurso, pois, mais importante que simplesmente chegar ao destino é ter a certeza de ter percorrido o melhor caminho.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
16 de abril de 2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

REFORME SUA VIDA


Quantas coisas aprendemos observando a vida. Estou realizando uma pequena reforma na minha casa que dia após dia tem me feito observar a vida como ela é.
Quando decidimos pintar um cômodo, mudar os móveis ou colocar um quadro novo na parede estamos motivados a buscar algo novo, remover os incômodos ou talvez, criar um ambiente melhor. Objetivos lindos no inicio da reforma, mas que para alcançá-los, ouso dizer, que rolam gotas de suor e até, eventualmente, algumas lágrimas.
Na planta tudo é perfeito, escolhemos as tintas, realizamos projeções maravilhosas e chegamos a pensar como conseguimos viver até agora sem aquele novo sofá combinando exatamente com os tons pastéis das paredes. Mas, vivíamos!
Entretanto a busca constante de um espaço mais feliz e de um ambiente mais próximo dos sonhos das fotos das revistas, nos impulsiona a enfrentar as negociações, as concessões e a bagunça que qualquer mudança promove em nossas vidas. Quantas coisas temos que enfrentar e quantas concessões temos que fazer para conciliar nossas necessidades às das pessoas à nossa volta. E essa é exatamente a analogia da vida real. No trabalho, buscamos acordos antes de começar um projeto, precisamos estabelecer prioridades, analisamos sonhos e objetivos pessoais e de nossos clientes antes de sair realizando ações.
Em muitos lares, falta um diálogo mais honesto sobre expectativas e insatisfações e também autoconhecimento no que diz respeito às nossas próprias necessidades. Aceitamos o sofá vermelho, mas não estamos plenamente satisfeitos com ele e então, repetimos esse comportamento com o cardápio do jantar, com a programação do final de semana ou com a escolha de uma profissão.
Por não saber definir prioridades e buscar acordos, muitos profissionais realizam a gestão de projetos inconsistentes e muitas famílias, após uma dispendiosa reforma, continuam se sentindo insatisfeitas com os resultados.
Às vezes, nas coisas mais simples do dia-a-dia nos perdemos, e não conseguimos respeitar o ponto de vista dos outros. Com isso, não cedemos, não fazemos concessões e deixamos de aproveitar coisas boas que poderiam ser construídas e conquistadas em parceria. Concessões com sabedoria resolvem dificuldades numa reforma e também nos conflitos do cotidiano.
É impressionante observar que, somente quando mexemos em algo importante, as máscaras vão caindo e percebemos que nós mesmos não falamos tudo o que queríamos, não colocamos limites, e inclusive, pressupomos que o outro já saiba das nossas necessidades. Esse é o grande equívoco!
Para evitar qualquer frustração, seja na sua próxima reforma pessoal ou profissional, abra sua mente e o coração para perceber o outro, respeite as suas próprias necessidades sem buscar ser super herói, mas também sem ser indefeso. Com certeza, encontrará um ponto de equilíbrio e compreensão, sem concessões doloridas nem limites desrespeitados.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
20 de março de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

VIVA SUA NOVA HISTÓRIA

O tema gestão de mudanças tem sido recorrente em seminários voltados a executivos ou donos de negócio e parece ser mais um modismo da gestão moderna. Na verdade, mudança nada mais é do que a passagem de uma situação para outra, de entender a sua velha história para determinar que páginas você ainda espera escrever. Envolve um único desejo: aprender a ser, ver e fazer coisas de modo diferente.
Parece aparentemente simples, mas envolve mudança de modelos preconcebidos e construção de novas histórias em que haja a convergência e a interação complexa entre capital humano, inovação, flexibilidade e resultado pretendido. Ter foco nos objetivos, traçar metas e desenvolver um plano de ação direcionado a esse novo modelo facilita o processo de convergência e permite que as pessoas alavanquem seu reposicionamento mental, pessoal e profissional. Ter ações claramente definidas traz determinação para converter as intenções em realidade.
Se uma empresa, ou até mesmo você, deseja efetivamente mudar não adiantará apenas querer. Será preciso criar ações! Afinal, apenas aquilo que as pessoas acreditam e praticam pode transformar seu próprio comportamento.
Comece encarando a verdade! Faça perguntas do tipo: onde sua empresa ou você está agora?, por que é preciso mudar?, qual é a força que te impulsiona e a sua missão?
Procure desenvolver a capacidade de olhar para o futuro analisando fatos e tendências, mas de trabalhar no presente e engajar as pessoas na formulação e construção de sua nova história. Isso desenvolverá o compromisso de co-responsabilidade com a viabilização do que ainda está por vir. Afinal, se as pessoas puderem opinar sobre o que vai mudar e como isso irá acontecer, será mais difícil que elas resistam às suas próprias idéias.
E resistir é natural. As pessoas não fazem isso para serem as “ovelhas negras”, mas sim porque muitas vezes não sentiram a necessidade efetiva de abrir mão de sua atual situação para lutar por uma nova visão. Mudar é sempre difícil, mas pode ser também delicioso!
Lembre-se que a realidade humana é tecida por contradições inevitáveis e que os conflitos, até mesmo os mais internos, são uma parte inseparável do dinamismo da transformação. Ainda que possa doer, se a mudança levar sua empresa ou você para um patamar mais próximo de sua missão, não deixe para amanhã! Trabalhe pela sua missão com a força de quem tem os dias contados!
Ana Maria Magni Coelho
Publicado em O Diário Empresarial
19 de fevereiro de 2010

sábado, 12 de setembro de 2009

VOCÊ ACREDITA EM CRIATIVIDÁDIVA?!?

As pessoas imaginam que a criatividade é um dom disponível apenas aos artistas, escultores e grandes criadores, um privilégio de poucos!
Minha vivência junto aos empreendedores confirma que têm mais sucesso aqueles que conseguem acreditar no seu poder criativo de expandir os limites de sua própria inteligência e pensamento. Muitas vezes o pensamento tem uma conhecida propensão a se acomodar e com isso reduzir sua capacidade de criar soluções diferenciadas, de interpretar problemas sob novas óticas e de buscar opiniões distintas daquelas habituais.
Existem mil maneiras de aproveitar um problema e transformá-lo em uma oportunidade e se pararmos de pensar no momento da primeira resposta, certamente nossa opção estará enquadrada naquela que qualquer outro empreendedor também poderia encontrar. O exercício do pensamento criativo está na busca pela segunda, terceira, inúmeras respostas.
E para isso, é preciso se apaixonar pelo mundo e pelo potencial de transformá-lo em algo diferente. Só assim, é possível transformar o ordinário em extraordinário, o comum em inovação.
Reenquadrar um problema como uma grande oportunidade, arriscando fora do convencional e sem medo é uma forma de rompermos com os atuais padrões e sistemas e aprendermos a voar, a transpor os limites.
Esse é o direito que é dado a todos: o direito de reinventar o mundo, de antevê-lo diferente do que está e de se lançar a refazê-lo. Para isso, é preciso ter uma visão. Entender o problema e saber onde se pretende chegar para então disponibilizar todo o nosso próprio e melhor potencial na busca pelas respostas certas.
E lembrem-se: não basta uma resposta!
Para encontrar o caminho da criatividade, busque muitas respostas certas, tenha paciência, não se preocupe em errar.
O pensar criativo pode ser aprendido à partir de procedimentos e atitudes que determinam uma nova forma de ser...
Basta estar sensível aos problemas, dar importância às pessoas e projetos que administramos, às nossas deficiências e lacunas de conhecimentos.
Buscando mais técnica, vamos entender que criatividade é uma função que envolve conhecimento, imaginação e avaliação.
E não se preocupe, não faça parte do grupo que acredita na ilusão da “criatividádiva”, pois existem mecanismos que podem preparar você para o pensar criativo: trabalhe mais em equipe, discuta seus problemas, faça perguntas, questione seus hábitos e olhe para fora, pegue carona em boas idéias, suspenda qualquer crítica aos seus próprios pensamentos e, principalmente, apaixone-se pelo mundo.
Afinal, nem todo mundo é Gabriela “eu nasci assim, eu cresci assim e sou mesmo assim, vou ser sempre assim”.
Amplie seus horizontes, o mundo é extraordinário!


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em 12 de setembro de 2009

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

EMPREENDEDORISMO: O DESAFIO DA EDUCAÇÃO


Esse é um dos artigos que publiquei pelo qual tenho um carinho enorme.
Cada texto que escrevo, além do conhecimento que adquiri ao longo dos anos no SEBRAE-SP, tem muito das minhas próprias convicções. E educação por ser a essência da minha formação é o modelo que acredito ser capaz de transformar o mundo que desejo ainda viver!
Professores têm nas mãos crianças como essa da foto, cheias de sonhos e esperanças...
E os sonhos nada mais são do que espaços de aprendizagem... a escola, família, igreja podem desenvolver ou aniquilar esses sonhos... O que você quer que façam com os sonhos dos seus filhos???

********************

Sou mãe e posso garantir que todo ano a volta às aulas é sempre igual. Muito se discute sobre os preços das matrículas, do material escolar e do transporte, mas pouco se ouve falar sobre propostas inovadoras nos projetos pedagógicos das escolas.
Qual é o diferencial que nossos filhos terão ao saírem de suas carteiras escolares e buscarem uma colocação nos bancos das universidades ou no mercado de trabalho?
As grades curriculares são fundamentadas sob os mesmos trilhos desde o início da revolução industrial. Nossos filhos ainda são preparados para ser excelentes empregados enquanto o desemprego é crescente e irreversível em todo planeta.
É preciso mudar o enfoque e prepará-los para serem realizadores. É necessário despertar atitudes empreendedoras nos estudantes. As tendências do mercado para os próximos anos trazem mudanças significativas para os jovens: a revolução científica e tecnológica, a emergência da economia virtual, a integração dos segmentos do mercado, os países emergentes, a importância de aspectos como a responsabilidade social e ambiental.
Não dá para continuarmos usando a mesma cartilha.
Educadores têm nas mãos a oportunidade de despertar alunos e a comunidade em geral para a realidade do empreendedorismo.
O potencial empreendedor do jovem brasileiro é enorme, mas está latente. Muitas vezes ele só aflora na necessidade. A maioria das pessoas não parte para o negócio próprio porque vê uma oportunidade. Muitos conseguem sobreviver e fazer a passagem para o mundo das empresas reais, outros mal sobrevivem ao primeiro ano.
É hora de criar novos motores para o desenvolvimento. É tempo de despertar os jovens para uma nova maneira de viver e de formar uma nova geração de brasileiros. Precisamos destacar a importância da cultura empreendedora em todos os níveis da educação (do fundamental ao superior), e criar um ambiente favorável nas instituições de ensino para formar uma rede de pessoas comprometidas e envolvidas na aplicação do tema.
A educação é o único caminho para colocar esta revolução em curso e criar uma sólida sociedade empreendedora. O processo é lento e começa com a abordagem do tema para as crianças. Esse seja talvez o primeiro passo para uma verdadeira mudança cultural. Posso até imaginar toda a criatividade do meu filho de 3 anos ou todo o vigor do meu filho de 12 anos sendo direcionados para o pensamento empreendedor.
Não imaginem que essa tarefa seja impossível. A metodologia já existe e a formação dos docentes pode ser realizada pelo SEBRAE-SP gratuitamente. Depende muito mais de vontade do que de verbas.
Levar essa idéia para a sala de aula é um desafio que passa pelo corpo diretivo das escolas, mas principalmente pela figura do professor, que se não despertar em si mesmo uma atitude empreendedora vai se limitar ao empreendedorismo como a execução de um bom plano de negócios. Preparar pessoas empreendedoras é desenvolver pessoas dotadas de visão de futuro, perseverantes e preparadas para o processo de sonhar, planejar e construir seu próprio “Caminho Suave”.
Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 07 de fevereiro de 2009

domingo, 28 de junho de 2009

BONDE DO JACARÉ

Seja no campo pessoal ou no profissional, mudanças fazem parte do percurso. Viver numa sociedade espantosamente dinâmica e instável é um desafio para todos, pois a velocidade das mudanças exige esforços redobrados e faz com que as pessoas saiam de sua zona natural de conforto.
Desde o início da espécie humana, a força adaptativa foi a responsável pela sobrevivência e pela evolução. Não é o mais forte que tem uma vantagem competitiva, mas sim aquele com uma maior capacidade adaptativa. É necessário aprender a re-aprender, modificar atitudes e pensamentos, renovar valores.
Entretanto, essa necessidade de rever valores pessoais e promover mudanças significativas pode ser desconfortável e encontrar uma batalha difícil de vencer: a resistência interior, o medo do desconhecido e de correr riscos.
Segundo o médico e palestrante Eugênio Mussak, em processos de mudança, nosso cérebro pode reagir de forma absolutamente diferente: para o CORTÉX, área responsável pelo pensamento, razão e lógica, toda mudança é um sinal de novos desafios; já o SISTEMA LÍMBICO, aceita as mudanças que de alguma forma nos gerem prazer, pois sua atividade está relacionada às emoções e sentimentos, mas o grande inimigo da mudança é o SISTEMA R, com sua função relacionada ao repouso, nutrição e sexo, para essa parte de nosso cérebro, mudar dá trabalho, gasta energia. Segundo Mussak, o sistema R é o “jacaré que reside em nós”. Aquele jacaré que depois de encontrar um bom alimento e um bom ambiente, só quer ficar deitado ao sol resistindo à mudança e nos impedindo de continuar.
Voltando ao mundo humano e das organizações, muitas empresas querem mudar, mas ainda não têm forças, o “jacaré” acaba sendo mais forte, pois elas não conhecem o melhor meio para lidar com as resistências.
Mesmo os funcionários mais capazes e atenciosos hesitam e começam a ter dúvidas. Quem vai estar no comando? Será que terei um bom desempenho no novo modelo? Em que minha rotina diária vai mudar?
O melhor ambiente não é aquele do modelo antigo, onde se buscava subir a qualquer custo, os melhores ambientes são os que nos dão condições de evoluir. Quando coisas fundamentais estão acontecendo, é inútil opor-se. É muito melhor cooperar com o inevitável e fazê-lo trabalhar a nosso favor, do que lutar contra o gigante sozinho. Resistir pode fazer passar a oportunidade de encontrar alguma coisa diferente. Mate o jacaré que vive em você!
Aprender é um processo para a vida toda e, quando a iniciativa de mudança funciona, as pessoas podem descobrir habilidades que não sabiam que tinham. Mudem, para não serem mudados. O momento não é apenas de pegar o “bonde”, e sim conduzi-lo.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Estréia como Articulista no MogiNews
27 de junho

terça-feira, 12 de maio de 2009

TINHA UMA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO



Quantas pedras estão ficando no seu caminho???
Até quando teremos medo dos nossos concorrentes, dos nossos clientes, dos nossos amigos??

Tire suas próprias pedras do caminho...

“Teu milho está maduro hoje. O meu estará amanhã. É vantajoso para nós dois que eu te ajude a colhê-lo hoje e que tu me ajudes amanhã.
Porém, não tenho amizade por ti e sei que também não tens por mim. Portanto, não farei nenhum esforço em teu favor. Sei que, se eu te ajudar, esperando alguma retribuição, certamente me decepcionarei, pois não poderei contar com a tua gratidão. Então, deixo de ajudar-te e tu me pagas na mesma moeda. As estações mudam. E nós perdemos parte de nossas colheitas por falta de confiança mútua.”

Esta parábola foi escrita no século XVIII pelo filósofo escocês David Hume. E por incrível que pareça, quase três séculos depois parece que as pessoas ainda não adquiriram o hábito de se associar para resolver problemas.

O associativismo surgiu nos primórdios da humanidade, quando o homem percebeu a necessidade de viver em grupos para caçar, se defender e cultivar. Na era industrial foi obrigado a se organizar para enfrentar as condições precárias de trabalho e na era atual, a era do conhecimento, é necessário buscar o desenvolvimento econômico e social através de grupos estruturados e preparados.

Descrença nas próprias forças, resistência a mudanças, falta de confiança nos outros e nas instituições, apego às relações verticais de poder, desapreço pela inovação e pelo conhecimento de outras pessoas muitas vezes impede que nos associemos a um concorrente para enfrentar e resolver uma série de questões de ordem jurídica, técnica, administrativa ou financeira.

O empreendedorismo, organizado por meio do associativismo é a mola propulsora para o desenvolvimento, trazendo para condições iguais ou similares as empresas de grande ou de menor porte. Os empreendedores precisam atuar em conjunto, em rede, unindo cada vez mais forças para a mudança e a conquista de um Brasil de resultados.

Tenho toda a certeza de que a cooperação tornou-se uma condição para a competição. Parece um contra-senso, mas não é. O caminho para os pequenos negócios é cada vez mais articularem-se, pois o principal problema de uma empresa não é ser pequena, mas sim, lutar sozinha para obtenção de melhores níveis de produtividade, acesso a novos mercados, redução da carga tributária ou busca de flexibilidade para enfrentar as turbulências do mundo globalizado.

Como se pode ver, a desconfiança e a falta de visão do coletivo é a grande pedra no caminho do desenvolvimento integrado e sustentável.

No SEBRAE-SP temos vivenciado boas experiências de empresários que superam as diferenças e lutam pelas semelhanças! Ou acabamos com a desconfiança ou a desconfiança acabará com as possibilidades de construção de um modelo de gestão mais equilibrado e justo em prol de um país de resultados.


Ana Maria Magni Coelho
março/2009