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sábado, 11 de dezembro de 2010

PAPELZINHO

A eleição da mesa diretiva da Câmara de Vereadores de Mogi das Cruzes foi decidida no “papelzinho”. O empate de 8 a 8 entre os votos dos 16 representantes legislativos é um convite a reflexão sobre burocracia, liderança e gestão.
Fique claro que não pretendo discutir o resultado da eleição da Casa de Leis mogiana nem as escolhas político-partidárias de cada vereador. O foco está no processo que traz como saldo “vencedores e vencidos” e no regimento interno que leva a política legislativa pelo caminho da simplicidade e da sorte.
Uma eleição que produza vencedores e vencidos – nenhuma novidade e nem exclusividade do mundo político – resulta em idéias vitoriosas ou idéias moribundas. Aos primeiros, fica o sentimento de triunfo e alívio. Aos segundos, a decepção. E, aos demais, a ansiedade pelos dias que virão. Afinal, quais serão os novos objetivos e estratégias?
A nova governança chega repleta de vontade num imenso reservatório de idéias, algumas pouco práticas, outras repletas de nobres propósitos, mas todas invariavelmente custosas de serem implementadas em função do sentimento de derrota dos vencidos.
A democracia por meio do voto obrigatório pode até funcionar quando falamos em grandes amostras. Contudo, para uma gestão eficiente de pequenos grupos, a melhor alternativa é a busca pelo consenso. Não significa buscar unanimidade, mas sim dar a todos a responsabilidade pelo êxito do grupo e pela busca conjunta de soluções de forma aberta e transparente.
Consenso é um duro aprendizado de respeito não apenas à hierarquia e às normas, mas principalmente à opinião do outro. Quando as pessoas se sentem ouvidas e respeitadas, elas se integram e se comprometem com os resultados do grupo. Ao líder caberá foco e gestão para monitoramento das propostas e dos resultados.
Conduzir grupos em que o princípio do consenso não funcione significa produzir idéias fracas e interesses unicamente pessoais.
Mudar não é simples, mas aquilo que parece um pouco mais complicado e trabalhoso pode trazer conseqüências muito mais apaziguadoras do que o sentimento de conquista (ou de perda) gerado por um “papelzinho”.
Tenho certeza que muitos destes pensamentos já estão integrados a prática de uma nova maioria que parece reunir condições para realizar uma administração bem sucedida.
A burocracia dos regimentos internos deve ser respeitada, mas não pode ser eternizada. Se uma norma maltrata em demasia os princípios básicos da democracia e liderança, ela precisa ser revista.
Sob uma perspectiva individual, o mundo sempre estará repleto de contradições teóricas, desajustes práticos e comportamentos irracionais. Ainda assim, é preferível buscar o consenso a conviver com a falsa segurança dos regimes fechados, fadados mais cedo ou mais tarde ao fracasso de sua gestão.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
11 de dezembro de 2010 

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

EU, HEIN...




O ENEM é uma vergonha nacional. Fernando Haddad, ministro da Educação, é de uma incompetência que chega a assustar qualquer especialista em gestão.
A aplicação do exame em 2010 demonstrou a falta de capacidade dos seus organizadores e se pudesse pensar em uma única nota para todo o processo, certamente seria zero.  Todo mundo de recuperação!
Ao contrário do que alguns possam imaginar, não sou contra o ENEM. É importante que o Ministério da Educação possua mecanismos de avaliação e controle daquilo que acontece nas salas de aula. Entretanto, defender uma prova única para todos os concluintes do ensino médio em um país com as dimensões continentais como o Brasil e com um sistema educacional repleto de falhas e diferenças como o nosso soa como absoluta utopia.
Minha primeira reação à falácia sobre os erros ocorridos no ENEM foi frustração. Pensei no meu filho, prestes a ingressar no ensino médio, e nos meninos e meninas que trocam as baladas pelos simulados e plantões.
A aprovação do exame e a nota obtida servem como porta de acesso às universidades e ao sonho de uma vida melhor.
Mas para muitos a porta está se fechando...


Enquanto a UNE comemora a decisão do Tribunal Federal da 5ª Região em derrubar a liminar que proibia o exame e o ministro mantém sua posição de que os erros estiveram dentro da “taxa de tolerância”, ouço comentários de adolescentes que acreditam cada vez menos no processo.
Se “sonhar não custa nada”, os erros do ENEM podem custar anos de dedicação e um saldo muito negativo na credibilidade educacional do nosso país.
Se o MEC não consegue admitir seus próprios erros e o governo acoberta aquilo que não consegue explicar, seria a Nação uma máquina de mentiras?
Não podemos pactuar com uma educação cujas bases estejam em ameaças ou mentiras. Uma educação que jogue para baixo do tapete os cacos de um vaso que se quebrou... São dois anos consecutivos de demonstração de fragilidade e problemas por parte do MEC.
Muito pior do que constatar o erro é não aproveitar o momento para aprender e reinventar-se. O ENEM precisa de uma proposta inovadora que rompa com o ensino conteudista e com um processo seletivo ultrapassado.
Já o Brasil precisa de pessoas que enxerguem o processo educacional como um meio de desenvolver as suas próprias competências bem como as competências essenciais ao desenvolvimento de nossa Nação.
Não falta inteligência ao brasileiro. Falta, sim, competência para fazer gestão.
Gestão moderna significa ter atitude positiva e corajosa para entender e ajudar a corrigir os erros dos que trabalham à sua volta. O dever da perfeição é apenas uma herança totalitária e positivista que impede a criatividade e a inovação.
Errou? Apague e faça de novo.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
13 de novembro de 2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

ECONOMIA EM DESENVOLVIMENTO


O Brasil é um país de muitas caras. Temos uma para a economia, outra para a saúde, outra para a política, lazer, segurança, etc...  Entre todas essas faces, temos avançado em aspectos aparentemente importantes ao nosso crescimento econômico. “Aparentemente” porque ainda seguimos indicadores que nos prendem a velhos paradigmas de desenvolvimento.
Em vários índices, o Brasil tem demonstrado desempenho superior a anos anteriores. Entretanto, como dizia minha avó, “prudência e canja de galinha não faz mal a ninguém”.
Informações contidas na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) retratam a trajetória de revalorização do trabalho, o salário registra crescimento real de 18,25% em sete anos e subimos quatro pontos na média geral do IDH, o Índice de Desenvolvimento Humano da ONU que mede a qualidade de vida das populações.
Contudo, será que todos esses índices têm garantido uma melhora efetiva na vida de cada cidadão e, mais, de todos os cidadãos?
A escolha de indicadores depende dos objetivos de sua avaliação, bem como dos aspectos metodológicos, éticos e operacionais da questão em estudo. O próprio IDH é uma ilusão. Não serve para indicar o desenvolvimento de um país, pois leva em consideração variáveis isoladas de uma Nação: educação, longevidade e renda.
De forma isolada, nossa colocação em educação é de envergonhar. Temos a mesma média do Zimbábue, o país com o pior desempenho do mundo. Condições de transporte, higiene, moradia e alimentação expressam, juntos, a longevidade de um povo? Aumentar a renda significa tê-la distribuída igualmente em um país com a nossa diversidade?
Por isso, resgato o velho ditado da vovó para analisar qualquer indicador brasileiro de desenvolvimento. Não há quem negue que tivemos um considerável crescimento econômico nos últimos anos. Aumentamos a capacidade produtiva da economia, a produção de bens e serviços e conseqüentemente, acompanhamos a evolução do Produto Interno Bruto - PIB.
Países como a Índia e a China, graças à globalização da economia, conheceram também um forte período de crescimento econômico nos últimos anos, elevando-os à categoria de países emergentes junto ao Brasil e a Rússia. Por outro lado, ao olharmos esses mesmos países, percebemos que o crescimento trouxe a seu cargo profundas desigualdades e dificuldades no acesso à habitação, educação, justiça, saúde, ou seja, precárias condições de vida na generalidade e quase nenhuma garantia e respeito pelos direitos humanos e liberdades fundamentais dos cidadãos.
Chegamos ao desafio brasileiro: é preciso alinhar as transformações da nossa estrutura econômica à melhoria da qualidade de vida da população. Um real desenvolvimento social deve combinar crescimento econômico e distribuição de renda. É um conceito mais qualitativo cujos índices devem considerar o bem-estar econômico e social (pobreza, desemprego, violência, condições de saúde, alimentação, transporte, educação, higiene e moradia) fomentando iniciativas empreendedoras e o progresso do ambiente empresarial.
Por esta ordem de pensamento, desenvolvimento deve ser o “fim” e crescimento econômico um “meio” para atingí-lo, cabendo aos governantes de cada país fortalecer esta ligação através de uma gestão sustentável que incida harmoniosamente na qualidade e na quantidade do crescimento do país.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial - Diário de Mogi
11 de novembro de 2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

INTELIGÊNCIA COMPETITIVA


Com a globalização e o acelerado nível de geração de informações, as empresas estão sendo obrigadas a repensar seus modelos básicos de gestão na busca de maior competitividade. Não dá mais para cuidar apenas da porta pra dentro. É preciso olhar também o que acontece da porta pra fora!
Por isso, dados e informações precisam estar organizados de forma prática e acessível para auxiliar qualquer um dentro da empresa a tomar uma decisão no momento mais apropriado.
Já parou para pensar na quantidade de informações disponíveis hoje a cada integrante da sua equipe?
É preciso um mecanismo de classificação do que é realmente importante para o desenvolvimento do seu negócio. Um processo capaz de monitorar tecnologias, legislação, concorrência, tendências, nichos de mercado, dentre outros temas de seu setor ou território.
Parece impossível para uma pequena empresa, mas não desanime.
Se na sua empresa os indicadores do dia‐a‐dia prevalecem sobre os de longo prazo, em breve perceberá que resultados consistentes precisam considerar o cenário global e os impactos da concorrência.
Processos de geração de conhecimento e análise de cenário possuem um enfoque e impacto diferentes dos processos tradicionais de negócio. Todos devem estar preparados quanto às mudanças culturais e estruturais para que as atividades a serem desenvolvidas não sejam mal-interpretadas, nem interrompidas. Só assim será possível lidar com a complexidade e os sinais da ambiência interna e externa.
Entretanto, existem algumas características comuns às pequenas empresas que podem atrapalhar: incipiente cultura de inovação; pouca percepção de que as mudanças que ocorrem no ambiente externo são relevantes; reconhecimento limitado do valor da informação estratégica; planejamento orientado para o curto prazo; falta de cultura associativa; comunicação e colaboração insuficientes entre as áreas da empresa.
Colocar um espelho sobre sua gestão e reconhecer o seu próprio momento é fundamental para entender como utilizar a inteligência competitiva da melhor forma.
Com o advento da internet, numerosas fontes de informações são colocadas à disposição das empresas, facilitando a pesquisa e disseminação do conhecimento. Por isso, cuidado para não cair no conto de que apenas tecnologia de informação garante um bom processo. O que vale é o conjunto compreendido pela tecnologia de informação, pelos sistemas de inteligência, pelos procedimentos e, principalmente, pelas pessoas.
Empresas são sistemas complexos e por isso, ter o máximo conhecimento possível sobre si, sobre quem a cerca física e logicamente e aplicá-lo convenientemente é a melhor forma de enfrentar os desafios do novo milênio. A questão será: partir na frente e garantir vantagem ou esperar e levar poeira dos concorrentes.


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
16 de setembro de 2010

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ORGANIZAÇÕES QUE APRENDEM

A sociedade passa por um momento onde uma das poucas certezas é que as mudanças são cada vez mais freqüentes e inevitáveis, e as empresas, por direta conseqüência, precisam acompanhar essas mudanças para sobreviver.
Apesar da significativa redução nos custos de operações propiciada por novas tecnologias, não é possível substituir com a mesma eficiência o atendimento e relacionamento humano. Soma-se a isso uma conjuntura econômica estável, mas ainda com escassos recursos para investimentos, e temos como resultado uma significativa necessidade das empresas em buscar pessoas com atributos pessoais que aumentem sua capacidade em aprender melhor e mais rápido que seus concorrentes.
Cresce, portanto, a preocupação com desenvolvimento de métodos de intervenção que contribuam para a geração, difusão e sistematização de competências.
Vale destacar que competência não se verifica apenas no âmbito dos conhecimentos e habilidades, mas principalmente na mobilização destes recursos em prol da obtenção de uma meta. Trata-se muito mais da atitude de utilizar seu repertório pessoal para gerar benefícios ao negócio em situações de desafio. Ser competente é conhecer, saber fazer e querer fazer!
Para o sucesso das empresas é preciso entender que as competências individuais de seus colaboradores serão a base de seu próprio aprendizado.
Peter Senge
Segundo Peter Senge, um dos principais teóricos sobre o tema, existem cinco elementos primordiais que constituem o aprendizado nas organizações.
Seja qual for o tamanho da sua empresa, os caminhos da mudança passam necessariamente pelo fortalecimento das capacidades pessoais de seus colaboradores (Domínio Pessoal) e pela avaliação e melhoria contínua dos processos, dos métodos e da forma de pensar o ambiente da empresa como um todo (Modelos Mentais).
Engajamento da equipe em relação ao futuro com diretrizes e objetivos claros sobre onde se pretende chegar (Visão Compartilhada) e fazê-la perceber que a inteligência e capacidade do grupo pode ser maior que a soma de seus próprios talentos individuais (Aprendizagem Coletiva) fecham a equação para a criação do Pensamento Sistêmico.
Em vez de se verem como algo separado do mundo, as pessoas se percebem conectada a ele. No lugar de considerar os problemas como causados por algo ou alguém “lá fora”, enxergam como suas próprias ações criam os problemas que enfrentam. Essa é a compreensão mais sutil das organizações que aprendem.
Mais do que uma bonita expressão, atingir a maturidade do pensamento sistêmico e da aprendizagem coletiva requer que as pessoas percebem em si próprias a capacidade de moldar o futuro.


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
26 de agosto de 2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010

APROVEITE OS CONFLITOS

Passamos nossas vidas enfrentando conflitos. De brigas no jardim da infância por causa de um brinquedo até discussões sobre as roupas que nossos filhos querem usar ou o sabor da pizza que escolhemos para o jantar.
Conflito é o processo que se inicia no momento em que percebemos que alguma decisão afetou ou está prestes a afetar negativamente algo que damos importância. E quanto mais importância dermos a esse fato, mais intenso será o conflito.
No trabalho, colegas briguentos, clientes irritados ou chefes que dão broncas sem sentido são o suficiente para nos convencer que temos que aprender a enfrentar conflitos. Qual é a maneira mais correta?
Quando permitimos que os conflitos eclodam de forma negativa, eles podem minimizar a produtividade e prejudicar os relacionamentos das equipes. Contudo, em uma visão mais ampla, conflitos têm muitas funções positivas, pois podem ajudar a resolver problemas de uma forma mais criativa e a pesar nossas próprias convicções e argumentos. Conflitos resolvidos de forma positiva previnem a estagnação decorrente do equilíbrio constante da concordância, estimulam o interesse e a curiosidade pelo desafio, descobrem problemas e demandas à sua resolução.
Seja qual for o tipo de conflito em que nos envolvemos (metas, julgamentos ou normas) tendemos a reagir de maneira igual: assumindo uma posição que defina o nosso território e valide nossas convicções até que possamos entender e cooperar com o outro.
Se você deseja encontrar um caminho para administrar a situação e trazer resultados positivos, busque o caminho da colaboração. De nada adianta evitar ou acomodar as situações conflitantes como se elas não existissem. É preciso o interesse genuíno em atender aos anseios de todos os envolvidos, principalmente quando quisermos melhorar um relacionamento, quando os resultados forem muito comprometedores ou quando se deseja encontrar um consenso.
Para isso, escute ativamente todas as versões que envolvam o conflito, faça perguntas que revelem seu interesse e disposição em resolver a situação, expresse suas próprias preocupações, mas procure afastar seus próprios sentimentos sobre a situação. Fica mais fácil se você depositar toda sua atenção no presente e nos fatos, sem julgar ou tentar adivinhar os motivos da outra parte.
E, se você está administrando essa situação, lembre-se de assumir a responsabilidade pelo seu próprio papel no conflito e utilize a cooperação, a transparência e a assertividade como ingredientes indispensáveis.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
29 de julho de 2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

TOME A DECISÃO


Peter Drucker, mestre da administração, dizia “onde há uma empresa de sucesso, alguém tomou alguma vez uma decisão valente”.
Parece muito simples, mas como não somos robôs, nossas escolhas normalmente envolvem emoções. Cada uma das escolhas que um executivo realiza ao longo de seu dia envolve milhares de mensagens e idéias que rodopiam velozmente por sua mente.
Numa fração de segundos, a mente humana é capaz de revisar fatos, explorar sentimentos, estudar conseqüências, comparar opções com suas crenças e prioridades, considerar o que outras pessoas podem pensar e, só então, dar uma sugestão para determinado modo de agir ou reagir.
A teoria da tomada de decisão tem como objetivo minimizar o impacto dessas emoções e sistematizar uma forma de análise que considere a maior quantidade possível de variáveis que influenciem a escolha de uma alternativa em um problema. Envolve além de ousadia e coragem, uma boa capacidade de planejamento e método para levar a empresa ao resultado esperado ou ao mais próximo dele.
Decisões tomadas sem método e com pressa podem ter conseqüências que duram por toda a vida. Por isso, reconheça a situação (problema ou oportunidade) com clareza de detalhes. Essa etapa é crucial, pois se não for bem feita pode levá-lo a gastar tempo de análise inútil. Visualize o objetivo a ser alcançado de modo que possa ser quantificado ao final de sua decisão.
Elabore, então, alternativas de ação. E atenção: a palavra está mesmo no plural. É necessário que você encontre várias alternativas, pois se elas não existem, não há decisão a ser tomada. Avalie as vantagens e desvantagens de cada alternativa sendo sincero e crítico. Lembre-se que a coisa mais certa a ser feita não é, geralmente, a mais fácil.
Uma vez escolhida a decisão, é hora de implementá-la. Anuncie sua decisão a todos os envolvidos com confiança e de forma decisiva, pois caso contrário poderá ser despertado um sentimento de insegurança nos outros. Estabeleça um plano de ação e mãos à obra.
Avalie os resultados da decisão sistematicamente e com a consciência de erros podem acontecer. Caso aconteçam, tenha humildade em reconhecê-los, pois se os resultados não são os esperados, muitas vezes sai mais barato admitir o erro do que manter a decisão.
Se os resultados reais não se ajustarem aos planejados, é preciso que haja mudanças na solução escolhida, na sua implantação ou no objetivo original, se este for tido como inatingível.
Nunca esqueça que uma decisão não é um fim em si mesma, mas um meio para se conseguir um fim.

Esse é um otimo exemplo de como uma simples decisão pode mudar uma situação...

ANA MARIA MAGNI COELHO
Coluna de O Diário Empresarial
15 de julho de 2010

terça-feira, 6 de julho de 2010

GESTÃO DE "QUEM"

Sou entusiasmada pelo tema da gestão e acredito que ainda podemos avançar muito nesse terreno. Por que é preciso melhorar?
Porque antes de pensarmos em estratégias que preconizem o desempenho, resultados de venda ou de marketing é preciso avançar na crença de que empresas são, em primeiro lugar, compostas de pessoas. E de pessoas certas!
É claro que todas as empresas devem definir sua Missão (para que existem), sua Visão (onde desejam chegar) e seus Valores (pilares de atuação), mas terão mais sucesso aquelas que mais depressa se adaptarem, criarem vantagens nas adversidades, pensarem, imaginarem e se diferenciarem através das pessoas.
É tudo uma questão de estratégia! E estratégia envolve ter atitude e saber realizar escolhas.
A pergunta que lhes faço, então, é:

Será que máquinas, processos ou sistemas podem sozinhos definir a melhor estratégia para levar sua empresa ao sucesso?

Certamente, NÃO!
Os resultados de uma empresa dependem eminentemente das pessoas, da sua imaginação, do seu talento, da sua vontade de fazer acontecer aquilo que parece impossível. É o talento que dá a forma de como as coisas acontecem nas empresas, não o material de que as coisas são feitas. Talento vive no “quem” e não no “o que” deve ser feito para o sucesso.
Você saberia me dizer por que razão acabou a Idade da Pedra?
Seguramente não foi por falta de pedra; mas sim porque alguém tomou uma nova atitude a partir de uma idéia ou possibilidade criada para além da pedra, com o ferro ou o bronze.
Demonstra sabedoria maior aquele que pensa que sabe cada vez menos e que, ao perceber que uma "pedra" ou um conceito se eterniza nas empresas, foge da acomodação buscando sempre novas alternativas. Numa sociedade em que a informação é cada vez mais veloz e está amplamente acessível, a perenidade de conceitos sempre deve ser questionada.

Fazer gestão é, portanto, questionar e escolher!

Escolher as pessoas e os caminhos corretos que levem sua empresa ao sucesso. E cuidado, pois nesse caso a ordem dos fatores pode alterar muito o produto: comece por gerir as pessoas!
Auxilie cada um delas a render o máximo de seu próprio potencial. Pessoas precisam de líderes que lhes inspirem confiança, que se comuniquem com abertura e clareza, que tenham objetivos, que saibam corrigir erros e desvios, e que tenham sempre um plano “B” – exeqüível e correto. Líderes prontos a orientar através de feedbacks coerentes, que deleguem e não apenas fiscalizem e que respeitem seus colaboradores pelas responsabilidades que lhes são atribuídas e, conseqüentemente, assumidas.
Se você tem um ou quarenta colaboradores, faça desse seu próprio desafio.
E se quiser dar um passo além, lembre-se de gerir também seu tempo e de “quem” lhe ajuda a conquistar “o que” você deseja para a sua empresa evitando que as coisas urgentes passem à frente das importantes. Pessoas esperam líderes coerentes e com firmeza de propósito para que se sintam seguras a dar vazão aos talentos que possuem.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Caderno Diário Empresarial - O Diário de Mogi
08 de julho de 2010

quarta-feira, 2 de junho de 2010

DE LONGE TAMBÉM SE APRENDE


Imagine melhorar a gestão da sua empresa em um curso sem sala de aula, sem horário de entrada ou conversa no fundão. Professor, só pela tela do computador. E melhor: você estuda onde e na hora em que quiser. Sonho? É a mais pura realidade, basta ter um computador e acesso à internet.
A Educação a Distância (EAD) é uma modalidade educacional comprovadamente eficaz e que pode auxiliá-lo na ampliação de seus conhecimentos. Além de cursos de pequena duração, essa forma de mediação pedagógica também pode contribuir para outros processos de ensino e aprendizagem em que ocorra a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, bem como pessoas interessadas em interagir para o desenvolvimento de atividades educativas em tempos e lugares diversos.
O advento da internet e da web colaborativa trouxe novas possibilidades em EAD direcionando os brasileiros para uma nova forma de participação em cursos em geral (níveis Superior, Médio, Técnico e outros). Hoje é possível conceber um ambiente de aprendizagem virtual que sirva para auxiliar os educadores na tarefa de promover a busca pelo conhecimento aos alunos em diversos temas e disciplinas.
Mas se há muita disponibilidade na rede e parece simples e fácil participar, desistir também. Cursos de EAD funcionam muito bem para quem é organizado, tem concentração e disciplina para estudar, em casa ou no trabalho, sem necessitar do estímulo presencial de ninguém. Pela modalidade, o participante é impulsionado a raciocinar e tirar suas próprias conclusões sobre os temas. Mesmo que utilize seu tutor (nome que se dá ao professor de EAD), o conhecimento será solidificado pela sua própria prática, pois assim como nos cursos presenciais existem atividades, provas ou testes que irão avaliar seu empenho e aplicação, tanto nos encontros presenciais quanto nas visitas e atividades desenvolvidas na plataforma de internet.
Se hoje você não busca capacitação pessoal ou profissional em função de falta de tempo, que tal experimentar essa nova modalidade?
Planejamento, Mercado e Motivação de Equipes são alguns dos temas disponíveis no site do SEBRAE-SP para melhoria do seu negócio e se você investir algum tempo, pode descobrir inúmeras possibilidades de capacitação. Basta estar disposto a aprender um novo modo de aprender, afinal "a habilidade de aprender mais rápido que seus concorrentes pode ser a única vantagem competitiva sustentável." (Arie De Geus)

ANA MARIA MAGNI COELHO
Produzido para O Diário Empresarial
03 de junho de 2010

sexta-feira, 30 de abril de 2010

QUAL É A RELIGIÃO DA SUA EMPRESA?


"Os Santos não rezavam para Deus por instruções sobre o quê fazer. Os livros sagrados sempre foram muito claros sobre o quê era para ser feito. Mesmo assim, os Santos ajoelhavam todos os dias TODOS OS DIAS das suas vidas para rezar, e apesar das tentações diárias, eles conseguiam encontrar CORAGEM e FORÇA para fazer o quê era certo. O que você acredita não importa tanto quanto a maneira que você acredita e traduz essa crença em ações." Autor Desconhecido.


Querida(o) Amiga(o),

No princípio era o Verbo. Hoje é o Substantivo.

Imagine que todos os Seres Humanos que trabalham na sua empresa foram convocados para entrar um após o outro no confessionário do Big Brother, e responder a seguinte pergunta para o Brasil inteiro: Por que a sua empresa existe?

Qual seria a resposta de cada indivíduo?

Se cada Ser Humano que trabalha na empresa tiver uma resposta diferente para essa pergunta, você tem uma Cultura Corporativa.
Se TODOS os Seres Humanos tiverem a MESMA resposta para essa pergunta, você tem uma RELIGIÃO CORPORATIVA na sua empresa.

A palavra religião vem do latim religare que significa unir coisas para expressar uma mesma idéia. Unir pessoas diferentes que acreditam e agem sob os mesmos princípios. Muito mais do que uma Cultura Corporativa, todas as pessoas que trabalham juntas sob um mesmo teto, precisam de uma RELIGIÃO CORPORATIVA para se sentirem parte de algo muito maior do que elas mesmas e se apaixonarem pelo que fazem.

Enquanto houver uma cultura corporativa na empresa onde você trabalha, a prioridade será sempre o Substantivo.

Só haverá João, Maria, Produto X, Serviço Z, Escritório A, Escritório B, Fábrica C, Fábrica D, Cliente Legal, Cliente Chato. Só haverá pessoas egocêntricas que trabalham sozinhas como se fossem o centro do universo e o propósito de tudo. Desconectadas da visão, missão, valores, crenças e atitudes que poderiam beneficiar todo o grupo.

Enquanto não houver uma RELIGIÃO CORPORATIVA na empresa onde você trabalha, não haverá o Verbo. Não haverá Transformar, Renovar, Ser, Agir, Fazer, Acontecer, Amar, Evoluir, Revolucionar. Não haverá AÇÃO. Não haverá ALIANÇA.

Todos os dias, RELIGIOSAMENTE, em três diferentes horários, mais de vinte profissionais de diferentes departamentos de um grande jornal brasileiro, se reunem para discutir qual será a manchete da primeira página da edição do dia seguinte. Então por que nós não conseguimos nos reunir RELIGIOSAMENTE todos os dias em um mesmo horário para discutir sobre os resultados do dia de ontem?

Todo novo indivíduo contratado por uma das empresas mais admiradas do Brasil, é submetido RELIGIOSAMENTE, a um programa de integração que dura dois dias inteiros a respeito das crenças, atitudes e comportamentos esperados pela empresa. Esse programa de integração não é comandado por aqueles famosos vídeos corporativos com imagens vazias e músicas apoteóticas sobre o crescimento exponencial das vendas. O programa de integração é liderado pelo próprio Presidente e Vice-Presidentes da empresa, e o Indivíduo é proibido de iniciar em suas funções até que ele passe por essa integração. Então por que nós não conseguimos investir, RELIGIOSAMENTE, o nosso precioso tempo na iniciação de todo novo indivíduo que contratamos?

Todas as sextas-feiras logo após o almoço, RELIGIOSAMENTE, o Presidente de uma das maiores empresas do mundo, envia uma mensagem via e-mail para todos os seus funcionários, sobre a performance da empresa na semana que passou, as metas alcançadas, a evolução da visão estratégica da empresa, os desafios a cumprir na semana que se aproxima, além de sugestões para o final de semana. Então por que nós não conseguimos, RELIGIOSAMENTE, manter TODAS as pessoas informadas sobre os nossos sonhos, certezas, incertezas e tudo aquilo que um dia foi considerado secreto?

Todos os meses, no quinto dia útil, RELIGIOSAMENTE, uma média empresa de São Paulo reune TODOS os seus duzentos funcionários para um "culto" a relevância, ao esforço e a criatividade durante o mês que passou. Histórias de sucesso e episódios engraçados são relembrados e trechos de filmes de cinema são mostrados para ilustar os valores que o Presidente e seus Diretores exigem que os seus funcionários vivam TODOS OS DIAS. Os Santos da Empresa, aqueles que fizeram acontecer no mês que passou, são homenageados! Então por que nós não conseguimos, RELIGIOSAMENTE, celebrar TODOS OS MESES a vida que nós temos aqui?

A sua empresa NÃO PODE MAIS ser dirigida por uma Cultura Invisível! CHEGA DISSO!!!
A sua empresa PRECISA ser liderada por uma RELIGIÃO VISÍVEL!

Enquanto não houver uma Rádio FM (RELIGIÃO CORPORATIVA) na empresa, você estará dando espaço para continuar a existir a famosa Rádio-Peão (cultura corporativa). Você está feliz com isso?

POR QUE A SUA EMPRESA EXISTE?!?!

Eu espero que não seja para vender preços imbatíveis e anos de experiência. O mercado tem bastante espaço para milhares de empresas que vivem sob essa cultura; mas o coração e mente dos clientes e funcionários tem espaço apenas para empresas que vieram para enriquecer o mundo com propósito e paixão.

É preciso AJOELHAR e REZAR TODOS OS DIAS!!! Nada menos que isso interessa.

Texto original do site:
http://www.bizrevolution.com.br/

sexta-feira, 16 de abril de 2010

JAULA DE FERRO


Ultimamente nada escapa à burocracia!
Em busca da garantia da máxima eficiência possível no alcance dos objetivos, a burocracia se desenvolveu dentro da administração capitalista como um modelo de organização racional capaz de caracterizar todas as variáveis, processos e comportamentos dos sistemas humanos ou empresariais.
Max Weber, o sociólogo que melhor estudou essa questão, já previa que burocratas frios e calculistas criariam sistemas cujo funcionamento burocrático se daria tal qual uma máquina de relógio e sua “profecia” foi validada na medida em que a ordem econômica criou condições e estruturas unicamente ligadas às condições técnicas e econômicas da produção e abriu abismos entre quem define e quem cumpre as regras.
Talvez, explique-se assim a tensão permanente entre os quadros administrativos das organizações e o lado mais obscuro da burocracia: o cultivo de uma cultura de poder que envolve subordinação e absolutismo.
Para as chefias burocráticas, colaboradores mais ousados são diletantes e incomodativos. A criatividade, o inconformismo, a dúvida e, muitas vezes até mesmo o compromisso com a ética são desestimulados em favor das regras e de uma postura tolerante e conivente com a lógica burocrática vigente.
Vem daí a percepção de que a burocracia é prejudicial às organizações, pois além de impor um ritmo lento na tramitação de documentos, resistirem às mudanças e centralizarem o poder, organizações burocratas podem aprisionar o homem moderno no que Weber identificava como “a jaula de ferro".
Mas será que escapar à jaula é uma atitude para qual estamos efetivamente prontos? Simplesmente quebrar suas grades dar-nos-ia condições de real liberdade?
Enquanto permanecem presas à jaula de ferro, as pessoas sentem-se seguranças e têm a certeza de conhecer o sistema e poder movimentar-se nele. A “jaula” cria identidade e faz da empresa um ambiente altamente seguro.
A total desintegração da burocracia e do capitalismo tradicional traria consigo o fim do emprego vitalício, o desaparecimento de carreiras especializadas e conseqüentemente, a sensação de estarmos todos à deriva. E estando à deriva, o mercado se fragmenta, crescem as desigualdades, a sociedade perde suas referências...
Por isso, comete um equívoco aquele que pensa que pode eliminar a burocracia. Ela é vital para a manutenção das organizações modernas, sejam elas públicas ou privadas, desde que se legitimem processos corretos e considere as pessoas e seus conflitos como esferas também a serem administradas.
Por mais paradoxal que possa parecer, o exercício da democracia não pode se abstrair da burocracia, afinal sem regras e sem identidade, as pessoas não criam raízes. Sem raízes, não se criam vínculos nem redes de relacionamentos. Sem relacionamentos, as pessoas não se articulam e não se defendem da impessoalidade de regras que devem, em sua essência, promover a igualdade de todos os cidadãos.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
17 de abril de 2010

sexta-feira, 2 de abril de 2010

DESCULPAS ADIANTAM?


Ninguém quer saber por que você não fez o que disse que faria – se não fechou o acordo, não despachou um produto, não fez projeções, não cumpriu seu orçamento ou seu prazo, não manteve seu cliente ou não aumentou os lucros; não invente também uma desculpa!
A única coisa pior do que não cumprir sua palavra é colocar a culpa em alguém ou em uma situação. Por exemplo, você acha que pode culpar a chuva por perder a hora de um compromisso importante ou deixar de entregar um relatório por que a luz faltou bem no momento que você iria imprimi-lo?
Pense: se havia alguém esperando você no compromisso e a chuva era uma condição igual para todos, a culpa do seu atraso é da chuva ou você não dimensionou bem o seu tempo? E o relatório? Considere que o seu colega da mesa ao lado tenha entregado o relatório dentro do prazo, a falta de luz não deveria tê-lo afetado também?
Nessas situações, o que quer que você diga, a impressão para quem ouve você é mesma desculpa da época do segundo grau quando você dizia ao seu professor “Meu cachorro comeu a minha lição de casa”.
Desculpas nada mais são do que justificativas para fatos da vida real. Nada justifica o fato de você deixar de fazer algo que você mesmo disse que era capaz de fazer.
As empresas normalmente têm poucos funcionários, muito trabalho, muita pressão, investimento e leis ruins ou falta de controle. Então, evite desculpas que indiquem “pouco” ou “muito”, que culpem “situações ou coisas ruins” ou a falta de alguma coisa, pois você não estará levando nenhuma nova informação para o seu superior. Esse é mesmo o mundo corporativo.
Além disso, muito cuidado com as desculpas de ordem pessoal: o pneu furou, o ônibus atrasou ou a chuva causou trânsito, bem como com as desculpas mais modernas como vírus no computador, arquivos corrompidos, celular sem sinal. Elam mostram apenas sua falta de planejamento ou o pouco compromisso com a tarefa a ser realizada.
Coisas acontecem, mas essas coisas podem e devem ser evitadas com um bom planejamento. Caso contrário, são apenas desculpas para o fracasso e para as falhas que você tem cometido.
Existem apenas duas razões reais que podem impedir você de realizar aquilo que você mesmo se compromete: suas escolhas e prioridades ou desastres e catástrofes.
Do contrário, assuma que as coisas deram errado, trate as conseqüências com honestidade e serenidade e supere os problemas. As pessoas mais valorizadas são as que assumem seus erros e não usam desculpas.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
03 de abril de 2010

terça-feira, 30 de março de 2010

ESTRATÉGIA E EXECUÇÃO


Quantas vezes você já participou de alguma reunião em que seriam discutidas as estratégias empresariais para conquistar novos mercados ou para desenvolver novos produtos? E, de todas essas reuniões, em quantas delas todos pareciam concordar com a estratégia, mas depois de um tempo você teve a sensação foi de que nada do combinado aconteceu?
Qual é a resposta para isso? Gestão da execução.
Embora as empresas estejam muito direcionadas a construir estratégias, seu maior problema não são suas metas, mas sim o controle e monitoramento de sua implementação. Nessas famosas reuniões normalmente gasta-se muito tempo discutindo temas de alta abrangência, mas não existe um debate mais profundo sobre os meios de executar as propostas. Poucas pessoas expõem seus receios e muitas deixam o projeto do qual não gostam ou não contribuíram sofrer uma morte bem lenta no decorrer do tempo e esquecem o valor da estratégia.
Se você julga esse comportamento pouco profissional, entenda que na verdade, o problema está na ausência do enfoque nos “comos” a estratégia poderia tornar-se real. Pensar na execução, portanto, é mais do que uma questão tática ou operacional, é tarefa primordial de um bom gestor.
Você jamais conseguirá elaborar uma estratégia adequada se não tiver certeza de que sua empresa tem ou pode conseguir o que é necessário para executá-la, incluindo os recursos certos e as pessoas certas. Se tiver dúvidas sobre a capacidade da sua empresa em executar suas próprias estratégias, repense os modelos que vem sendo propostos, verifique a clareza na definição dos papéis e responsabilidades, incentive a motivação dos seus colaboradores, proponha processos de recompensas e examine as formas em que todos podem trabalhar em torno do objetivo comum.
Qualquer dúvida, em qualquer uma dessas esferas, pode colocar em cheque a proposta de execução de sua estratégia. Afinal, as pessoas imitam seus líderes e se você mesmo resistir ou não acreditar em seu plano de execução, o sucesso do plano ficará prejudicado. Não adianta construir os melhores planos, nem a melhor metodologia, caso seus colaboradores não estejam dispostos a colocá-los em prática. Lembre-se que são pessoas que participam daquelas reuniões de sua empresa. Qual é ao resultado que você quer que elas atinjam? Como sua estratégia não será apenas uma ata ou um bonito mapa na parede?
Empenhe-se na definição de objetivos ou métricas operacionais de curto prazo com indicadores claramente definidos de modo que se relacionem de forma lógica e consistente com seu negócio e com a maneira em que sua empresa planeja concorrer no mercado. Se você não traduzir a estratégia em passos concretos de ação, as grandes idéias serão inúteis e as pessoas não conseguirão se mobilizar em sua realização.
Para uma boa tradução leve em conta as principais variáveis e decisões da empresa; componha um plano conceitual, mas também operacional, que seja lógico e com utilidade, sistêmico e seqüencial; e também que permita a criação de modelos de mudança e adaptação. Um plano dinâmico que permita feedback, acompanhamento, avaliações e replanejamento. Um plano que considere as questões-chave que estão por trás da estratégia e as metas intermediárias para sua consecução. Ter metas de longo prazo é excelente para determinar para onde você pretende levar sua empresa, mas pensar no curto prazo é positivo quando queremos monitorar a execução.
E sem execução, qualquer idéia inovadora se desfaz, o conhecimento não se transforma em aprendizagem, as pessoas não cumprem suas metas e o sonho estratégico acaba ao toque de despertar.


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
02 de abril de 2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

PESSOAS EM REDE


Você acredita que pode ignorar as redes sociais ou que esse é mais um modismo da atualidade?
Justamente por ter o meu perfil disponível em várias plataformas sociais, muitos empreendedores têm me perguntado sobre a melhor forma de inserirem suas marcas e divulgarem seus produtos através dessa ferramenta.
Assim como tudo que diz respeito à gestão, não existe uma receita a ser seguida por todos. Ingressar em qualquer rede social requer das empresas um novo entendimento sobre o relacionamento empresa, cliente e colaborador assim como ciência de que será impossível interagir com todo mundo. Por isso, é preciso capacidade e discernimento para a tomada de decisões, entre elas selecionar onde e com quem sua empresa quer se relacionar. E muitas vezes, será necessário também que a empresa reinvente suas próprias relações de poder, pois ou o dono da empresa assume a responsabilidade em ser o porta-voz de tudo o que for escrever na web, ou ao ingressar nas teias das redes sociais, assume a necessidade de construir novas relações internas que exigem a abdicação do controle e a urgência na velocidade de respostas e decisões, pois caberá ao representante da empresa a tarefa de atualizar seu blog ou responder suas mensagens no twitter, e ele necessitará de “voz” e confiança.
Por isso, se quiser entrar na rede, você precisa passar a confiar nas pessoas e reconhecer que nesse novo contexto, seus consumidores e seus funcionários também têm poder e podem auxiliá-lo a planejar e criar uma estrutura para manter sua marca em uma rede social. Isso permitirá que sua empresa encontre modos diferenciados para interagir e medir o que está acontecendo com seus clientes e concorrentes.
Independente da plataforma que for escolhida, o mais importante é perceber esse novo espaço como novos meios de relacionamentos que sua empresa passa a cultivar e não apenas como novas tecnologias.
As conversas nas redes tornam a relação entre empresas e clientes mais humana, diminuindo o tom corporativo e formal. Você é obrigado a concordar que é muito mais interativo falar diretamente com o diretor de um produto do que ler um press release ou receber um e-mail marketing, certo?
Entretanto, até pouco tempo atrás, quando se pensava em relações com o cliente, essa conversa seria inconcebível e a estratégia se restringiria ao lançamento de campanhas ou boas peças publicitárias.
Hoje, ganha mais a empresa que conseguir ter relações contínuas com seus clientes por meio da confiança conquistada em rede, sem interrupções e sem vínculos à campanhas específicas.
Afinal, sua empresa falando dela mesma não basta, é preciso que os outros também falem!
Pense que nunca o consumidor esteve tão perto da sua marca. Uma simples frase no twitter ou um vídeo inserido no youtube pode construir ou destruir anos do seu trabalho. E isso vale para qualquer tipo de serviço ou para qualquer porte de empresa. Por isso, é melhor que você esteja por lá para poder se relacionar.
E ainda que sua empresa opte por não estar engajada nesse mundo em rede, ao menos precisará acompanhar o que esta acontecendo por lá: quais os temas e os comportamentos mais disseminados, pois se as necessidades de seus clientes mudam constantemente, eles verbalizam isso nas redes e você deverá estar apto à atende-las.
Pense em quantos clientes gostariam de conversar com os negócios e marcas que passaram a amar. Ou até mesmo em quantas reclamações você poderia evitar ou transformar em excelentes oportunidades para engajar e cultivar a lealdade de seu publico.
Lembre-se que ao oferecer atenção ao seu cliente nas redes sociais, você pode conquistar embaixadores e evangelizadores de sua marca. Basta lembrar a eleição de Barack Obama ou acompanhar as votações dos paredões do Big Brother Brasil. É incrível a capacidade e o poder que as redes sociais têm para influenciar o comportamento das pessoas.
Por isso, encontre seu espaço e escolha onde você deseja estar. . Defina a linguagem e a imagem que pretende construir nas redes.
Essa é mesmo uma onda sem volta... Eu não ficaria de fora!


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
27 de março de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

VIVA SUA NOVA HISTÓRIA

O tema gestão de mudanças tem sido recorrente em seminários voltados a executivos ou donos de negócio e parece ser mais um modismo da gestão moderna. Na verdade, mudança nada mais é do que a passagem de uma situação para outra, de entender a sua velha história para determinar que páginas você ainda espera escrever. Envolve um único desejo: aprender a ser, ver e fazer coisas de modo diferente.
Parece aparentemente simples, mas envolve mudança de modelos preconcebidos e construção de novas histórias em que haja a convergência e a interação complexa entre capital humano, inovação, flexibilidade e resultado pretendido. Ter foco nos objetivos, traçar metas e desenvolver um plano de ação direcionado a esse novo modelo facilita o processo de convergência e permite que as pessoas alavanquem seu reposicionamento mental, pessoal e profissional. Ter ações claramente definidas traz determinação para converter as intenções em realidade.
Se uma empresa, ou até mesmo você, deseja efetivamente mudar não adiantará apenas querer. Será preciso criar ações! Afinal, apenas aquilo que as pessoas acreditam e praticam pode transformar seu próprio comportamento.
Comece encarando a verdade! Faça perguntas do tipo: onde sua empresa ou você está agora?, por que é preciso mudar?, qual é a força que te impulsiona e a sua missão?
Procure desenvolver a capacidade de olhar para o futuro analisando fatos e tendências, mas de trabalhar no presente e engajar as pessoas na formulação e construção de sua nova história. Isso desenvolverá o compromisso de co-responsabilidade com a viabilização do que ainda está por vir. Afinal, se as pessoas puderem opinar sobre o que vai mudar e como isso irá acontecer, será mais difícil que elas resistam às suas próprias idéias.
E resistir é natural. As pessoas não fazem isso para serem as “ovelhas negras”, mas sim porque muitas vezes não sentiram a necessidade efetiva de abrir mão de sua atual situação para lutar por uma nova visão. Mudar é sempre difícil, mas pode ser também delicioso!
Lembre-se que a realidade humana é tecida por contradições inevitáveis e que os conflitos, até mesmo os mais internos, são uma parte inseparável do dinamismo da transformação. Ainda que possa doer, se a mudança levar sua empresa ou você para um patamar mais próximo de sua missão, não deixe para amanhã! Trabalhe pela sua missão com a força de quem tem os dias contados!
Ana Maria Magni Coelho
Publicado em O Diário Empresarial
19 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

SAMBA NA ECONOMIA


O brasileiro é realmente um privilegiado em termos de festividades, pois logo após as festas de final de ano vem o Carnaval, uma das maiores festas brasileiras e que já faz parte da cultura nacional.
Tendo como "comissão de frente" a eterna alegria do nosso povo, o evento pode ser considerado um legítimo abre-alas da indústria do turismo e deve ser lembrado por outro importante quesito: o empreendedorismo que envolve seus organizadores.
Uma verdadeira rede de negócios está estruturada em paralelo à folia, com um mercado de bens e serviços difícil de ser quantificado pelos que sonham em descobrir o volume real de dinheiro movimentado nos dias de festa.
O gigantismo é um atestado inegável do sucesso, que só é possível graças a muita competência e capacidade empreendedora de todos os envolvidos, temperadas com uma boa dose de ousadia, criatividade e inovação que transformam sonhos do papel em realidade.
Ao longo do ano, são realizadas várias reuniões para definir enredo, contratações (muitas a peso de ouro) de carnavalescos e técnicos, horas dedicadas ao desenho das alegorias e adereços, definição de alas, carros alegóricos e componentes. Além de muita análise dos resultados do desfile e das notas atribuídas a cada um dos quesitos no ano anterior.
Consegue perceber a semelhança desse agito com o mundo coorporativo? Análises comparativas, estudos preliminares, contratações, planejamento. Pois é, as escolas de samba são representantes de uma grande indústria, a indústria da alegria!
E como indústrias, algumas escolas já perceberam a necessidade da profissionalização de seus processos de gestão, da melhoria da qualidade de seu atendimento e das possibilidades de ampliar suas oportunidades de negócios e criar alternativas empreendedoras de geração de renda.
Carnaval, turismo e negócios são destaques de um mesmo carro alegórico onde eficiência e eficácia, receitas e custos, controle e qualidade são atributos de um desfile que deve atender ao deslumbramento de turistas, aos interesses públicos para arrecadação de impostos e taxas, aos interesses privados de rentabilidade e marketing e aos interesses institucionais das escolas de samba, que devem preservar e resguardar a euforia dos passistas, a tradição do grêmio e a glória de sua instituição.
Nesse carnaval, você que é empreendedor, preste atenção às valiosas lições desse espetáculo de alegria e sucesso!

Ana Maria Magni Coelho
Publicado em O Diário Empresarial
12 de fevereiro de 2010

sábado, 12 de dezembro de 2009

O VALOR DO CONHECIMENTO


Você ainda acredita na máxima: conhecimento é poder? Se a sua resposta for sim, saiba que você faz parte da camada mais obsoleta da gestão empresarial.
Para as organizações do século 21, onde conhecimento é o principal ativo não financeiro, compartilhamento é um fator chave para proporcionar vantagem competitiva real e criar a base de uma inteligência empresarial com diferenciais difíceis de serem copiados pela concorrência. Por isso, dispensar parte do seu tempo para conhecer seus próprios ativos intelectuais é uma tarefa que você deve realizar o quanto antes.
Adquira a consciência do que você sabe que sabe, do que você não sabe que sabe e principalmente do que você não sabe, mas precisa saber. Só assim será possível alavancar novas competências essenciais ao sucesso do seu negócio e alinhar sua equipe estrategicamente. Afinal, nem mesmo as empresas que possuam os melhores profissionais do mercado, conseguem sobreviver se não mobilizarem seus colaboradores em torno de objetivos organizacionais alinhados às aspirações ou potenciais individuais. O valor de cada colaborador está no índice de plenitude que ele consegue trazer ao seu negócio.
E cuidado: selecionar apenas pessoas que "saibam muito" sobre alguma coisa não muda nada. É preciso que haja um alinhamento à sua proposta de gestão para que os resultados apareçam e sejam traduzidos efetivamente em redução de erros, decisões mais fundamentadas, aumento da inovação, melhoria do ambiente de trabalho, e, claro, mais lucratividade.
É preciso criar um ambiente onde o poder esteja nas relações e não na quantidade de informações que cada um possui sozinho. Essa é a essência da gestão do conhecimento, mas infelizmente, muitos ainda não se deram conta de que, pelo fato do conhecimento ser essencialmente humano, não é possível realizar sua gestão sem mergulhar no oceano da humanidade.
Quebrar a máxima “conhecimento é poder” é quebrar a primeira e mais importante barreira cultural que as organizações possuem e que limitam o compartilhar e o conviver. Por isso, transforme a gestão do conhecimento em exercício efetivo através de processos como benchmarking, narração de melhores práticas, banco de idéias ou comunidades de prática.
Empresas que assumem esse desafio ganham em rapidez, inovação, redução de custos, aumento da produtividade e melhora do clima organizacional.
E você o que ganha com isso? Profissionais adaptados a este novo paradigma organizacional ganham pontos, pois estarão mais bem preparadas para a ascensão profissional dentro (ou, por opção própria, fora) da empresa.
Os resultados são bons para todos!
Ana Maria Magni Coelho
Publicado em O Diário Empresarial
11 de dezembro de 2009

domingo, 20 de setembro de 2009

ÉTICA EMPRESARIAL


Ética é uma dessas coisas que muitos falam e poucos sabem explicá-la. Grandes pensadores da Grécia – Sócrates, Platão e Aristóteles já salientavam a dificuldade de conduzir reflexões sobre o comportamento e a moral. Então, quem sou eu para em poucas linhas tentar explicá-la?
Espero apenas fazê-lo refletir sobre como o comportamento das pessoas é afetado por condições éticas que influenciam a economia e as relações de poder e o empenho de colaboradores, parceiros e clientes nas empresas.
Imagine a situação de um consultor que recebe uma boa idéia de seu time de trabalho e leva à diretoria. Esta se entusiasma pelo projeto e pergunta de quem foi a idéia. O consultor fala a verdade ou aproveita a oportunidade para se promover?
A inadequação de um comportamento auto-interessado pode ser grave quando dá ênfase a direitos e liberdade que são próprios e desconsideram o outro e suas verdades. É claro, que pessoas são livres para empenhar-se por seus direitos e assim também é a micro e pequena empresa. Contudo, é preciso reconhecer a existência de direitos além dos seus.
Aos poucos, a sociedade selecionará “o joio do trigo” e perceberá as empresas que adotam planos e códigos de ética em seu planejamento estratégico e aquelas que sobrevivem na ética da conveniência. O consumidor, cada vez mais, busca uma corporação ética, pois além de seu direito estar assegurado, estará também garantindo seus sonhos e desejos atendidos.
Destaco que a obrigação ética de uma empresa não pode ser confundida com sua obrigação legal de pagar impostos e salários, pois nem sempre o que é de interesse do Estado é também e igual do social, de seus colaboradores e seus parceiros.
Gerar dividendos, atender acionistas e ser ético pode denotar ambigüidades profundas e alguns problemas complexos que passam desde caráter até vontade. Todos desejam o êxito em seus negócios, mas para isso não é necessário agredir, transgredir e usurpar os outros para alcançar objetivos e ganhar visibilidade.
A ética da sociedade e a ética empresarial são inseparáveis. Algumas vezes indistinguíveis. As preocupações diárias com a eficiência, competitividade e lucratividade, não podem prescindir de um comportamento ético. Dever-se-ia pensar na ética todos os dias, em todas as horas, na hora de eleger, na hora de pagar propina, na hora de jogar um lixo na rua, na hora de escolher seus colaboradores. Empresas devem entender que ética não é qualidade; é obrigação, é a sua reputação no mercado!
Por isso, mesmo que ambíguo ou dualista, acredito que o argumento em favor de aproximar economia à ética não pode depender da facilidade de consegui-lo, deve ser um exercício de todos nós fundamentado no mérito das recompensas futuras.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em 19 de setembro de 2009

E para refletir um pouco mais... Um vídeo que fala de nossa confiança sendo colocada à prova... Só de sacanagem, esse é mesmo o meu modo de ser: MAIS HONESTA EU VOU FICAR! Minha esperança é imortal... Se não podemos mudar o começo, está em nossas mãos, mudar o final!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

COMPROMISSO SOCIAL TAMBÉM É COMPETITIVIDADE


Trabalhar pelo bem-estar da comunidade deixou de ser atribuição exclusiva de governos e organizações não governamentais para tornar-se também responsabilidade das empresas privadas. Antes, bastava oferecer bons produtos, atender com qualidade e lidar com os fornecedores de forma ética. Hoje, as exigências são outras. Respeito à comunidade e ao meio ambiente e uma política de recursos humanos para atender efetivamente os funcionários fazem parte da denominada Responsabilidade Social Empresarial.
Essa responsabilidade não se resume a apenas tomar ciência do seu entorno, mas em agir de forma ativa para transformar as pessoas e a própria relação com a comunidade no contexto social e cultural.
A gestão estratégica da Responsabilidade Social Empresarial configura-se como elemento central na corrida pela competitividade. Sua prática é uma arma poderosa para fortalecer a imagem corporativa, tornar a empresa reconhecida e conquistar maior lealdade do consumidor. Mas cuidado, pois desenvolver programas para divulgar a empresa ou como forma compensatória não traz resultados sustentáveis ao longo do tempo.
Trata-se de um processo de aprendizagem, que envolve mudança de comportamento e uma nova cultura gerencial. Uma empresa é socialmente responsável quando responde pelos efeitos sociais e ambientais de suas atividades, multiplica os efeitos positivos de seus negócios e tem o planejamento focado para a gestão de pessoas e para o ambiente. Caso contrário, e por mais avançada que seja a gestão de processos operacionais, sua sustentabilidade será caracterizada por instabilidades, como perda de mercado e tendência ao desaparecimento. É com responsabilidade social que a empresa produz a verdadeira distribuição de renda e a melhoria continuada do padrão de vida dos colaboradores e do meio em que atua.
É fato que através de ações filantrópicas, muitas empresas exercem um papel assistencial importante na comunidade, mas essas ações ainda ocorrem de forma esporádica e sem planejamento ou orçamento prévios. Responsabilidade social significa compromisso social e não filantropia.
Felizmente, nessa semana, conheci projetos consistentes que têm compromissos com as questões sociais no Alto Tietê e com ações empresariais internas e externas apoiadas em três pilares: valorização dos funcionários, respeito ao ambiente e contribuição para o desenvolvimento das comunidades em que atuam.
Hoje, 74 % das MPEs realizam pelo menos uma ação social em um ano, embora ainda predominem as ações filantrópicas. Estou certa que a Responsabilidade Social não é uma moda passageira e sim uma tendência irreversível. Aqueles que ignoram essa tendência perderão o bonde da transformação corporativa, que há muito trilha novos caminhos.


Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 29 de agosto de 2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

REALIZAR SONHOS

Muitas vezes, falamos que ser empreendedor é ter a capacidade de realizar sonhos e se esses sonhos envolvem a geração de um novo negócio, o desafio está na criação de uma nova pergunta: que sonhos você tem oferecido ao seu cliente?
Uma empresa normalmente começa pelo sonho de seus acionistas. Sonhar com um produto diferenciado, atendimento impecável, custos competitivos, velocidade de resposta e vantagens competitivas notáveis faz parte do dia a dia da maioria dos negócios; mas o grande diferencial da atualidade está na capacidade de entender o que o seu cliente vem sonhando.
Para isso é preciso ter o cliente como centro do seu planejamento estratégico, como a efetiva razão de ser do seu negócio. E clientes podem ser as pessoas físicas, as organizações público ou privadas ou as instituições sem fins lucrativos que estejam dispostas a se relacionar com você e compartilhar seus próprios sonhos com os da sua empresa.
Em um plano de negócios, buscamos identificar o tamanho e potencial dessa clientela, onde ela está localizada, seus hábitos de consumo e a importância que conferem àquilo que pretendemos oferecer.
Mas existem coisas que vão além! O seu posicionamento no mercado fará com que o consumidor entenda o lugar efetivo da sua empresa, afinal ele não é apenas o sonho que você oferece realizar, mas sim como o cliente percebe e situa a sua proposta frente à proposta dos seus concorrentes?
O que é bom para o cliente hoje, amanhã pode não ter a mesma importância. As pessoas estão cada vez mais exigentes, diferentes e extravagantes. A falta de tempo, o excesso de pressão e de tarefas, a grande oferta de alternativas e o excesso de produtos disponíveis traz confusão às mentes do consumidor e oportunidades para empresas que souberem identificar o que, em alguns casos, nem o próprio cliente ainda sabe que deseja.
Impossível?!? Certamente não, isso é apenas uma equação da própria complexidade humana. Complexidade que merece uma abordagem focada na EXPERIÊNCIA DO CLIENTE, nas emoções. É necessário entender as razões, os valores, as expectativas, o momento que traz um cliente a se relacionar com você. Talvez seja no entendimento do momento que você consiga oferecer a melhor solução para o seu cliente.
Que tal deixar o seu negócio realizar sonhos que vão além dos seus?
Para isso, entenda que o seu negócio começa e termina com o seu cliente; lembre-se que clientes não são iguais e mudam ao longo do tempo; mantenha seus clientes atuais dedicando mais tempo a conhecê-los; e entenda o valor que cada cliente possui pra você
O resto certamente virá com o sucesso de uma gestão dedicada e integrada entre você e a razão de sua empresa existir.
Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 22 de agosto de 2009