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terça-feira, 6 de julho de 2010

GESTÃO DE "QUEM"

Sou entusiasmada pelo tema da gestão e acredito que ainda podemos avançar muito nesse terreno. Por que é preciso melhorar?
Porque antes de pensarmos em estratégias que preconizem o desempenho, resultados de venda ou de marketing é preciso avançar na crença de que empresas são, em primeiro lugar, compostas de pessoas. E de pessoas certas!
É claro que todas as empresas devem definir sua Missão (para que existem), sua Visão (onde desejam chegar) e seus Valores (pilares de atuação), mas terão mais sucesso aquelas que mais depressa se adaptarem, criarem vantagens nas adversidades, pensarem, imaginarem e se diferenciarem através das pessoas.
É tudo uma questão de estratégia! E estratégia envolve ter atitude e saber realizar escolhas.
A pergunta que lhes faço, então, é:

Será que máquinas, processos ou sistemas podem sozinhos definir a melhor estratégia para levar sua empresa ao sucesso?

Certamente, NÃO!
Os resultados de uma empresa dependem eminentemente das pessoas, da sua imaginação, do seu talento, da sua vontade de fazer acontecer aquilo que parece impossível. É o talento que dá a forma de como as coisas acontecem nas empresas, não o material de que as coisas são feitas. Talento vive no “quem” e não no “o que” deve ser feito para o sucesso.
Você saberia me dizer por que razão acabou a Idade da Pedra?
Seguramente não foi por falta de pedra; mas sim porque alguém tomou uma nova atitude a partir de uma idéia ou possibilidade criada para além da pedra, com o ferro ou o bronze.
Demonstra sabedoria maior aquele que pensa que sabe cada vez menos e que, ao perceber que uma "pedra" ou um conceito se eterniza nas empresas, foge da acomodação buscando sempre novas alternativas. Numa sociedade em que a informação é cada vez mais veloz e está amplamente acessível, a perenidade de conceitos sempre deve ser questionada.

Fazer gestão é, portanto, questionar e escolher!

Escolher as pessoas e os caminhos corretos que levem sua empresa ao sucesso. E cuidado, pois nesse caso a ordem dos fatores pode alterar muito o produto: comece por gerir as pessoas!
Auxilie cada um delas a render o máximo de seu próprio potencial. Pessoas precisam de líderes que lhes inspirem confiança, que se comuniquem com abertura e clareza, que tenham objetivos, que saibam corrigir erros e desvios, e que tenham sempre um plano “B” – exeqüível e correto. Líderes prontos a orientar através de feedbacks coerentes, que deleguem e não apenas fiscalizem e que respeitem seus colaboradores pelas responsabilidades que lhes são atribuídas e, conseqüentemente, assumidas.
Se você tem um ou quarenta colaboradores, faça desse seu próprio desafio.
E se quiser dar um passo além, lembre-se de gerir também seu tempo e de “quem” lhe ajuda a conquistar “o que” você deseja para a sua empresa evitando que as coisas urgentes passem à frente das importantes. Pessoas esperam líderes coerentes e com firmeza de propósito para que se sintam seguras a dar vazão aos talentos que possuem.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Caderno Diário Empresarial - O Diário de Mogi
08 de julho de 2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

DESCUBRA-SE!

Falar em desenvolvimento de competências nas organizações não é mais um assunto apenas das áreas de recursos humanos. Novas metodologias e tecnologias têm impulsionado pessoas e empresas a (re)descobrirem seus processos de acordo com necessidades próprias que podem ser atendidas por diferentes tipos de metodologias.
Algumas empresas têm recorrido às consultorias e treinamentos, outras a processos de mentoring ou counselor e muitas encontraram no coaching a saída que buscavam para transformar potencial em competência.
Se você nunca ouviu falar em nenhuma dessas ferramentas, deve estar se perguntando: “que sopa de letrinhas é essa?”
Para deixar as coisas um pouco mais claras e direcionar o assunto da coluna de hoje, o melhor é entender o que não é coaching:
Coaching não é terapia, pois tem foco do presente para o futuro desejado e não na resolução dos problemas do passado.
Coaching não é consultoria, pois não há a intenção de estudar os processos de funcionamento da empresa, ver o que funciona ou não e trazer soluções de melhoria.
Coaching não é mentoring, onde normalmente o tutor tem experiência no funcionamento de determinado assunto e serve como referência oferecendo dicas e instruções para que o aprendiz encontre o melhor caminho.
E, por fim, coaching não é programação neurolinguística (PNL), cujo foco está na limpeza dos problemas emocionais do cliente buscando uma reestruturação rápida de seus registros do passado para que mudem o pensar no presente.
O que é, então, o processo de coaching?
Coaching é um processo de desenvolvimento de competências! Trata de formar líderes e talentos que por suas carreiras levem as organizações para um futuro que, além de desconhecido, será bem diferente do presente e do passado. Qualquer habilidade comportamental que seja necessária ao atingimento dessa meta no futuro é foco do processo de coaching.
A idéia principal não está em criar dependência, mas sim empoderamento, pois identificadas as competências e comportamentos necessários, as pessoas podem solucionar os problemas na medida em que eles aparecem, sem se deixar paralisar por crenças ou modelos do passado. Afinal, a vida não se interessa pelas nossas desculpas, certo? Só fará a diferença quem conseguir se assumir como o único responsável pelas suas escolhas e pela sua vida!
Isso é difícil? Dá trabalho? Leva tempo? Se você estiver realmente disposto não importa, o que importa é que vale a pena!
O processo irá auxiliá-lo a “fazer acontecer” desde que você saia de sua zona de conforto e encontre em si mesmo as respostas que procura obter. Quando buscamos no outro a melhor forma de agir, até conseguimos repetir o modelo, mas ficamos no “raso” e não na essência da mudança comportamental.
Já dizia Galileu Galilei, “você não pode ensinar algo a um homem. Você pode somente ajudá-lo a descobrir sozinho”


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
22 de janeiro de 2010