Mostrando postagens com marcador gestão do conhecimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gestão do conhecimento. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

INTELIGÊNCIA COMPETITIVA


Com a globalização e o acelerado nível de geração de informações, as empresas estão sendo obrigadas a repensar seus modelos básicos de gestão na busca de maior competitividade. Não dá mais para cuidar apenas da porta pra dentro. É preciso olhar também o que acontece da porta pra fora!
Por isso, dados e informações precisam estar organizados de forma prática e acessível para auxiliar qualquer um dentro da empresa a tomar uma decisão no momento mais apropriado.
Já parou para pensar na quantidade de informações disponíveis hoje a cada integrante da sua equipe?
É preciso um mecanismo de classificação do que é realmente importante para o desenvolvimento do seu negócio. Um processo capaz de monitorar tecnologias, legislação, concorrência, tendências, nichos de mercado, dentre outros temas de seu setor ou território.
Parece impossível para uma pequena empresa, mas não desanime.
Se na sua empresa os indicadores do dia‐a‐dia prevalecem sobre os de longo prazo, em breve perceberá que resultados consistentes precisam considerar o cenário global e os impactos da concorrência.
Processos de geração de conhecimento e análise de cenário possuem um enfoque e impacto diferentes dos processos tradicionais de negócio. Todos devem estar preparados quanto às mudanças culturais e estruturais para que as atividades a serem desenvolvidas não sejam mal-interpretadas, nem interrompidas. Só assim será possível lidar com a complexidade e os sinais da ambiência interna e externa.
Entretanto, existem algumas características comuns às pequenas empresas que podem atrapalhar: incipiente cultura de inovação; pouca percepção de que as mudanças que ocorrem no ambiente externo são relevantes; reconhecimento limitado do valor da informação estratégica; planejamento orientado para o curto prazo; falta de cultura associativa; comunicação e colaboração insuficientes entre as áreas da empresa.
Colocar um espelho sobre sua gestão e reconhecer o seu próprio momento é fundamental para entender como utilizar a inteligência competitiva da melhor forma.
Com o advento da internet, numerosas fontes de informações são colocadas à disposição das empresas, facilitando a pesquisa e disseminação do conhecimento. Por isso, cuidado para não cair no conto de que apenas tecnologia de informação garante um bom processo. O que vale é o conjunto compreendido pela tecnologia de informação, pelos sistemas de inteligência, pelos procedimentos e, principalmente, pelas pessoas.
Empresas são sistemas complexos e por isso, ter o máximo conhecimento possível sobre si, sobre quem a cerca física e logicamente e aplicá-lo convenientemente é a melhor forma de enfrentar os desafios do novo milênio. A questão será: partir na frente e garantir vantagem ou esperar e levar poeira dos concorrentes.


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
16 de setembro de 2010

sábado, 12 de dezembro de 2009

O VALOR DO CONHECIMENTO


Você ainda acredita na máxima: conhecimento é poder? Se a sua resposta for sim, saiba que você faz parte da camada mais obsoleta da gestão empresarial.
Para as organizações do século 21, onde conhecimento é o principal ativo não financeiro, compartilhamento é um fator chave para proporcionar vantagem competitiva real e criar a base de uma inteligência empresarial com diferenciais difíceis de serem copiados pela concorrência. Por isso, dispensar parte do seu tempo para conhecer seus próprios ativos intelectuais é uma tarefa que você deve realizar o quanto antes.
Adquira a consciência do que você sabe que sabe, do que você não sabe que sabe e principalmente do que você não sabe, mas precisa saber. Só assim será possível alavancar novas competências essenciais ao sucesso do seu negócio e alinhar sua equipe estrategicamente. Afinal, nem mesmo as empresas que possuam os melhores profissionais do mercado, conseguem sobreviver se não mobilizarem seus colaboradores em torno de objetivos organizacionais alinhados às aspirações ou potenciais individuais. O valor de cada colaborador está no índice de plenitude que ele consegue trazer ao seu negócio.
E cuidado: selecionar apenas pessoas que "saibam muito" sobre alguma coisa não muda nada. É preciso que haja um alinhamento à sua proposta de gestão para que os resultados apareçam e sejam traduzidos efetivamente em redução de erros, decisões mais fundamentadas, aumento da inovação, melhoria do ambiente de trabalho, e, claro, mais lucratividade.
É preciso criar um ambiente onde o poder esteja nas relações e não na quantidade de informações que cada um possui sozinho. Essa é a essência da gestão do conhecimento, mas infelizmente, muitos ainda não se deram conta de que, pelo fato do conhecimento ser essencialmente humano, não é possível realizar sua gestão sem mergulhar no oceano da humanidade.
Quebrar a máxima “conhecimento é poder” é quebrar a primeira e mais importante barreira cultural que as organizações possuem e que limitam o compartilhar e o conviver. Por isso, transforme a gestão do conhecimento em exercício efetivo através de processos como benchmarking, narração de melhores práticas, banco de idéias ou comunidades de prática.
Empresas que assumem esse desafio ganham em rapidez, inovação, redução de custos, aumento da produtividade e melhora do clima organizacional.
E você o que ganha com isso? Profissionais adaptados a este novo paradigma organizacional ganham pontos, pois estarão mais bem preparadas para a ascensão profissional dentro (ou, por opção própria, fora) da empresa.
Os resultados são bons para todos!
Ana Maria Magni Coelho
Publicado em O Diário Empresarial
11 de dezembro de 2009

quarta-feira, 13 de maio de 2009

CONHECIMENTO: UMA QUESTÃO DE COMPETITIVIDADE

Esse foi um artigo publicado por mim em dezembro de 2008... Período de férias!
Período de dedicação integral à minha grande paixão profissional: GESTÃO DO CONHECIMENTO.
Um desafio, um novo modelo, uma quebra de paradigmas que construímos em nossas mentes sobre gestão...
Tenho prazer em compartilhar com vocês!

Conhecimento: Uma questão de competitividade

O conhecimento, nestas últimas décadas, tornou-se o capital principal, o centro de custo e o recurso crucial da economia, e segundo Peter Drucker, famoso e tradicional teórico da Ciência da Administração, “o único recurso marcado pela escassez”. Se isso é mesmo verdade, não podemos deixar de considerá-lo como um importante fator competitivo para as empresas. Seu potencial de transformação e mudança exige que estejamos prontos a novos posicionamentos e novos modelos.

Afinal este é o cenário: a economia aparentemente abalada, grandes organizações dominando o mercado, empresas demitindo colaboradores, novas empresas sendo formalizadas, muitas terras novas a serem desbravadas e caminhos inadequados repletos de conceitos que precisam ser mudados. E, para nossa esperança maior: o conhecimento como solução de excelência no meio de toda a crise!

Precisamos aprimorar nossas competências de gestão e entender a necessidade do uso intensivo do conhecimento nas organizações, não somente pela complexidade dos atuais modelos econômicos e sociais, mas principalmente por uma necessidade de competitividade.

Precisamos ensinar os nossos funcionários a pedir ajuda, a explicar melhor sobre o que necessitam, a compartilhar problemas, a identificar e localizar peritos em conhecimentos específicos, a detalhar o tipo de ajuda que precisam, a solicitar sugestões, a compartilhar com os outros o que aprendeu - mesmo que seja a partir de erros, a se apresentar sempre à disposição para aprender e ensinar algo, a valorizar os que sabem e os que pedem ajuda. E se você é colaborador de alguma empresa ou está à procura de uma nova colocação no mercado de trabalho, assuma essa postura.

É de senso comum o significado das palavras gestão e conhecimento, mas sempre que se junta as duas, no sentindo de uma disciplina, de um departamento nas organizações ou de um conjunto de ações, as pessoas não sabem do que se trata.

Talvez a principal dificuldade esteja relacionada a aparente incompatibilidade das duas palavras . Gestão sempre foi uma atividade humana baseada no domínio sobre algo tangível ou que de alguma forma pudesse ter uma representação baseada na valorização de algo que pode ser medido, como lucro, produtividade ou custos. Como gerir aquilo que não tem limites? O que é tão intangível: o conhecimento!

O desenvolvimento da Gestão do Conhecimento precisa ter em seu foco central o próprio desenvolvimento do ser humano, não somente no ambiente em que este é útil como um trabalhador da Era do Conhecimento, mas em sua dimensão total, como parte e beneficiário do processo.

Goethe afirmava não existir nada mais triste do que a ignorância em ação. Embora importante, a pró-atividade desacompanhada de conhecimentos quase sempre depõem contra a organização. Isso porque só a atitude não basta. O que as organizações precisam não são apenas pessoas com habilidades e competências. Elas precisam de pessoas que se desenvolvam através da educação para o trabalho.

Enfim, não há dicotomia: a gestão do conhecimento é o que há de mais humano na gestão.

Ana Maria Magni Coelho
Dezembro/2008