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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

EU, HEIN...




O ENEM é uma vergonha nacional. Fernando Haddad, ministro da Educação, é de uma incompetência que chega a assustar qualquer especialista em gestão.
A aplicação do exame em 2010 demonstrou a falta de capacidade dos seus organizadores e se pudesse pensar em uma única nota para todo o processo, certamente seria zero.  Todo mundo de recuperação!
Ao contrário do que alguns possam imaginar, não sou contra o ENEM. É importante que o Ministério da Educação possua mecanismos de avaliação e controle daquilo que acontece nas salas de aula. Entretanto, defender uma prova única para todos os concluintes do ensino médio em um país com as dimensões continentais como o Brasil e com um sistema educacional repleto de falhas e diferenças como o nosso soa como absoluta utopia.
Minha primeira reação à falácia sobre os erros ocorridos no ENEM foi frustração. Pensei no meu filho, prestes a ingressar no ensino médio, e nos meninos e meninas que trocam as baladas pelos simulados e plantões.
A aprovação do exame e a nota obtida servem como porta de acesso às universidades e ao sonho de uma vida melhor.
Mas para muitos a porta está se fechando...


Enquanto a UNE comemora a decisão do Tribunal Federal da 5ª Região em derrubar a liminar que proibia o exame e o ministro mantém sua posição de que os erros estiveram dentro da “taxa de tolerância”, ouço comentários de adolescentes que acreditam cada vez menos no processo.
Se “sonhar não custa nada”, os erros do ENEM podem custar anos de dedicação e um saldo muito negativo na credibilidade educacional do nosso país.
Se o MEC não consegue admitir seus próprios erros e o governo acoberta aquilo que não consegue explicar, seria a Nação uma máquina de mentiras?
Não podemos pactuar com uma educação cujas bases estejam em ameaças ou mentiras. Uma educação que jogue para baixo do tapete os cacos de um vaso que se quebrou... São dois anos consecutivos de demonstração de fragilidade e problemas por parte do MEC.
Muito pior do que constatar o erro é não aproveitar o momento para aprender e reinventar-se. O ENEM precisa de uma proposta inovadora que rompa com o ensino conteudista e com um processo seletivo ultrapassado.
Já o Brasil precisa de pessoas que enxerguem o processo educacional como um meio de desenvolver as suas próprias competências bem como as competências essenciais ao desenvolvimento de nossa Nação.
Não falta inteligência ao brasileiro. Falta, sim, competência para fazer gestão.
Gestão moderna significa ter atitude positiva e corajosa para entender e ajudar a corrigir os erros dos que trabalham à sua volta. O dever da perfeição é apenas uma herança totalitária e positivista que impede a criatividade e a inovação.
Errou? Apague e faça de novo.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
13 de novembro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

VENDEDORES DE SONHOS


“Somos professores? Muito mais! Somos educadores? Mais ainda! Somos vendedores de sonhos!” A afirmação de Augusto Cury é um convite para a reflexão sobre atitude do profissional da educação e sobre os caminhos escolhidos para a prática pedagógica na atualidade.
Nosso sistema escolar tem predominância ao domínio de questões analíticas. Os alunos passam anos numa relação de quase passividade com o aprendizado e evoluem em um sistema em que os pontos de referência são previamente estabelecidos.
Será que a vida pode ser previamente definida como são os livros didáticos?
Vivemos a era do conhecimento e da valorização do capital intelectual. Não há mais espaço para a simples transferência do conteúdo cognitivo convencional. É preciso uma nova dimensão de valores, princípios, métodos e atitudes na educação. É preciso vender sonhos!
Não bastam novas diretrizes curriculares, novas premissas ou novas competências. Promover um programa nacional de educação empreendedora que abarque todos os níveis escolares é o caminho para preparar os jovens a desempenhar diferentes papéis e para que se sintam protagonistas de suas próprias vidas.
Não podemos mais aceitar a transmissão de conhecimentos estanques, separados e isolados. O saber não é um estoque de conhecimento estático. Ele deve contribuir para a formação de pessoas mais autônomas, mais criativas e capazes de liderar a partir de seu potencial empreendedor.
Empreendedorismo que não se aplica somente a prática dos negócios, mas a todas as esferas das atividades humanas desenvolvendo aptidões que permitam definir contextos, estratégias e realizar escolhas que transformem sonhos em realidade.
Para que a escola atinja o objetivo de formar empreendedores é necessário que busque uma nova metodologia de ensino. O professor empreendedor é aquele que, mesmo acostumado às posturas tradicionais, abandona sua posição como fonte de todo conhecimento e insere em seu planejamento a possibilidade de educar lidando com os imprevistos e adversidades da construção coletiva do saber.  Além disso, cria novas oportunidades, atua com perseverança e aceita correr riscos estabelecendo metas objetivas para si e para seus educandos com confiança e independência.
Ao professor empreendedor cabe exercer o papel de "intraempreendedor" e comprometer-se com os ideais de um novo modelo de desenvolvimento de pessoas que pressupõe novos programas, ainda mais tempo de dedicação e a disponibilidade em ser mais do que professor ou educador, mas também uma espécie de mentor.
O exercício da pedagogia empreendedora requer de alunos e professores os mesmos requisitos multifacetados do aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser.
Trata-se de um relacionamento dialético, em rede, onde todos têm a mesma autonomia e poder para influenciar seu próprio futuro e o de sua comunidade.
Não basta educar as pessoas para serem donas de negócios, mas sim para serem donas de si.

Desejo a todos os educadores brasileiros um Dia dos Professores repleto de boas notícias...
Cuidar das sementes hoje garantirá os melhores frutos no amanhã!


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
14 de outubro de 2010


sábado, 7 de agosto de 2010

CAROS RELACIONAMENTOS


Chegamos ao Dia dos Pais e à oportunidade de celebrarmos encontros e desencontros.
Pais pós-modernos vêm passando por transformações que os levam a uma participação cada vez maior nas decisões antes reservadas para as mães; tanto na educação quanto nos cuidados com os filhos. O preconceito está diminuindo e as dificuldades na adaptação e conciliação dos cuidados com a casa, com filhos e carreiras, são os mesmos entre os gêneros. Tanto a mulher, como o homem, pode sofrer para encontrar energia e superação na hora da tripla jornada.
Por isso, esqueça a questão cada vez mais comercial de datas como as de amanhã para retomar o significado da paternidade e do envolvimento efetivo dos pais com os filhos.
Use a data para celebrar a suprema arte de guiar e orientar, de brigar ou elogiar na hora certa, de beijar e amar aqueles que serão a eternidade de sua existência. E, ainda que não possam estar presentes todos os dias, lembrem-se que a paternidade se dá por meio de elos intenso, construídos com dedicação e responsabilidade. Celebrem seus filhos naturais ou adotivos, de sangue ou de coração, prodígios ou não. Ninguém precisa estar casado para ser pai, basta um alto investimento afetivo e a paternidade logo se faz.
E falando em investimento, fica a sugestão para aproveitar a oportunidade trazida por qualquer data comemorativa. Que tal rever o dia a dia financeiro de sua família e defender um estilo de vida mais sustentável economicamente? Filhos devem ter também uma boa educação financeira.
O foco de qualquer data especial deve girar em torno das pessoas, e não das coisas, afinal sentimentos não são construídos através de agrados materiais.
Tenho certeza que muitos são capazes de lembrar um tempo em que "criávamos" na escola nossos próprios presentes com a ajuda dos professores. Podia ser um desenho de toda a família reunida, uma gravata feita com papel crepom ou uma flanela com a nossa pequena mão "impressa" com tinta guache. Era tudo muito simples, mas aquilo parecia emocionar nossos pais, avôs ou qualquer pessoa que compartilhasse conosco tal momento.
À medida que crescemos, a inocência vai sendo deixada de lado e o consumo desmedido e desnecessário nos condiciona a "comprar um presente para o papai” como se o presente fosse o único modo de demonstrarmos afeto verdadeiro. Dar presentes é uma arte e sua escolha não significa necessariamente gastar muito dinheiro. O melhor é pensar na felicidade que aquele presente trará ao seu pai, seu filho ou aquele que será presenteado.
Dinheiro compra presentes caros, mas não cria caros relacionamentos. Não é o custo ou a sofisticação da embalagem que dá a medida exata do carinho ali contido ou o reconhecimento de uma paternidade realmente responsável.

Faça sua vida valer a pena!



ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
07 de agosto de 2010

domingo, 13 de junho de 2010

TORCIDA PELO TRABALHO


Emprego e renda são algumas das maiores necessidades dos brasileiros nesta década e não é diferente em nossa região. Não é a primeira vez que converso com vocês sobre o assunto, mas a pergunta sobre como proporcionar ações de ocupação econômica permanece sendo o assunto em vários encontros empresariais. A responsabilidade é do governo, das escolas, das empresas?
Não! Sua empregabilidade depende exclusivamente de você, de sua competência profissional, disposição para aprender continuamente e capacidade de empreender.
Empreender não apenas no sentido de ter um negócio próprio, mas também de mover-se no contexto da restruturação e mutação do trabalho, no sentido de empreender a si próprio, na economia e na sociedade em permanente transformação.
É claro que para isso a educação profissional precisa ter um foco mais preciso e mais próximo desse novo mercado de trabalho, desvinculando-a de todo e qualquer viés assistencialista. Cursos ministrados para tirar menores da rua ou ocupar mulheres pobres não promovem sua empregabilidade se não inserirem as pessoas no processo produtivo. É preciso despertar em cada cidadão a importância da utilização adequada dos recursos aprendidos, contextualizando conceitos, aproveitando ao máximo o aprendizado e gerando resultados efetivos na geração de trabalho. A transformação do mercado integra o saber fazer com o querer fazer, tendo sempre como meta a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento das pessoas e das regiões.
Na era do conhecimento e de um mercado cada vez mais exigente, proporcionar o exercício da cidadania é criar um ambiente empreendedor adequado onde o trabalho, e não apenas o emprego, seja o responsável pela geração de renda.
Os negócios feitos em casa, a mão-de-obra ofertada pelas cooperativas e os postos de trabalho virtuais, com flexibilização de horário e local de trabalho são tendências cada vez mais aceitas.
Por isso, é preciso focar ações que permitam o despertar do indivíduo e de seus modelos mentais desde o início de seu processo educacional com atualizações dos conteúdos programáticos, sensibilização e capacitação de professores e profissionais que atuam no segmento educacional, para que possam alertar os alunos e seus pais sobre as novas exigências do mercado de trabalho.
De modo igual, planejamento é indispensável: planejamento da vida da comunidade, das condições de trabalho, da ocupação e utilização do espaço urbano e rural adequando as legislações trabalhista, tributária, societária, civil e comercial às novas formas do exercício profissional.
Por isso, em tempo de Copa do Mundo, minha torcida é pela ampla revisão das condições que garantam um melhor ambiente ao empreendedorismo e a competitividade empresarial.

Ana Maria Magni Coelho
Texto publicado no Caderno Opinião
Mogi News em 12 de junho de 2010

quarta-feira, 2 de junho de 2010

DE LONGE TAMBÉM SE APRENDE


Imagine melhorar a gestão da sua empresa em um curso sem sala de aula, sem horário de entrada ou conversa no fundão. Professor, só pela tela do computador. E melhor: você estuda onde e na hora em que quiser. Sonho? É a mais pura realidade, basta ter um computador e acesso à internet.
A Educação a Distância (EAD) é uma modalidade educacional comprovadamente eficaz e que pode auxiliá-lo na ampliação de seus conhecimentos. Além de cursos de pequena duração, essa forma de mediação pedagógica também pode contribuir para outros processos de ensino e aprendizagem em que ocorra a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, bem como pessoas interessadas em interagir para o desenvolvimento de atividades educativas em tempos e lugares diversos.
O advento da internet e da web colaborativa trouxe novas possibilidades em EAD direcionando os brasileiros para uma nova forma de participação em cursos em geral (níveis Superior, Médio, Técnico e outros). Hoje é possível conceber um ambiente de aprendizagem virtual que sirva para auxiliar os educadores na tarefa de promover a busca pelo conhecimento aos alunos em diversos temas e disciplinas.
Mas se há muita disponibilidade na rede e parece simples e fácil participar, desistir também. Cursos de EAD funcionam muito bem para quem é organizado, tem concentração e disciplina para estudar, em casa ou no trabalho, sem necessitar do estímulo presencial de ninguém. Pela modalidade, o participante é impulsionado a raciocinar e tirar suas próprias conclusões sobre os temas. Mesmo que utilize seu tutor (nome que se dá ao professor de EAD), o conhecimento será solidificado pela sua própria prática, pois assim como nos cursos presenciais existem atividades, provas ou testes que irão avaliar seu empenho e aplicação, tanto nos encontros presenciais quanto nas visitas e atividades desenvolvidas na plataforma de internet.
Se hoje você não busca capacitação pessoal ou profissional em função de falta de tempo, que tal experimentar essa nova modalidade?
Planejamento, Mercado e Motivação de Equipes são alguns dos temas disponíveis no site do SEBRAE-SP para melhoria do seu negócio e se você investir algum tempo, pode descobrir inúmeras possibilidades de capacitação. Basta estar disposto a aprender um novo modo de aprender, afinal "a habilidade de aprender mais rápido que seus concorrentes pode ser a única vantagem competitiva sustentável." (Arie De Geus)

ANA MARIA MAGNI COELHO
Produzido para O Diário Empresarial
03 de junho de 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O "X" DA GERAÇÃO "Y"


Se você pensa que ter filhos na considerada Geração Y, nascidos entre 1980 e 1995, é apenas adequar-se a um perfil multitarefa e techno-esclarecido é hora de renovar suas percepções. A chegada do dias das mães e meus próprios filhos têm me feito pensar muito sobre isso.
Para essa nova geração, tecnologia é o ambiente do relacionamento. A novela das 8, o jornal ou os livros não fazem muito sentido porque desde muito cedo, essa geração se viu totalmente ligada à tecnologia e por meio dela, consegue construir relações e conhecimentos de forma mais rápida e mais barata, mas nem sempre tão eficiente.
Pais X com filhos Y lidam com jovens dinâmicos, antenados, que anseiam por flexibilidade e mobilidade e que ao chegarem ao mercado de trabalho, querem rápido reconhecimento e feedback constantes. Caso não consigam, se arriscam em aventuras que muitas vezes os trazem de volta as casas dos pais após uma pseudo-independência.
Se por um lado têm um espírito empreendedor, questionador, criatividade e intimidade com muitas tecnologias; por outro, têm pouca paciência, escassa capacidade de gestão e administração, dificuldades para se expressar adequadamente, já que se comunicam por símbolos e lêem muito pouco e são extremamente individualistas, mas também muito tolerantes.
Relacionam-se muito bem por e-mail e nas redes sociais, mas ao vivo, não estão prontos a negociar e buscar soluções para problemas aparentemente simples aos nossos olhos da geração “X”.
Para a geração que vive no Twitter ou no Facebook, os pais tornam-se um público cada vez mais privado de suas experiências se não fizerem parte de suas comunidades. Hoje, fazem parte de um time ligado 24 horas nos 7 dias da semana em busca de experiências e conhecimentos compartilhados honestamente.
Então, como uma mãe X deve se comportar com seus filhos Y?
Serenidade e equilíbrio são boas competências a desenvolver. Seja liberal, sem ser permissiva. Busque autoridade e não poder. Proteja, mas não sufoque. Não ultrapasse seus próprios limites para ser “legal”. Lembre-se que seu papel é educar!
Educar para o exercício do respeito e da cidadania seja qual for a geração: X, Y ou Z.
Se a individualidade é considerada um direito fundamental dessa nova geração, mostre as vantagens da coletividade. Se entre eles, cresce a necessidade de ter as coisas à sua maneira, respeite esse mundo em mutação, conversando de forma honesta. Abra os horizontes de seus filhos e reflita com eles valores, perspectivas, atitudes e experiências. Todos nós precisamos de pais que nos transmitam carinho, limites e amor!
Por que, no fundo, como dizia Eliz Regina: “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais!”
Você já parou para pensar nisso?
Como se comporta com seus filhos Y? E mais: tem uma equipe de Y?
Como lidar com eles?
Um beijo a todos os meus amigos e um FELIZ DIA DAS MÃES!

Ana Maria Magni Coelho
Produzido para a página Opinião
MogiNews

segunda-feira, 3 de maio de 2010

MÃES PARA O FUTURO

Empresários têm aprendido, ano após ano, a aproveitar as datas comemorativas como estratégia de promoção de vendas. O apelo emocional que envolve datas como o Dia das Mães deixa o consumidor mais motivado às compras e deveria também provocar reflexões sobre as responsabilidades de cada mulher como mãe! Será que não é o momento de aproveitarmos a ocasião para pensar no planeta que desejamos deixar aos nossos filhos bem como nos filhos que pretendemos deixar ao mundo?
Em um final de semana que comemoramos o dia das mães, não podemos desperdiçar a oportunidade de repensarmos nossos modelos de educação. Educação que é determinada por nossas próprias atitudes e posturas, afinal crianças aprendem respeito e valores através do exemplo de seus pais ou educadores.
É tempo de realizarmos mudanças em nossas próprias vidas em prol de uma sociedade melhor e os exemplos podem ser muito simples: fechar a torneira enquanto escovar os dentes, não demorar no banho, jogar o lixo nos locais apropriados, engajar-se em ações de ajuda comunitária, não depredar o patrimônio natural, limpar o quintal de sua casa, tratar com respeito as pessoas diferentes de você, e por aí vai.
Mudar suas atitudes e mostrar-se presente na vida das crianças pode formar adultos diferenciados para um mundo diferente no futuro. Para isso, conheça seus interesses, valorize mais seus acertos do que suas dificuldades e quando um erro acontecer, critique a situação e nunca a capacidade ou inteligência da própria criança. Estímulos de amor, no falar ou no agir, um abraço ou um beijo nunca são demais para a educação. Crianças precisam aprender regras através de um conviver sadio com pais, professores e/ou adultos firmes, mas repletos de amor, aceitação e confiança que propiciem segurança e uma auto-imagem positiva para que elas assumam sua responsabilidade na interação com o meio-ambiente e com o mundo.
Que tal substituir as palavras tão comuns como fome, guerra, aquecimento global, hipocrisia, materialismo, desigualdade social, preconceito, egoísmo, intolerância, mentira, violência, maldade, terrorismo, ódio, exploração infantil ou individualismo por situações cada vez mais raras de alegria, altruísmo, caridade, cavalheirismo, coerência, compreensão, constância, cooperação, disciplina, empatia, equilíbrio, generosidade, honestidade, humildade, independência, integridade, lealdade, motivação, otimismo, paciência, responsabilidade, sabedoria, sensibilidade, simpatia, sinceridade e tolerância?
Ser mãe é mais do que ganhar presentes dos filhos. Ser mãe é dar filhos de presente ao mundo! Ser mãe é contribuir para o desenvolvimento sustentável formando cidadãos capazes de ser solidários, preocupados com a preservação dos recursos naturais e participantes de um sistema social que garanta emprego, segurança social e respeito a diversidade.
Ao criar o mundo, Deus nos presenteou com uma diversidade de recursos naturais, que poderiam ser usados, mas que também teriam de ser preservados. Durante muito tempo, em nome do progresso e do desenvolvimento econômico, usamos e abusamos desses recursos naturais, e hoje, se desejamos realmente deixar um mundo melhor para nossos filhos, a melhor coisa a fazermos é formar nas nossas crianças uma consciência ecológica desde cedo. Nosso planeta agradece e novos Dias das Mães poderão ser comemorados pelos próximos 200 anos!




ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
Sexta-feira, 07 de maio de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

RATOS OU APRENDIZES?



"Não há saber mais, nem saber menos, há saberes diferentes"
Paulo Freire

Tenho freqüentado várias salas de aula em cursos de atualização nos últimos meses, pois a questão do desenvolvimento pessoal e profissional é uma prioridade no estágio atual da minha vida. Justamente por isso, tenho refletido muito sobre o que significa a busca incessante do conhecimento e sobre a forma como alguns facilitadores têm se comportado em sala de aula.
Na verdade, a pergunta que não quer calar é: existe conhecimento melhor ou pior? As pessoas podem ser medidas pela quantidade de diplomas que possui?
Não! Essa é a resposta que hoje tenho certeza ser a correta para as duas questões.
A qualidade de informações que você adquire não pode ser comparada à quantidade de informações de qualquer outra pessoa, pois para que elas passem a se tornar conhecimento, deverão ser praticadas e testadas na sua própria vivência. Só assim, você pode se tornar mais conhecedor e mais competente em qualquer tipo de conceito.
Viver cheio de dados guardados em “drivers” em seu cérebro não serve para nada! O que vale de verdade é saber que o seu conhecimento pode ser aplicado na prática, seja à frente da sua equipe, com sua família ou desenvolvendo-se dentro da empresa para a qual você trabalha. Essa é a verdadeira construção de conhecimento.
Buscar cursos, títulos ou certificações apenas para ter um rótulo mais bonito ou um diploma a mais na sua parede apenas tornará você um “rato de curso”, pois é preciso reflexão e prática para aproveitar os conteúdos. Normalmente, ratos de cursos mal têm tempo de aplicar o conteúdo em seu próprio dia-a-dia e vão se tornando pessoas teóricas e com pouca percepção da forma como a prática é diferente dos bancos dos cursos.
O pior é encontrar esse tipo de pessoa no papel de professor. Como ensinar algo diferente daquilo que se pratica no mercado? Como garantir o respeito dos alunos apenas pelo título que possui? Desconsiderar a experiência dos aprendizes é o maior erro que um educador pode cometer. Uma pessoa irá se sentir muito mais motivada a aprender se sentir que pode aproveitar seu conhecimento para melhorar suas competências e multiplicá-lo para outras esferas de sua atividade.
Por isso, ao escolher um curso de capacitação ou até mesmo de graduação, verifique o perfil dos professores e sua história. Muitos auxiliarão no seu desenvolvimento, outros farão o possível para adestrar você e provar que têm melhores conhecimentos.
Lembre-se que não há conhecimento melhor, mas sim, conhecimento mais praticado e que além de competência; gentileza faz toda a diferença nos dias de hoje. Pratique um jeito diferente de aprender, não escolha pelos títulos acadêmicos, mas sim pela possibilidade de ampliar sua própria percepção do melhor caminho.
Não existe um caminho pronto que sirva para todos!


ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em 20 de fevereiro de 2010
Caderno Opinião - MogiNews

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

VOLTA ÀS AULAS: PASSADO OU FUTURO?!?

Tema recorrente em qualquer mesa em que haja mais de uma mãe ou pai presentes, a volta às aulas é alívio e preocupação. Não apenas pelas despesas com material, uniforme ou matrícula, mas principalmente pela qualidade do ensino oferecido.
Uma pesquisa divulgada pela UNESCO derrubou um antigo mito que eu mesma sempre ouvia nas minhas aulas de Pedagogia: dois terços dos problemas de rendimento escolar são provenientes da forma de ensinar, e não das condições econômicas do país, dos problemas emocionais do estudante ou da falta de estrutura familiar, como se acreditava até então. O fato é que o mundo tem mudado em uma velocidade muito mais rápida do que as escolas.
Alunos vivem imersos em um mundo marcado pela tecnologia e pelo excesso de informação. Precisam dominar habilidades muito além dos conhecimentos tradicionais e transformar sua curiosidade em protagonismo. Mais do que decorar fatos históricos da 1ª Guerra Mundial é preciso que entendam as implicações dos fatos no mundo em que vivem, que aprendam a resolver problemas, interpretar textos e imagens.
Para isso, as escolas precisam oferecer temas transversais que formem cidadãos aptos a fazer as perguntas certas e não apenas que saibam procurar as respostas prontas que satisfaçam o professor na prova, os pais em casa ou o ENEM para passar no vestibular. Isso não tem nada a ver com Educação!
Na sociedade do conhecimento, a Internet derruba as paredes da sala de aula e permite ao aluno-protagonista contestar as informações transmitidas pelo professor, que deixa de ser o dono da verdade e passa a ter um papel de conselheiro e facilitador do processo de conhecer!
São, por isso, ainda mais importantes do que no passado, quando tinham como papel a pura e simples entrega de informação para o aluno. Para mim, professores são os arquitetos do futuro, estimulando os alunos a trabalhar sozinhos, descobrir o conhecimento e resolver problemas! Mas precisam ser capacitados para essa nova forma de educar.
É preciso, portanto, re-imaginar a educação desde o fundamental até a formação de professores buscando a excelência, a erradicação da exclusão social, a transformação das vidas e do futuro de nossas crianças. Dotar as gerações atuais e futuras com as competências necessárias para competir em um mundo mais digital e mais colaborativo é fundamental para o nosso futuro.Um processo de educação mais empreendedora pode estimular o crescimento econômico de nosso país e o desenvolvimento de um conceito muito mais abrangente de cidadania em que os jovens saibam questionar o mundo, sintam-se confortáveis para quebrar paradigmas e entendam que o melhor caminho é não ter nenhum caminho pronto, mas sim conhecimentos e atitudes que lhe permitam construir suas próprias estradas!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - Mogi News
30 de janeiro de 2010

VOLTA ÀS AULAS

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

NOVA ESCOLA

Educar uma geração criativa e inovadora exige preocupações para além das que se relacionam com a língua, a matemática e as ciências. Diariamente, vejo adolescentes decorando fórmulas e conteúdos para passar nas provas, mas se preocupando pouco com suas responsabilidades e com a consciência moral, social e ambiental.
O ensino compartimentado sugere aos alunos uma conseqüente divisão do mundo e da natureza em “matérias” e espaços diferentes. Sugere uma falsa idéia de separação não existe no mundo real.
Nosso trabalho para inclusão do empreendedorismo como disciplina regular do ensino fundamental e o acompanhamento de meus próprios filhos e seus dilemas conteúdistas têm me feito repensar a organização dos currículos escolares e há algo profundamente errado com todo o sistema de transmissão de conhecimentos. Não sou contra o giz, lousa ou transparências, mas sou consigo entender a relação do “professor sabe tudo” e “aluno tábua rasa”. Por mais nova que seja uma criança, ela já tem experiências e vivências que devem ser temas de estudo em sala de aula. Enquanto isso não acontecer, a educação formal para muitos alunos será um túnel no fundo do qual não se vislumbra qualquer luz.
A metodologia tradicional de ensino é cansativa, distancia e aliena o estudante do conteúdo das matérias. Se você não é químico, me responda sinceramente se lembra de todos os elementos da tabela periódica.
Não pretendo discutir aqui a qualidade do aluno, do professor ou das escolas, mas o paradigma do modelo educacional, pois enquanto os alunos passam cada vez mais tempo nas salas de aula, menos são preparados para o mundo real.
Parte do problema está em uma possível inabilidade dos adultos de se lembrarem de como raciocinavam quando eram crianças e não enxergar o ensino pelo ponto de vista dos alunos.
Se quisermos começar a construir a escola de um novo mundo teremos que desenvolver competências além de conteúdos, cumprir um processo de acompanhamento orgânico e reflexivo que comece em casa e se complemente nas salas de aula desenvolvendo autonomia e não repetição.
Acredito que na escola do novo mundo o tempo não seria dividido “minutamente”, as salas não seriam compostas de carteiras enfileiradas com um quadro negro ou branco onde os alunos olham pra frente, o professor olha pra eles; o professor fala, os alunos escutam. Na escola do novo mundo não haveria provas, “pontos”, números qualificadores e regras absolutas que apenas classificam e não qualificam. Não existiriam professores disso ou daquilo responsáveis apenas por passar o conteúdo disso ou daquilo, mas existiram “facilitadores de sonhos”. Não haveria só aula, haveria vida!


Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 05 de dezembro
Jornal MogiNews

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ALUNO É TRANSITÓRIO, FILHO É PARA SEMPRE


Sou mãe e pedagoga e por isso ao receber esse e-mail, logo me veio a idéia de compartilhar com vocês... Empreendedores são mais do que donos de negócios, são pais e educadores... Líderes de futuros líderes!

Afinal,"O negócio não é pensar apenas em que mundo você vai deixar para os seus filhos, mas que filhos você vai deixar para o mundo" Fabio Barboza (Banco Santander)

Palestra ministrada pelo médico psiquiatra Dr. Içami Tiba, em Curitiba, 23/07/09.

O palestrante é membro eleito do Board of Directors of the International Association of Group Psychotherapy, Conselheiro do Instituto Nacional de Capacitação e Educação para o Trabalho "Via de Acesso", Professor de cursos e workshops no Brasil e no Exterior.
Em pesquisa realizada em março de 2006, pelo IBOPE, entre os psicólogos do Conselho Federal de Psicologia, os entrevistados colocaram o Dr. Içami Tiba como terceiro autor de referência e admiração - o primeiro nacional.

* 1º- lugar: Sigmund Freud;
* 2º- lugar: Gustav Jung;
* 3º- Lugar: Içami Tiba

1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, tv, etc...

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa.
Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente.

7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome. Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

9. É preciso transmitir aos filhos a idéia de que temos de produzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente.

11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga .
A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.

13. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias.
Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca!!!!

18. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.

19. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reviver. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

20. Professor tem que ser líder.. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

21. Pais e mães não pode se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. 'Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador'. Pais têm que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe.

22. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

23. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

24. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

25.. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.

Frase: "A mãe (ou o pai!) que leva o filho para a igreja, não vai buscá-lo na cadeia..."

terça-feira, 17 de novembro de 2009

CINCO COISAS SOBRE EMPREENDEDORISMO QUE NENHUMA ESCOLA DE NEGÓCIOS ENSINA


Como a maioria de vocês sabe, sou uma "twitteira" assídua... Além de escrever muito, costumo abrir quase todos os links que recebo das pessoas que acompanho quando os temas envolvem gestão do conhecimento, liderança, gestão empresarial, empreendedorismo ou inovação.
E hoje descobri esse texto que simplesmente A-D-O-R-E-I e que adoraria ter escrito. Tem tudo a ver com as discussões que venho empreendendo na região sobre uma nova proposta de educação desde o ensino fundamental. A autoria é do Ricardo Jordão fundador da BIZREVOLUTION, escritor, blogueiro, agitador, consultor de marketing e vendas especialista em virar a mesa.... Um cara que QUEBRA TUDO e com quem vivo aprendo virtualmente.
Se você está nas redes sociais, acompanhe também twitter.com/bizrevolution e visite com tempo o site: http://www.bizrevolution.com.br
Mas vamos ao texto com a devida autorização para ser publicado no Lounge:

5 coisas sobre empreendedorismo que nenhuma escola de negócios ensina.

"Eu estudei na escola de propaganda e marketing mais desejada do Brasil: a ESPM. Nos meus quatro anos de ESPM eu nunca fui apresentado a uma matéria chamada EMPREENDEDORISMO. Eu nunca fui apresentado a nenhum tipo de aula sobre como abrir uma agência de propaganda, uma consultoria de marketing ou qualquer coisa do tipo.
Fora as aulas, as palestras esporádicas que a faculdade oferecia aos alunos eram sempre com alguma figura famosa da propaganda brasileira mostrando o seu rolo de comerciais premiados em Cannes. 9,5 em cada 10 amigos que estudaram comigo queriam trabalhar em grandes empresas e grandes agências. O sonho do ESPMer nos anos 90 era virar estagiário do Julio Ribeiro da Talent, mesmo que fosse para trabalhar de graça.
Eu estudei na ESPM no início dos anos noventa, e posso garantir a vocês que nada mudou em 15 anos. Tudo continua igual. A única diferença é que a molecada hoje quer trabalhar na África ou Agência Click.
Eu acredito que as escolas de negócios deveriam ensinar, incentivar, promover e evangelizar o EMPREENDEDORISMO como caminho para os seus alunos serem bem sucedidos na vida.
Mesmo porque a Agência Click tem meia dúzia de vagas de estágio, e a faculdade tem 600 alunos.

Mas o quê exatamente as escolas de negócios deveriam ensinar sobre empreendedorismo?

1. Lidar com as pessoas. No final de uma faculdade de administração de quatro anos, os jovens passam seis meses fazendo um trabalho de conclusão de curso pasteurizado prá daná. A molecada segue o template que o professor recomenda: "fazer um documento completo com visão, missão valores, metas, números, swot, balanced scorecard, análise competitiva, tecnologia, estratégia, balancete etc".
A faculdade ensina que o jovem tem que ter um plano bem feito e bem estruturado para a empresa acontecer, e depois, basta implementá-lo para a coisa toda acontecer. Ledo engano. A escola esquece de ensinar que existe o componente pessoas nas empresas, e que esse recurso pode acabar com o super bem estruturado plano de papel.
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar a matéria "Aprender a lidar com seres humanos", onde a molecada será submetida a exercícios de campo onde terão que aprender a influenciar e engajar pessoas de diferentes formações e posições.

2. Ética. A molecada sai da escola sabendo o que são os 4Ps do marketing, mas em nenhum momento são forçadas a refletir sobre as premissas que devem levar em conta ao escolher fornecedores para um determinado produto, formatar políticas de preços para diferentes tipos de clientes, e tratar as pessoas.
A faculdade "ensina" o jovem a desejar crescer na vida, mas não fala nada sobre como crescer fazendo o bem para os outros e para si mesmo. Crescer por crescer é a filosofia da célula do câncer!
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar a matéria "Ganha Ganha Ganha", onde a molecada é obrigada a participar de jogos, simulações e interações sobre a aplicação de diferentes éticas no mundo dos negócios.

3. Ter uma Vida. A grande maioria das pessoas que resolvem se tornar empreendedoras o fazem pensando que poderão levar a vida como bem entender. Infelizmente, 99% vai perceber logo no início que o negócio nunca fecha, e que o empreendedor nunca pode realmente abandonar a empresa na mão dos funcionários.
É incrivelmente difícil você levar uma vida balanceada quando você é dono do seu próprio negócio. Realmente difícil. Mas é possível. Eu conheço gente que consegue, e por isso acredito que é possível.
Família, filhos, estudos, viagens, saúde, exercício para o corpo, exercício para o o espírito são visões da vida que de alguma maneira precisam andar em conjunto com a empresa. É difícil, mas é possível.
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar a matéria "Vida Empreendedora" para ensinar os jovens a lidar com as diferentes cobranças que a vida terá sobre quem é empreendedor.

4. Risco. A verdade é que a grande maioria das pessoas entra em uma faculdade na esperança de sair de lá com seguro de vida que lhe garanta emprego, bons salários, mulheres bonitas e status. A grande realidade é que nada é certo, principalmente quando o assunto é empreender.
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar uma matéria chamada "Tudo ou nada" onde a molecada é levada por exercícios que as expõe ao risco de ter tudo ou nada, falar em público, fazer besteira, resiliência e muito mais.

5. Quando investir, e quando não investir. Empreendedor é tudo maluco. O cara visualiza uma idéia e sai fazendo as coisas sem qualquer estudo ou preparo.
O Empreendedor é movido pela paixão, o quê é bem legal, mas, o cara se intrubica como ninguém. Nem tudo é convergente, nem tudo é compatível, nem tudo é necessário. Não é porque você vende cartucho de impressão que você deve vender impressoras.
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS. Criar uma matéria chamada "Conquistar 50 territórios ou 3 continentes a sua escolha" onde o jovem será levado a aprender a como manter territórios enquanto avança mundo afora."

Obrigada, Ricardo... Espero que novo empreendedores possam ler esses conselhos e que as universidades "acordem" para esse novo modelo de educação.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

TENHO MESMO QUE APRENDER ISSO?

Eu adoro fazer palestra em faculdade e me relacionar com o olhar de esperança da atual juventude “perdidinha da silva”, sentada nas tradicionais salas de aula e certas que ao saírem dali irão se deparar com concorrentes tão ou mais preparados e que por isso, eles deverão ser os melhores, afinal ninguém está saindo do mercado para dar lugar aos que estão chegando.
Ao mesmo tempo, fico assustada com a enxurrada de novas faculdades e cursos que vejo se constituindo todos os anos fundamentados sob as tradicionais perspectivas onde professores fingem que ensinam enquanto alunos fingem que aprendem. Acredito que o aprendiz sério não busca respostas certas e prontas do professor. Ele formula as questões e empreende uma árdua caminhada na busca das respostas, lado a lado com o professor.
Nesse contexto, a sala de aula torna-se um ambiente de parceria.
Ao invés de os alunos se perguntarem "Por que eu tenho que aprender isso?", todos juntos passam a entender a importância de determinados conteúdos e experiências. Antes de ler “A Moreninha”, talvez leiam “O Monge e o Executivo”, pois é o tema que faz sentido no contexto de desenvolvimento do aprendiz.
É claro que as fases precisam ser respeitadas. Quando se ensina uma criança sobre meio ambiente, sobre cidadania, sobre a história do seu país e do mundo, sobre as lendas, mitos e cultura de seu país, ensinamos a ela o que é ser humano.
Nós nos educamos para aprender a ser gente, certo?!?
E para ser gente precisamos ir além do currículo tradicional, precisamos entender a importância da cultura empreendedora em todos os níveis da educação (do fundamental ao superior) e da criação de um ambiente favorável nas instituições de ensino para formar uma rede de pessoas comprometidas e envolvidas na aplicação do tema.
Além disso, defendo o resgate daquelas matérias que pareciam "inúteis" como, por exemplo, educação moral e cívica, sociologia, direito constitucional, macroeconomia, filosofia, etc.
Afinal, a educação é mais do uma fornecedora de mão de obra qualificada para as empresas, é também catalisadora da formação de pessoas capazes de extrair o melhor de si em prol da sociedade.
Se você parar para pensar tenderá a concordar comigo que quanto mais a sociedade avançar, menos mão de obra será necessária para mantê-la? Vivemos isso pós revolução industrial e hoje, com o advento do empreendedorismo, sabemos que não haverá o tradicional emprego de carteira assinada para todos.
Acredito que as empresas, sejam elas de qualquer porte, serão as enzimas dessa transformação. Escolas como o SENAC e SENAI têm buscado ouvir as empresas para entender sua real necessidade antes de oferecer um curso em sua grade tradicional. Existe um desperdício enorme de material humano nesse país porque as escolas estão desconectadas das empresas que por sua vez também estão desconectadas do resto. É preciso pensar num processo de formação sólido, com conhecimento alinhado à tecnologia e empreendedorismo.
E é importante que se diga: capacitação é diferente de educação. Não podemos levar para as universidades apenas o conceito de capacitação.
Quero filhos que entendam seu papel como cidadãos, quero seres humanos que saibam questionar o mundo, que se sintam confortáveis para quebrar paradigmas e entendam que o melhor caminho para isso é não ter nenhum caminho, e sim bom conhecimento, habilidades e atitudes corretas que gerem resultados positivos para si e a sociedade em que se relacionam.
ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em o5 de setembro de 2009

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

APROXIMAR A TEORIA DA PRÁTICA



Essa semana, vivenciamos o segundo ciclo de disseminação da cultura empreendedora construído em parceria entre quatro escritórios regionais do SEBRAE-SP localizados no Cone Leste do Estado.
Um imenso desafio que mobilizou um expressivo número de colaboradores internos e reuniu mais de 600 educadores na cidade de Mairiporã.
Pensar em um encontro para educadores com foco em cultura empreendedora quando me formei pedagoga certamente pareceria uma utopia, mas com algum planejamento, foco e dedicação estamos fazendo acontecer!
Essa é a nossa visão! Esse é o nosso sonho empreendedor... Transformar o país pelas mãos da educação!
Certamente novos desafios virão nos próximos temas, mas sucessos ainda maiores virão também!

O artigo que compartilho agora, publiquei em abril, no final de semana que antecedeu a realização do primeiro ciclo em Mogi das Cruzes:

Estudantes de ensino fundamental, médio e superior vêm passando constantemente por uma série de provas especiais. Além do vestibular, hoje há outras formas de avaliação, como ENEM e ENADE, para o ensino médio e superior. Em esferas estaduais e federais outras avaliações também mensuram os conhecimentos de alunos do ensino fundamental, tais como SARESP (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar), provinha e prova Brasil.
Estes vários instrumentos de avaliação têm colhido resultados que indexam nossos municípios e escolas. E, em seguida, preenchem as páginas dos jornais com notícias que não apenas divulgam as classificações obtidas, mas também apontam os muitos e bizarros erros cometidos pelos alunos.
É claro que a formação básica do aluno é importante e o programa escolar, contempla, bem ou mal, o que é necessário saber sobre matemática, português, geografia, história, ciências, língua estrangeira, artes e até filosofia.
A questão é que estamos no século XXI e a maioria dos alunos já não tem o hábito da leitura e mal tem paciência para escutar aulas expositivas – estudos de Ian Mackay, no livro “Como ouvir pessoas”, apontam que pouco depois de 10 minutos de duração de uma aula ou palestra, o ouvinte médio terá assimilado apenas metade de seu conteúdo e dois dias depois, esse mesmo ouvinte provavelmente se lembrará de apenas 10% do que escutou.
Será que não estamos diante de uma oportunidade de mudar a metodologia de ensino e trazer os conhecimentos básicos para a vida prática? Ensinar matemática e português aplicados à prática do empreendedorismo, por exemplo, poderia despertar a atenção dos alunos, fazendo que estes entendessem os reais significados de fórmulas e regras.
É a hora de EDUCAR PARA O FUTURO.


Ana Maria Magni Coelho
Publicado no DAT em 25 de abril de 2009

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

EMPREENDEDORISMO: O DESAFIO DA EDUCAÇÃO


Esse é um dos artigos que publiquei pelo qual tenho um carinho enorme.
Cada texto que escrevo, além do conhecimento que adquiri ao longo dos anos no SEBRAE-SP, tem muito das minhas próprias convicções. E educação por ser a essência da minha formação é o modelo que acredito ser capaz de transformar o mundo que desejo ainda viver!
Professores têm nas mãos crianças como essa da foto, cheias de sonhos e esperanças...
E os sonhos nada mais são do que espaços de aprendizagem... a escola, família, igreja podem desenvolver ou aniquilar esses sonhos... O que você quer que façam com os sonhos dos seus filhos???

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Sou mãe e posso garantir que todo ano a volta às aulas é sempre igual. Muito se discute sobre os preços das matrículas, do material escolar e do transporte, mas pouco se ouve falar sobre propostas inovadoras nos projetos pedagógicos das escolas.
Qual é o diferencial que nossos filhos terão ao saírem de suas carteiras escolares e buscarem uma colocação nos bancos das universidades ou no mercado de trabalho?
As grades curriculares são fundamentadas sob os mesmos trilhos desde o início da revolução industrial. Nossos filhos ainda são preparados para ser excelentes empregados enquanto o desemprego é crescente e irreversível em todo planeta.
É preciso mudar o enfoque e prepará-los para serem realizadores. É necessário despertar atitudes empreendedoras nos estudantes. As tendências do mercado para os próximos anos trazem mudanças significativas para os jovens: a revolução científica e tecnológica, a emergência da economia virtual, a integração dos segmentos do mercado, os países emergentes, a importância de aspectos como a responsabilidade social e ambiental.
Não dá para continuarmos usando a mesma cartilha.
Educadores têm nas mãos a oportunidade de despertar alunos e a comunidade em geral para a realidade do empreendedorismo.
O potencial empreendedor do jovem brasileiro é enorme, mas está latente. Muitas vezes ele só aflora na necessidade. A maioria das pessoas não parte para o negócio próprio porque vê uma oportunidade. Muitos conseguem sobreviver e fazer a passagem para o mundo das empresas reais, outros mal sobrevivem ao primeiro ano.
É hora de criar novos motores para o desenvolvimento. É tempo de despertar os jovens para uma nova maneira de viver e de formar uma nova geração de brasileiros. Precisamos destacar a importância da cultura empreendedora em todos os níveis da educação (do fundamental ao superior), e criar um ambiente favorável nas instituições de ensino para formar uma rede de pessoas comprometidas e envolvidas na aplicação do tema.
A educação é o único caminho para colocar esta revolução em curso e criar uma sólida sociedade empreendedora. O processo é lento e começa com a abordagem do tema para as crianças. Esse seja talvez o primeiro passo para uma verdadeira mudança cultural. Posso até imaginar toda a criatividade do meu filho de 3 anos ou todo o vigor do meu filho de 12 anos sendo direcionados para o pensamento empreendedor.
Não imaginem que essa tarefa seja impossível. A metodologia já existe e a formação dos docentes pode ser realizada pelo SEBRAE-SP gratuitamente. Depende muito mais de vontade do que de verbas.
Levar essa idéia para a sala de aula é um desafio que passa pelo corpo diretivo das escolas, mas principalmente pela figura do professor, que se não despertar em si mesmo uma atitude empreendedora vai se limitar ao empreendedorismo como a execução de um bom plano de negócios. Preparar pessoas empreendedoras é desenvolver pessoas dotadas de visão de futuro, perseverantes e preparadas para o processo de sonhar, planejar e construir seu próprio “Caminho Suave”.
Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 07 de fevereiro de 2009