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terça-feira, 17 de novembro de 2009

CINCO COISAS SOBRE EMPREENDEDORISMO QUE NENHUMA ESCOLA DE NEGÓCIOS ENSINA


Como a maioria de vocês sabe, sou uma "twitteira" assídua... Além de escrever muito, costumo abrir quase todos os links que recebo das pessoas que acompanho quando os temas envolvem gestão do conhecimento, liderança, gestão empresarial, empreendedorismo ou inovação.
E hoje descobri esse texto que simplesmente A-D-O-R-E-I e que adoraria ter escrito. Tem tudo a ver com as discussões que venho empreendendo na região sobre uma nova proposta de educação desde o ensino fundamental. A autoria é do Ricardo Jordão fundador da BIZREVOLUTION, escritor, blogueiro, agitador, consultor de marketing e vendas especialista em virar a mesa.... Um cara que QUEBRA TUDO e com quem vivo aprendo virtualmente.
Se você está nas redes sociais, acompanhe também twitter.com/bizrevolution e visite com tempo o site: http://www.bizrevolution.com.br
Mas vamos ao texto com a devida autorização para ser publicado no Lounge:

5 coisas sobre empreendedorismo que nenhuma escola de negócios ensina.

"Eu estudei na escola de propaganda e marketing mais desejada do Brasil: a ESPM. Nos meus quatro anos de ESPM eu nunca fui apresentado a uma matéria chamada EMPREENDEDORISMO. Eu nunca fui apresentado a nenhum tipo de aula sobre como abrir uma agência de propaganda, uma consultoria de marketing ou qualquer coisa do tipo.
Fora as aulas, as palestras esporádicas que a faculdade oferecia aos alunos eram sempre com alguma figura famosa da propaganda brasileira mostrando o seu rolo de comerciais premiados em Cannes. 9,5 em cada 10 amigos que estudaram comigo queriam trabalhar em grandes empresas e grandes agências. O sonho do ESPMer nos anos 90 era virar estagiário do Julio Ribeiro da Talent, mesmo que fosse para trabalhar de graça.
Eu estudei na ESPM no início dos anos noventa, e posso garantir a vocês que nada mudou em 15 anos. Tudo continua igual. A única diferença é que a molecada hoje quer trabalhar na África ou Agência Click.
Eu acredito que as escolas de negócios deveriam ensinar, incentivar, promover e evangelizar o EMPREENDEDORISMO como caminho para os seus alunos serem bem sucedidos na vida.
Mesmo porque a Agência Click tem meia dúzia de vagas de estágio, e a faculdade tem 600 alunos.

Mas o quê exatamente as escolas de negócios deveriam ensinar sobre empreendedorismo?

1. Lidar com as pessoas. No final de uma faculdade de administração de quatro anos, os jovens passam seis meses fazendo um trabalho de conclusão de curso pasteurizado prá daná. A molecada segue o template que o professor recomenda: "fazer um documento completo com visão, missão valores, metas, números, swot, balanced scorecard, análise competitiva, tecnologia, estratégia, balancete etc".
A faculdade ensina que o jovem tem que ter um plano bem feito e bem estruturado para a empresa acontecer, e depois, basta implementá-lo para a coisa toda acontecer. Ledo engano. A escola esquece de ensinar que existe o componente pessoas nas empresas, e que esse recurso pode acabar com o super bem estruturado plano de papel.
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar a matéria "Aprender a lidar com seres humanos", onde a molecada será submetida a exercícios de campo onde terão que aprender a influenciar e engajar pessoas de diferentes formações e posições.

2. Ética. A molecada sai da escola sabendo o que são os 4Ps do marketing, mas em nenhum momento são forçadas a refletir sobre as premissas que devem levar em conta ao escolher fornecedores para um determinado produto, formatar políticas de preços para diferentes tipos de clientes, e tratar as pessoas.
A faculdade "ensina" o jovem a desejar crescer na vida, mas não fala nada sobre como crescer fazendo o bem para os outros e para si mesmo. Crescer por crescer é a filosofia da célula do câncer!
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar a matéria "Ganha Ganha Ganha", onde a molecada é obrigada a participar de jogos, simulações e interações sobre a aplicação de diferentes éticas no mundo dos negócios.

3. Ter uma Vida. A grande maioria das pessoas que resolvem se tornar empreendedoras o fazem pensando que poderão levar a vida como bem entender. Infelizmente, 99% vai perceber logo no início que o negócio nunca fecha, e que o empreendedor nunca pode realmente abandonar a empresa na mão dos funcionários.
É incrivelmente difícil você levar uma vida balanceada quando você é dono do seu próprio negócio. Realmente difícil. Mas é possível. Eu conheço gente que consegue, e por isso acredito que é possível.
Família, filhos, estudos, viagens, saúde, exercício para o corpo, exercício para o o espírito são visões da vida que de alguma maneira precisam andar em conjunto com a empresa. É difícil, mas é possível.
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar a matéria "Vida Empreendedora" para ensinar os jovens a lidar com as diferentes cobranças que a vida terá sobre quem é empreendedor.

4. Risco. A verdade é que a grande maioria das pessoas entra em uma faculdade na esperança de sair de lá com seguro de vida que lhe garanta emprego, bons salários, mulheres bonitas e status. A grande realidade é que nada é certo, principalmente quando o assunto é empreender.
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar uma matéria chamada "Tudo ou nada" onde a molecada é levada por exercícios que as expõe ao risco de ter tudo ou nada, falar em público, fazer besteira, resiliência e muito mais.

5. Quando investir, e quando não investir. Empreendedor é tudo maluco. O cara visualiza uma idéia e sai fazendo as coisas sem qualquer estudo ou preparo.
O Empreendedor é movido pela paixão, o quê é bem legal, mas, o cara se intrubica como ninguém. Nem tudo é convergente, nem tudo é compatível, nem tudo é necessário. Não é porque você vende cartucho de impressão que você deve vender impressoras.
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS. Criar uma matéria chamada "Conquistar 50 territórios ou 3 continentes a sua escolha" onde o jovem será levado a aprender a como manter territórios enquanto avança mundo afora."

Obrigada, Ricardo... Espero que novo empreendedores possam ler esses conselhos e que as universidades "acordem" para esse novo modelo de educação.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

NECESSIDADE ou OPORTUNIDADE?


Meus amigos...
Hoje é um dia muito especial em que passo a colaborar com o jornal O DIÁRIO DE MOGI todas as sextas-feiras... (pena que não está no site, mas juro que é verdade...rs...)
Justamente por isso, passarei a blogar novos conteúdos no mínimo duas vezes por semana para que possamos construir juntos novos conhecimentos em nosso lounge!
Se você quiser dar dicas de assuntos ou quiser mandar as suas dúvidas sobre empreendedorismo, gestão de negócios, inovação ou liderança fique à vontade.
Certamente, irão me ajudar bastante na escolha dos próximos artigos...
Um beijo e espero que gostem do texto de estréia!

NECESSIDADE ou OPORTUNIDADE?

Empreender é uma prática, não é arte ou ciência. É estar à frente de um negócio, fazer mais do que a rotina e gerar riquezas. Para muitos, empreender é a realização de um sonho: o exercício da liberdade e de um propósito de vida. Para outros, fonte de sobrevivência: única alternativa viável, depois de anos de desemprego e relações desgastadas com o mercado de trabalho.
Identificar os motivos que nos levam a assumir novos desafios é fundamental para que o sucesso desse novo caminho dê certo. Seja qual for a sua razão para empreender, compreender o que motiva sua ação rumo a esse novo mundo será determinante para entender o seu próprio comportamento com o mercado. Não espere que os clientes procurem seu negócio para salvar-lhe das dívidas ou porque você não agüentava mais o seu chefe. Clientes querem atender seus próprios sonhos, desejos ou necessidades e o seu produto/serviço deve estar apto a isso.
Por isso, se a sua motivação a empreender estiver mais ligada à sua própria necessidade. Páre!
Analise o mercado, conheça quem serão seus concorrentes, fornecedores e principalmente, se existe alguém disposto a comprar aquilo que você pretende vender. Se você não se sente apto a essa análise sozinho, busque informações e procure especialistas. Um erro básico que muitos cometem é conseguir pessoas que apenas torçam pelo sucesso e não que ajudem a enxergar a realidade como ela é. Lembre-se que abrir um negócio pode não ser a “salvação da lavoura”. Hoje paga-se, aproximadamente, 35% de tudo o que se cria em impostos. Os juros são altíssimos. O país é campeão mundial de causas trabalhistas.
Mas então, empreender é um mau negócio?!? De forma alguma!
Empreender é o caminho da diminuição das diferenças sociais, é a opção para a diminuição do emprego com carteira assinada, é um impulso ao progresso.
Mas é preciso que se avalie oportunidades e que os negócios se iniciem à partir de uma demanda. Resista à tentação do “sair fazendo” e planeje a sua entrada nesse novo mundo. Torne-se um empreendedor por oportunidade, um empreendedor que atende à necessidade do cliente e não apenas a sua necessidade de sobrevivência.
Por mais que você necessite de uma solução para os seus problemas com urgência, procure focar nos objetivos do seu negócio e tenha metas de longo. Observar negócios que estão dando certo, é um excelente jeito de aprender, e uma maneira mais garantida para começar.
E não esqueça de responder uma importante pergunta: Qual a inovação que o seu negócio vai trazer em relação aos seus concorrentes? Talvez a chave para o sucesso esteja aí!

Ana Maria Magni Coelho
Artigo de estréia no Jornal O DIÁRIO DE MOGI
Publicado em 16 de outubro de 2009