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sábado, 11 de dezembro de 2010

EMPREENDEDORISMO NO ALEMÃO

Prefeito do Rio faz ação para legalizar pequenos negócios no Alemão
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), esteve na manhã deste sábado na Vila Olímpica do Alemão para inaugurar na comunidade o projeto Empresa Bacana que visa a legalização de pequenos negócios no local.
Desde ontem, quando foram montadas tendas na Vila Olímpica, para atender aos moradores interessados em formalizar seu negócio, mais de 50 pedidos de emissão de alvarás foram efetuados. O prefeito entregou cinco alvarás a microempreendedores.
A estimativa da prefeitura é que existam mais de 7.000 negócios, entre pequenos comércios e prestação de serviços na comunidade, destes 95% estariam na informalidade. Pelo menos quatro órgãos estão integrados no atendimento à população: as secretarias de Ordem Pública, de Empreendedorismo, de Trabalho e Renda e Sebrae.
Desde o início da ocupação da polícia, no final de novembro, houve um aumento no volume de ligações para a Inspetoria Regional de Licenciamento e Legalização com pedidos de informações para legalizar serviços como oficina mecânica, salões de beleza, bares, farmácias, padaria, minimercados e entregas.
A previsão é que as tendas da prefeitura fiquem até este domingo, mas é possível que o atendimento no local se estenda por mais uma semana.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

DOING BUSINESS


O projeto Doing Business fornece medidas objetivas das regulamentações aplicáveis às empresas e seu cumprimento em 183 economias e cidades selecionadas no nível subnacional e regional.
Lançado em 2002, examina pequenas e médias empresas nacionais e analisa as regulamentações aplicadas a elas durante seu ciclo de vida. O projeto Doing Business e o modelo de custo padrão são apenas ferramentas usadas em uma ampla série de jurisdições para medir o impacto da criação de regulamentações pelo governo sobre a atividade empresarial.
Ao reunir e analisar dados quantitativos abrangentes para comparar ambientes regulatórios de empresas em várias economias ao longo do tempo, o Doing Business encoraja os países a competir para alcançar uma regulamentação mais eficiente; oferece padrões de referência de reforma mensuráveis; e serve como recurso para acadêmicos, jornalistas, pesquisadores do setor privado e outros interessados no clima empresarial de cada país.
Além disso, o Doing Business oferece relatórios subnacionais detalhados, que cobrem exaustivamente a regulamentação e reformas de empresas em diferentes cidades e regiões de uma nação. Esses relatórios fornecem dados sobre a facilidade de se fazer negócios, classifica cada local e recomenda reformas para melhorar o desempenho em cada uma das áreas de indicadores. As cidades selecionadas podem comparar as regulamentações de suas empresas com as de outras cidades no país ou região e com as 183 economias que o Doing Business classificou.
O primeiro relatório Doing Business, publicado em 2003, cobriu 5 conjuntos de indicadores em 133 economias. O relatório de 2010 cobriu 10 conjuntos de indicadores em 183 economias. O projeto se beneficiou com os comentários de governos, acadêmicos, profissionais e revisores. A meta inicial permanece: fornecer uma base objetiva para o entendimento e a melhoria do ambiente de regulamentação de empresas no mundo inteiro.

Doing Business 2011: Fazendo a diferença para os empresários

No ano passado, os governos de 117 economias introduziram 216 reformas normativas destinadas a tornar mais fácil abrir e operar um negócio, fortalecer a transparência e os direitos de propriedade, bem como melhorar a eficiência da solução de controvérsias comerciais e procedimentos de falência.
Essa é uma conclusão do Doing Business 2011: Making a Difference for Entrepreneurs (Fazendo a diferença para os empresários), o oitavo de uma série de relatórios anuais publicados pelo IFC e pelo Banco Mundial. O relatório classifica 183 economias em aspectos-chave da regulamentação de negócios aplicáveis às firmas domésticas.
Em âmbito global, continua a ser mais fácil fazer negócios nas economias de alta renda da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e mais difícil nas da África Subsaariana e no Sul da Ásia. Mas as economias em desenvolvimento estão cada vez mais ativas. No ano passado 66% reformaram a regulamentação de negócios, um aumento de 34% com relação a seis anos atrás.
Nos últimos cinco anos, cerca de 85% das economias do mundo tornaram mais fácil a operação das firmas locais por meio de 1.511 melhorias nas regulamentações de negócios. O Doing Business 2011 lançou uma nova medição que mostra como a regulamentação de negócios mudou em 174 economias desde 2005. A China e a Índia estão entre as 40 principais economias que mais melhoraram. Entre as 30 principais economias que mais melhoraram, um terço são da África Subsaariana.
Ainda em âmbito mundial, mais da metade das modificações normativas registradas no último ano facilitaram a abertura de empresas, o comércio e o pagamento de impostos. Muitas das melhorias incluem novas tecnologias. “A nova tecnologia apoia as melhores práticas normativas no mundo inteiro”, afirmou Janamitra Devan, Vice-Presidente de Desenvolvimento dos Setores Financeiro e Privado do Grupo do Banco Mundial. “A tecnologia torna o cumprimento de normas mais fácil, menos custoso e mais transparente.”
Pelo quinto ano consecutivo Cingapura lidera na facilidade de se fazer negócios, seguida de Hong Kong SAR China, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos. Entre as 25 principais economias, 18 tornaram mais fácil fazer negócios no ano passado.
“Governos no mundo inteiro têm constantemente tomado medidas para fortalecer empresários locais,” afirmou Neil Gregory, Diretor Interino, Indicadores Globais e Análise, Grupo do Banco Mundial. "As economias mais afetadas pela crise financeira – especialmente no Leste Europeu – vêm adotando reformas normativas para tornar mais fácil às pequenas e médias empresas a recuperação e criação de empregos."
No ano passado o Cazaquistão foi o país que mais melhorou a regulamentação de negócios para os empresariais locais. A lista deste ano das 10 economias que mais melhoraram também inclui três da África Subsaariana: Ruanda (reformador constante da regulamentação de negócios), Cabo Verde e Zâmbia – bem como o Peru, Vietnã, Tadjiquistão, Hungria, Grenada e Brunei Darussalam

Os estudos completos estão disponíveis no Slideshare.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

PELAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS


Em seu primeiro pronunciamento como presidenta eleita de nosso País, Dilma Rousseff verbalizou em vários momentos a importância de um tratamento diferenciado aos empreendedores individuais e às micro e pequenas empresas.
Como o governo ainda nem começou e caberá a cada cidadão acompanhar a realização dessas metas, o Lounge Empreendedor não poderia deixar de registrar a íntegra do discurso de Dilma Rousseff  (fonte: Folha.com)
Que assim, seja!

PRONUNCIAMENTO DE 31 DE OUTUBRO DE 2010

Principais palavras citadas em campanha pela, então, candidata
Dilma Rousseff

Minhas amigas e meus amigos de todo o Brasil,

É imensa a minha alegria de estar aqui.
Recebi hoje de milhões de brasileiras e brasileiros a missão mais importante de minha vida.
Este fato, para além de minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país: pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro portanto aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural. E que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis, nas entidades representativas de toda nossa sociedade.
A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um principio essencial da democracia. Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: SIM, a mulher pode!
Minha alegria é ainda maior pelo fato de que a presença de uma mulher na presidência da República se dá pelo caminho sagrado do voto, da decisão democrática do eleitor, do exercício mais elevado da cidadania. Por isso, registro aqui outro compromisso com meu país:
Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social.
Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa.
Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto.
Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa constituição.
Zelarei, enfim, pela nossa Constituição, dever maior da presidência da República.
Nesta longa jornada que me trouxe aqui pude falar e visitar todas as nossas regiões.
O que mais me deu esperanças foi a capacidade imensa do nosso povo, de agarrar uma oportunidade, por mais singela que seja, e com ela construir um mundo melhor para sua família.
É simplesmente incrível a capacidade de criar e empreender do nosso povo. Por isso, reforço aqui meu compromisso fundamental: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras.
Ressalto, entretanto, que esta ambiciosa meta não será realizada pela vontade do governo. Ela é um chamado à nação, aos empresários, às igrejas, às entidades civis, às universidades, à imprensa, aos governadores, aos prefeitos e a todas as pessoas de bem.
Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte.
A erradicação da miséria nos próximos anos é, assim, uma meta que assumo, mas para a qual peço humildemente o apoio de todos que possam ajudar o país no trabalho de superar esse abismo que ainda nos separa de ser uma nação desenvolvida.
O Brasil é uma terra generosa e sempre devolverá em dobro cada semente que for plantada com mão amorosa e olhar para o futuro.
Minha convicção de assumir a meta de erradicar a miséria vem, não de uma certeza teórica, mas da experiência viva do nosso governo, no qual uma imensa mobilidade social se realizou, tornando hoje possível um sonho que sempre pareceu impossível.
Reconheço que teremos um duro trabalho para qualificar o nosso desenvolvimento econômico. Essa nova era de prosperidade criada pela genialidade do presidente Lula e pela força do povo e de nossos empreendedores encontra seu momento de maior potencial numa época em que a economia das grandes nações se encontra abalada.
No curto prazo, não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso, se tornam ainda mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas.
Longe de dizer, com isso, que pretendamos fechar o país ao mundo. Muito ao contrário, continuaremos propugnando pela ampla abertura das relações comerciais e pelo fim do protecionismo dos países ricos, que impede as nações pobres de realizar plenamente suas vocações.
Mas é preciso reconhecer que teremos grandes responsabilidades num mundo que enfrenta ainda os efeitos de uma crise financeira de grandes proporções e que se socorre de mecanismos nem sempre adequados, nem sempre equilibrados, para a retomada do crescimento.
É preciso, no plano multilateral, estabelecer regras mais claras e mais cuidadosas para a retomada dos mercados de financiamento, limitando a alavancagem e a especulação desmedida, que aumentam a volatilidade dos capitais e das moedas. Atuaremos firmemente nos fóruns internacionais com este objetivo.
Cuidaremos de nossa economia com toda responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável.
Por isso, faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos.
Mas recusamos as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, os serviços essenciais à população e os necessários investimentos.
Sim, buscaremos o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas, social e ambientalmente sustentáveis. Para isso zelaremos pela poupança pública.
Zelaremos pela meritocracia no funcionalismo e pela excelência do serviço público.
Zelarei pelo aperfeiçoamento de todos os mecanismos que liberem a capacidade empreendedora de nosso empresariado e de nosso povo.
Valorizarei o Micro Empreendedor Individual, para formalizar milhões de negócios individuais ou familiares, ampliarei os limites do Supersimples e construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico, como fez nosso governo na construção civil, no setor elétrico, na lei de recuperação de empresas, entre outros.
As agências reguladoras terão todo respaldo para atuar com determinação e autonomia, voltadas para a promoção da inovação, da saudável concorrência e da efetividade dos setores regulados.
Apresentaremos sempre com clareza nossos planos de ação governamental. Levaremos ao debate público as grandes questões nacionais. Trataremos sempre com transparência nossas metas, nossos resultados, nossas dificuldades.
Mas acima de tudo quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas.
Trataremos os recursos provenientes de nossas riquezas sempre com pensamento de longo prazo. Por isso trabalharei no Congresso pela aprovação do Fundo Social do Pré-Sal. Por meio dele queremos realizar muitos de nossos objetivos sociais.
Recusaremos o gasto efêmero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.
O Fundo Social é mecanismo de poupança de longo prazo, para apoiar as atuais e futuras gerações. Ele é o mais importante fruto do novo modelo que propusemos para a exploração do pré-sal, que reserva à Nação e ao povo a parcela mais importante dessas riquezas.
Definitivamente, não alienaremos nossas riquezas para deixar ao povo só migalhas.
Me comprometi nesta campanha com a qualificação da Educação e dos Serviços de Saúde.
Me comprometi também com a melhoria da segurança pública.
Com o combate às drogas que infelicitam nossas famílias.
Reafirmo aqui estes compromissos. Nomearei ministros e equipes de primeira qualidade para realizar esses objetivos.
Mas acompanharei pessoalmente estas áreas capitais para o desenvolvimento de nosso povo.
A visão moderna do desenvolvimento econômico é aquela que valoriza o trabalhador e sua família, o cidadão e sua comunidade, oferecendo acesso a educação e saúde de qualidade.
É aquela que convive com o meio ambiente sem agredi-lo e sem criar passivos maiores que as conquistas do próprio desenvolvimento.
Não pretendo me estender aqui, neste primeiro pronunciamento ao país, mas quero registrar que todos os compromissos que assumi, perseguirei de forma dedicada e carinhosa.
Disse na campanha que os mais necessitados, as crianças, os jovens, as pessoas com deficiência, o trabalhador desempregado, o idoso teriam toda minha atenção. Reafirmo aqui este compromisso.
Fui eleita com uma coligação de dez partidos e com apoio de lideranças de vários outros partidos. Vou com eles construir um governo onde a capacidade profissional, a liderança e a disposição de servir ao país será o critério fundamental.
Vou valorizar os quadros profissionais da administração pública, independente de filiação partidária.
Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrio.
A partir de minha posse serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política.
Nosso país precisa ainda melhorar a conduta e a qualidade da política. Quero empenhar-me, junto com todos os partidos, numa reforma política que eleve os valores republicanos, avançando em nossa jovem democracia.
Ao mesmo tempo, afirmo com clareza que valorizarei a transparência na administração pública. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. Serei rígida na defesa do interesse público em todos os níveis de meu governo. Os órgãos de controle e de fiscalização trabalharão com meu respaldo, sem jamais perseguir adversários ou proteger amigos.
Deixei para o final os meus agradecimentos, pois quero destacá-los. Primeiro, ao povo que me dedicou seu apoio. Serei eternamente grata pela oportunidade única de servir ao meu país no seu mais alto posto. Prometo devolver em dobro todo o carinho recebido, em todos os lugares que passei.
Mas agradeço respeitosamente também aqueles que votaram no primeiro e no segundo turno em outros candidatos ou candidatas. Eles também fizeram valer a festa da democracia.
Agradeço as lideranças partidárias que me apoiaram e comandaram esta jornada, meus assessores, minhas equipes de trabalho e todos os que dedicaram meses inteiros a esse árduo trabalho.
Agradeço a imprensa brasileira e estrangeira que aqui atua e cada um de seus profissionais pela cobertura do processo eleitoral.
Não nego a vocês que, por vezes, algumas das coisas difundidas me deixaram triste. Mas quem, como eu, lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida; quem, como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade. Por isso, não carregarei nenhum ressentimento.
Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silencio das ditaduras. As criticas do jornalismo livre ajudam ao pais e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório.
Agradeço muito especialmente ao presidente Lula. Ter a honra de seu apoio, ter o privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria, são coisas que se guarda para a vida toda. Conviver durante todos estes anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu pais e por sua gente. A alegria que sinto pela minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida.
Sei que um líder como Lula nunca estará longe de seu povo e de cada um de nós.
Baterei muito a sua porta e, tenho certeza, que a encontrarei sempre aberta.
Sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade. A tarefa de sucedê-lo é difícil e desafiadora. Mas saberei honrar seu legado.
Saberei consolidar e avançar sua obra.
Aprendi com ele que quando se governa pensando no interesse público e nos mais necessitados uma imensa força brota do nosso povo.
Uma força que leva o país para frente e ajuda a vencer os maiores desafios.
Passada a eleição agora é hora de trabalho. Passado o debate de projetos agora é hora de união.
União pela educação, união pelo desenvolvimento, união pelo país. Junto comigo foram eleitos novos governadores, deputados, senadores. Ao parabenizá-los, convido a todos, independente de cor partidária, para uma ação determinada pelo futuro de nosso país.
Sempre com a convicção de que a Nação Brasileira será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ela.
Muito obrigada, Dilma Rousseff

domingo, 17 de outubro de 2010

ECONOMIA SUBTERRÂNEA


Uma semana especial com orientações sobre a formalização de Microempreendedores Individuais (MEI) está sendo preparada pelo SEBRAE em todo o país. A idéia é ampliar o conhecimento de toda a população a respeito dessa nova condição jurídica-empresarial que permite o pagamento simplificado de impostos e a facilidade em formalizar pequenos negócios.
Mesmo com muita evolução no ambiente empresarial nos últimos anos, ainda são altos os números de pessoas que, atuando na informalidade, contribuem para o desenvolvimento do nosso país. Um estudo publicado pelo Instituto de Economia da FGV mostra que a economia subterrânea do Brasil, conhecida como economia informal, representou 18,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009. Quanto isso representa?
O equivalente a R$ 578,4 bilhões ou algo muito próximo ao PIB da Argentina.
Manter patamares tão altos de recursos na informalidade reduz nossa capacidade de geração de tributos que poderiam ser reinvestidos em nossas próprias regiões bem como de investimentos privados. Com o impacto da concorrência desleal, muitas empresas formalizadas não encontram incentivos para ampliar suas atividades e não conseguem firmar boas relações comerciais locais. Afinal, como comprar de um fornecedor local se não há garantias desses negócios?
Atuar para a redução da economia informal é fundamental para expandir a formação do capital do nosso País, gerar empregos, melhorar a renda da população e garantir cidadania empresarial àqueles que contribuem muito para a economia local.
A criação do MEI como uma nova categoria para formalização de pequenos negócios tem o objetivo de melhorar a vida de quem trabalha por conta própria à frente de um empreendimento de pequeno porte ou dos trabalhadores informais.
Mais de 600 mil empresários brasileiros já formalizaram seus empreendimentos através dessa nova condição e sabemos que ainda existem muitos que podem utilizar esse recurso para ter acesso à proteção previdenciária, com os benefícios de aposentadoria, salário-maternidade, auxílio-doença e pensão por morte para a família.
Além, é claro, da obtenção do CNPJ e da possibilidade de ampliar a quantidade de clientes, de crédito e de negócios a partir da formalização.
A redução da economia subterrânea indica uma evolução do nível de desenvolvimento da economia e da maturidade de nosso país. Há espaço para todos.
É preciso ampliar o conhecimento de toda a comunidade empresarial sobre seus direitos e deveres, acompanhar a regulamentação da Lei Geral Municipal em todos os municípios paulistas e desenvolver subsídios para que trabalhadores honestos possam ter participação mais efetiva na economia, como o que acontece em Mogi das Cruzes.
Se quiser entender um pouco mais sobre a figura do Microempreendedores Individual, acesse o  Portal do Empreendedor ou visite qualquer unidade do SEBRAE na próxima semana.
Fazendo uma analogia, lembre-se que dizer que teve um tratamento de rei na casa do seu amigo, não significa que tenha se transformado em rei. Simplesmente, foi tratado assim, mas, nem por isso, passará a ser rei.
Assim são também os microempreendedores Individuais: para que sejam “reis” de verdade, além do CNPJ, será preciso dedicação, planejamento e persistência para que vejam seus negócios brilhar! 



 ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
16 de outubro de 2010 

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

GRATIDÃO SEM VERGONHA


Gratidão pode parecer um tema suave ou até mesmo óbvio para sua leitura em um blog cujo tema é empreendedorismo. Talvez você esteja à procura de uma nova lição de liderança ou uma diferente abordagem sobre marketing e vendas. Entretanto, mesmo quando falamos em gestão de empresas é preciso resgatar valores essenciais como amizade, gratidão, lealdade e respeito. Esse é o real sentido do "jogo da vida"!
A necessidade das pessoas em valorizar apenas o patrimônio, a posição profissional ou social faz com que muitos percam o sentido real de suas conquistas. Já escutei inúmeras vezes que no ambiente competitivo das organizações há muito mais pessoas ingratas do que gratas. Talvez seja verdade. E justamente por isso, a gratidão tem poderes incríveis para quem a pratica.
Quando ela se expressa em gentileza, manifestações públicas de agradecimento e, acima de tudo, respeito, tem um efeito e um poder inigualáveis.  Não significa ser subserviente ou submisso, mas sim dar o justo reconhecimento a interdependência e a conseqüência das outras pessoas sobre nossas próprias conquistas.
Quando as coisas estão muito ruins, pode ser fácil dizer "tudo é uma porcaria, não tenho nada a agradecer." Mas, se formos honestos, sabemos que não é verdade. Sempre há alguma coisa, não importa quão pequena, que está em sua vida para a qual você possa ser grato. Pode ser preciso dar um passo atrás para enxergar, mas tenho certeza que há!
Quantas vezes você já parou para agradecer seus pais, professores, líderes e/ou colegas por ser o profissional e a pessoa que você é hoje?
A ingratidão, sentimento muito próximo ao orgulho e a soberba, só faz perdedores. Nunca soube de alguém que tenha ganhado algo sendo ingrato. Empresas ingratas perdem seus colaboradores, seus clientes e vêem seu mercado ruir. Pessoas ingratas terminam sós, amarguradas e sem o respeito de seus pares.
Gratidão requer coragem!
Coragem para reconhecer que nem tudo o que as pessoas fazem por nós é apenas uma obrigação. Temos o péssimo hábito de corromper o sentido real das palavras a partir de nosso ponto de vista ou de nosso estado de espírito. Criamos uma infindável lista de atitudes equivocadas a partir de um conceito que, a priori, não deveria trazer nenhum prejuízo, como é a gratidão.
Ingenuamente, nos iludimos com a certeza de que seremos retribuídos por todos os favores e por todas as ajudas prestadas a outrem. Esquecemos que cada um de nós é livre para fazer o que quiser e, portanto, nem todos agirão conforme nossos desejos e expectativas.
Que tal se em vez de reclamar daquele cliente difícil de atender, você pensar que ele poderia ter escolhido outra empresa para negociar? 
Se atender os seus clientes com gratidão, eles serão leais e indicarão você a novos clientes. Se olhar com gratidão para cada colega de trabalho, construirá um ambiente mais humano e solidário.  Se levar sua empresa a demonstrar gratidão contribuindo em causas sociais e ambientais ampliará suas possibilidades de ter sua marca fixada no coração das pessoas.
Parece simples, mas o exercício da gratidão requer mais do vontade; é preciso ação e atitude.
Se ao iniciar a leitura desse texto, você acreditava que esse era apenas um tema leve e sem sentido a prática empreendedora, avalie suas próprias atitudes e passe a praticar a gratidão sem vergonha de se expor. 
Cultive esse novo hábito na sua organização, sua comunidade e sua casa.  
O senso comum nem sempre é uma prática comum.
Muito obrigada pela leitura.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
09 de outubro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

SER EMPREENDEDOR É...

Empreendedores que planejam melhor a abertura de suas empresas, que buscam capacitação e que se dedicam ao progresso de sua gestão permanecem mais tempo em atividade, gerando renda, empregos e tornando real o sonho de manter um negócio próprio.
A melhoria do perfil empreendedor e um ambiente mais favorável à criação de novos negócios é o principal presente desse mês do empreendedor quando o SEBRAE-SP publica o estudo inédito de 12 anos de Monitoramento da Sobrevivência e Mortalidade das Empresas Paulistas – 2010, lança um novo portal com acesso às redes sociais e amplia o portfólio de soluções disponíveis a todos aqueles que nos acompanham e creditam em nós parte de seu sucesso.
O estudo sobre o tempo de atividade dos pequenos negócios paulistas mostra que, em pouco mais de uma década, a taxa de mortalidade das empresas com cinco anos de atividade caiu de 71% para 58%. Uma evolução que merece muita comemoração!
Além da melhoria do ambiente macroeconômico e da aprovação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa em quase 120 municípios paulistas, a mudança no perfil do empreendedor de sucesso contribui para essa maior sobrevida.
Hoje, o empreendedor paulista é jovem, tem melhor nível de escolaridade, decidiu iniciar um negócio em função de uma oportunidade, já tem alguma experiência no ramo de atuação e planejou, cerca de 6 meses, antes de abrir a empresa.
Não há mais espaço para aventura, mas sim vontade real de transformar o sonho de empreender em capacidade de realizar.
Mapear os números e analisar as causas do sucesso ou insucesso das pequenas empresas paulistas é fundamental para que possamos melhorar nossa participação na esfera corporativa. Afinal, são vocês que nos movem diariamente a buscar o aprimoramento de nossas soluções e canais de atendimento para os quase 50.000 pequenos negócios do Alto Tietê e os 5 milhões de empreendedores que decidiram investir na abertura de um negócio próprio em São Paulo
Sabemos o tamanho do nosso desafio, mas sabemos também que ser empreendedor é ser otimista e acreditar no futuro. É transformar crises em oportunidades exercendo influência nas pessoas a fim de guiá-las em direção às suas idéias.
Ser empreendedor é acreditar na capacidade de criar algo novo ou inovar o que já existe. É buscar novos negócios e oportunidades com a preocupação na melhoria dos produtos e serviços baseando suas ações nas necessidades do mercado.
É assim que desejamos comemorar mais um mês do empreendedor. Queremos avançar rumo à construção de um país realmente forte com pessoas capazes de empreender para transformar e inovar para crescer.
Aceita nosso convite?



ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
07 de outubro de 2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

INTRA-EMPREENDEDORES


Muito tem se falado em intra-empreendedorismo e nas possibilidades de desenvolvimento das empresas a partir do comportamento de seus próprios colaboradores.
Entretanto, tolos são aqueles que acreditam apenas em boas intenções.
Para que essa nova realidade vire fato, é preciso repensar estruturas e processos.
Muda-se o discurso, mas as regras do jogo ainda são as mesmas: empresas altamente concentradas no peso da hierarquia, nas relações de poder, nas regras e procedimentos, na politicagem, na burocracia e no excesso de controle.
Juntos ou separados, tais elementos podam a liberdade, ousadia, criatividade e, principalmente, a capacidade de contribuição individual e em equipe das pessoas.
Além disso, ajudam a criar uma cultura equivocada de que tudo deve ser controlado, nivelando por baixo todo o potencial das pessoas que constroem a organização.
Se uma empresa ainda vive a departamentalização de seus processos ou disputas que beirem o confronto pessoal, não há espaço para uma organização empreendedora.  Qualquer proposta de melhoria que não seja das posições do topo da pirâmide será de difícil aceite.
O fato é que pouca coisa mudará se não houver participação e iniciativa de toda a empresa. Egoísmo e diferenças precisam ser superados em busca do bem comum e da solução de problemas pertinentes a toda a empresa.
Pensar assim não é utopia, é objetividade. Transformações autênticas se dão horizontalmente, com a mobilização e envolvimento de todos.
Boas idéias podem nascer em qualquer esfera da estrutura organizacional, do estagiário ao diretor-presidente.
Cultivá-las é papel fundamental de cada um de nós!
A maioria das pessoas ainda tem a tendência de esperar, e apenas esperar, que alguma mudança em suas vidas venha de fora, venha de cima, numa espécie de arrebatamento extraterrestre.
Colaboradores empreendedores vêem sua motivação surgir na medida em que suas iniciativas sejam recompensadas com mais responsabilidade, liberdade e reconhecimento.  Não envolve só uma questão de aumento salarial.
Oferecer benefícios coerentes ao intra-empreendedor requer entender as particularidades da motivação de cada um e de suas causas de vínculo aquela empresa ou organização.
Se você quer tirar sua empresa do mundo das boas intenções, abandone o medo e divida o poder com sua equipe. Ofereça liberdade e veja como as pessoas reagem a ela. Os empreendedores farão bom uso desse momento.
Caberá a você reduzir a burocracia e dar-lhes o apoio e os recursos necessários para que os projetos saiam do papel e se tornem realidade. Esse é o caminho para capitalizar resultados positivos e promover uma nova cultura na empresa: empreendedores só podem ser liderados por empreendedores.
Chega de sonhos extraterrestres!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
23 de setembro de 2010


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

FORMALIZAÇÃO EM ALTA



Sem pagar elevadas tributações e com benefícios previdenciários! Sim, já é possível se formalizar nessas condições.
E, é dessa forma que o trabalhador independente ou autônomo pode se planejar para o futuro. Pensar na aposentadoria, estar legalizado e podendo usufruir de benefícios da previdência social como o auxílio-doença.
Desde julho de 2009 profissionais de categorias como cabeleireiro, encanador, eletricista, instrutor de informática, fotógrafo, digitador entre muitos outros podem optar pelo MEI (microempreendedor individual).
A nova forma de tributação e legalização de empreendimentos está vigente há um ano e já beneficia muitos trabalhadores incluindo os freelancers que trabalham em casa.
Segundo recente pesquisa realizada pelo Comunica Geral, plataforma de negócios freelancer na Internet, 28,4% dos 495 profissionais freelancer pesquisados, já estão inscritos na nova modalidade de legalização do empreendimento, o MEI. O dado representa quase 1/3 do universo pesquisado perdendo somente para o percentual de trabalhadores com registro em carteira, com 31,3%. Isso demonstra que o trabalhador aprovou a lei e que a formalização está em alta.
Só no Alto Tietê, dados do IBGE apurados pelo SEBRAE-SP apontam que existe um potencial de 92.812 pessoas aptas a se regulamentar através dessa lei. Sim, quase cem mil pessoas podem passar a ter sua cidadania empresarial, mas apenas pouco mais de 10% já realizaram sua opção (1.546 pessoas).
Falta aos próprios municípios disseminarem essa nova forma de legalização e desburocratização de negócios. Apenas Mogi das Cruzes, Poá, Itaquaquecetuba e Salesópolis já têm a Lei Geral Municipal regulamentada, propiciando ambiente para ações como a Sala do Empreendedor ou Sala do MEI
Outros importantes benefícios que a nova figura jurídica oportuniza é obtenção de crédito, financiamento para capital de giro, aumento das vendas e do lucro. Nada mal para que aqueles que durante muito tempo viveram à margem dos direitos empresariais, não é?
Considera-se MEI, o empreendedor que tenha auferido receita bruta, no ano-calendário anterior, de até R$ 36.000,00 e que seja optante pelo Simples Nacional. O governo já discute um Projeto de Lei Complementar que amplia o teto do Empreendedor Individual para R$ 48 mil. Esse mesmo empreendedor quando inscrito como MEI pagará mensalmente 11% do salário mínimo para ter os direitos da Previdência Social, como auxílio-doença e aposentadoria por idade, por exemplo. A formalização é feita pela internet no endereço http://www.portaldoempreendedor.gov.br/

ANA  MARIA MAGNI COELHO
Coluna publicada em O Diário Empresarial
12 de agosto de 2010

sexta-feira, 28 de maio de 2010

BOLA NA REDE

Bandeiras, camisetas, bonés, apitos e uma infinidade de artigos para a torcida brasileira na Copa do Mundo 2010 já invadem as lojas de todo o varejo.
Em poucos dias, a paixão do brasileiro pelo futebol sofrerá grande aumento e milhares de torcedores irão parar tudo o que estiverem fazendo para acompanhar as partidas da nossa seleção canarinho e também de todo o mundo.
E os donos de pequenos negócios? Será que é o momento de sentar e assistir ou colocar a bola na marca do pênalti e fazer seu próprio gol?
Enquanto a bola oficial rolar nos campos da África do Sul, as entradas de seu fluxo de caixa podem aumentar de acordo com suas próprias ações. Depois da crise econômica, o Brasil vive um momento de conjunção positiva aos negócios do varejo. A expansão do PIB, emprego, renda, massa salarial, crédito e confiança criam esse ambiente que junto à euforia consumista da Copa podem ser multiplicados no seu faturamento.
Não posso afirmar que o time escalado por Dunga me inspira tanta confiança quanto as projeções de crescimento do varejo, mas garanto que para os pequenos empresários há muito por torcer e aproveitar.
Bares e restaurantes podem oferecer um cardápio e atendimento especial nos horários dos jogos para incrementar suas vendas e faturamento. Lojas de material esportivo já sentem a ampliação nas vendas. Empreendedores de Rua já incrementaram seu mix de produtos para atender os clientes com artigos de torcida.
Não faltará espaço para aqueles empreendedores que tenham planejamento, criatividade e disposição para acompanhar o ritmo das fases da Copa do Mundo e que, jogo a jogo, encante mais e mais seus clientes!
Não esqueça que para atrair um bom número de clientes ao seu estabelecimento, o ambiente deve ser amistoso. A tradição dos brasileiros nos jogos da seleção é assisti-los em grupo, gritar (e até xingar!) e fazer bagunça. Prepare seu estabelecimento para essa emoção! Capriche na parte externa, respeitando as leis municipais para as faixadas, decore a entrada do estabelecimento, conheça seus potenciais clientes e visite as empresas do entorno oferecendo seu serviço. Lembre-se que em bairros de concentração de imigrantes, você pode ter clientes não apenas para os jogos do Brasil. Se estiver apenas decorado para os jogos da seleção amarelinha, você pode se tornar pouco atrativo para italianos, japoneses ou portugueses.
E se você acha que seu negócio não tem nenhuma ligação com o esporte e que por isso, nem precisa se preocupar, cuidado! A concorrência pode agregar serviços ou brindes especiais que deixarão você para trás. Essa semana, recebi uma refeição em casa que chegou com uma simbólica tabela de acompanhamento dos jogos da Copa da África do Sul que já está fixada na geladeira pelos meus filhos. Gol! A empresa será lembrada durante vários dias.
Encare 2010 como o ensaio da sua empresa para 2014, quando a Copa do Mundo será nossa, mobilizando e acelerando o desenvolvimento econômico por meio de muitas oportunidades para as micro e pequenas empresas.
É hora de planejar, inovar, fazer o gol e partir para o abraço!

ANA MARIA MAGNI COELHO
Caderno Opinião - Mogi News
29 de maio de 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

MINISTÉRIO DA PEQUENA EMPRESA


É impressionante a força que as redes sociais têm para aproximar pessoas em convergência de opiniões! Em pleno anúncio sobre a possibilidade de criação de um ministério específico para tratar das questões da micro e pequena empresa, fui surpreendida no twitter (@anamariacoelho) com questões sobre a minha opinião sobre essa possibilidade.
Reconhecer as micro e pequenas empresas como importante vetor de desenvolvimento econômico e redução das desigualdades sociais torna a medida no mínimo admirável, mas precisamos de maior reflexão sobre o assunto, principalmente ao analisarmos o quanto a criação de uma nova pasta oneraria a “máquina do governo” já tão pesada em custos e o momento político em que a proposta está sendo conduzida.
De qualquer forma, perceber que finalmente a causa da pequena empresa ganha corpo nacionalmente é uma grande alegria. Esse é um esforço que o SEBRAE empreende desde a aprovação da Lei Geral em 2006 pelo governo federal.
Entretanto, a própria aprovação da Lei Geral nos mostra que não bastam leis ou ministérios para garantir condições diferentes aqueles que realmente são desiguais, pois até hoje muitos municípios ainda não regulamentaram suas esferas da Lei Geral.
É preciso ir além... Devemos pensar em propiciar um ambiente que permita que as MPEs nasçam e sobrevivam de forma competitiva bem como incentivar a formação de pessoas com comportamento empreendedor desde a base educação formal.

Veja a opinião de Bruno Bezerra* (@brunobezerra)

Nos últimos dias, o presidente Lula tem defendido a criação do Ministério da Pequena Empresa, alegando não ser possível que um só ministério [do Desenvolvimento] possa tratar, ao mesmo tempo, dos temas relativos às grandes empresas e daqueles de interesse específico da micro e pequena empresa.
Uma idéia interessante de ser debatida, assim sendo, como empreendedor de um desses espaços e entusiasta da pequena empresa, com duas perguntas vou tentar fomentar o debate em torno da criação [ou não] do Ministério da Pequena Empresa.
O ponto positivo das falas recentes do presidente Lula [mesmo em período eleitoral] é o fato de colocar a pequena empresa em debate. Costumo pensar a pequena empresa como um poderoso espaço empreendedor e um firme alicerce para as ambições micro e macroeconômicas dos governos em todas as esferas.
Os números do CAGED [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados], do Ministério do Trabalho e Emprego não me deixam mentir: dos 266,4 mil novos empregos com carteira assinada criados em março deste ano, 59% foram criados pelas micro e pequenas empresas. Destes, 44,3% devem-se às microempresas com até quatro empregados e 17% às pequenas que possuem de 20 a 99 trabalhadores.
Contudo, uma primeira pergunta básica: será que o que a pequena empresa precisa é mesmo de um ministério só seu?
É bem verdade que um ministério próprio poderia ajudar nos pleitos da pequena empresa, mas de fato não seria a solução dos muitos problemas, pois se assim fosse, as estruturas de saúde e educação com seus ministérios próprios [e com bons orçamentos] não teriam o mar de problemas que de tão velho e viciado não sabe a idade que tem.
Mais do que os expressivos números na geração de empregos, o poder da pequena empresa no Brasil pode [e deve] ser medido/sentido, sobretudo, na superação das reais adversidades da prática empreendedora. E não são poucas, nem fáceis. Vejamos algumas das principais: burocracia e morosidade na abertura e fechamento das empresas, a eterna falta de crédito barato e sem burocracia, uma legislação trabalhista caduca e improdutiva, o estorvo de novas obrigações trabalhistas, guerras fiscais entre estados, falta de ferramentas de planejamento mais específicas, escassez de mão-de-obra qualificada e a sempre perversa estrutura da carga tributária.
Pensando um pouco na relação ministério-solução, e focando nos entraves tributários e trabalhistas da pequena empresa, minha amiga Ana Maria Coelho – uma estudiosa do empreendedorismo de Mogi das Cruzes – resumiu bem a situação no twitter: oferecer um tratamento diferenciado aos que são realmente diferentes é um meio de oferecer igualdade de direitos. E aí vem a segunda pergunta: é necessário criar um ministério para fazer acontecer o que verdadeiramente importa para pequena empresa?
De tudo fica uma lição: criar um ministério parece ser relativamente fácil, mesmo não sendo nada barato para o contribuinte [leia-se também empreendedor] no perigoso círculo vicioso do peso e custo da máquina pública. O difícil parece ser criar as condições necessárias para que a pequena empresa – um dos principais motores da economia brasileira – possa contribuir ainda mais com o real desenvolvimento do Brasil.

*Bruno Bezerra é sócio da B&F Computadores [pequena empresa de informática], diretor de empreendedorismo da CDL Santa Cruz do Capibaribe-PE e autor do livro Caminhos do Desenvolvimento.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

GEM - O BRASIL E O EMPREENDEDORISMO


No último dia 06 de abril, o SEBRAE divulgou os dados da última pesquisa GEM.
Segundo dados da pesquisa, nas últimas nove edições o índice do Brasil em empreendedorismo por oportunidade vem demonstrando crescimento gradativo, passando de 8,5%, em 2001, para 9,4%, em 2009 - a maior taxa de empreendedorismo por oportunidade desde então.
Se você se interessa pelo assunto, seguem mais informações e não deixe de conhecer também o resumo executivo da pesquisa e seu conteúdo na íntegra.

O brasileiro tende a enxergar na crise uma oportunidade. A nova edição da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, a GEM 2009, lançada nesta terça-feira (6), confirma esta afirmação. Segundo o estudo, no ano passado, mesmo com a crise financeira internacional, o Brasil atingiu, pela primeira vez, a maior taxa de empreendedorismo por oportunidade – 9,4% contra 5,9% da taxa de empreendedorismo por necessidade. Para cada 1,6 empreendedor por oportunidade temos um por necessidade.
Nas últimas nove edições da Pesquisa GEM, a taxa de empreendedorismo por oportunidade vem demonstrando crescimento gradativo, passando de 8,5%, em 2001, para 9,4%, em 2009. A pesquisadora do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), Simara Greco, explica que a elevação em 2009 se deve ao alto crescimento ocorrido isoladamente nos empreendimentos nascentes, que passou de 2,93%, em 2008, para 5,78%, em 2009. Deste último dado, 4,3% são empreendimentos nascentes por oportunidade. O IBQP é a instituição executora da pesquisa no Brasil, que conta com a parceria do Serviço Brasileiro de apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). No ranking dos países com nível comparável de desenvolvimento econômico da GEM 2009, o Brasil é o sexto mais empreendedor, com taxa de 15,3%, o que equivale a 18,8 milhões de pessoas. A taxa geral se refere à soma dos empreendimentos novos (que surgiram nos últimos três anos e meio), que foi de 9,75%, e dos empreendimentos nascentes (com até três meses de vida ou ainda em processo de criação), que ficou em 5,78%. A atual taxa está acima da média histórica do Brasil, que é de 13%. Em 2008, a taxa ficou em 12%.
A partir dos dados da GEM é possível concluir que a atividade empreendedora é uma das causas para a geração de renda e elevação do Produto Interno Bruto (PIB) dos países. Assim ocorreu no Brasil. Durante a crise financeira internacional, a economia brasileira manteve-se dinâmica, devido, principalmente, ao mercado interno, abastecido por micro e pequenas empresas, nascentes ou não, em sua maioria, dos setores de Comércio e Serviços. O mesmo não ocorreu nos Estados Unidos. Devido a opções diferentes do país nos anos anteriores, não surgiram, no ápice da crise, oportunidades visíveis de negócios que estimulassem a ação empreendedora.
Segundo o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, "a pesquisa GEM comprova que o Brasil está mudando para melhor”. “Estamos já vivendo um ciclo virtuoso de crescimento, com inclusão social, e isso se reflete na disposição das pessoas em empreender”, afirma. “A motivação para abrir o próprio negócio e se aperfeiçoar na atividade desempenhada baseia-se em horizontes promissores, que não se fecharam para o Brasil nem quando grande parte dos países mergulhou na recente crise financeira. No auge da crise, sondagem feita pelo Sebrae mostrava que os pequenos negócios continuavam apostando em um bom 2009. Mais uma vez, o segmento mostrou ser o lastro confiável do crescimento sustentado que se espera para o Brasil”, assinala Carlos Alberto dos Santos. Outros países
Na China, 18,8% da população adulta (169 milhões de pessoas) é empreendedora. Apesar desse grande número, a proporção é de um empreendedor por oportunidade para cada um por necessidade. Já na Rússia, o número de empresários é menor, com taxa de 3,9% (1,3 milhão), porém, a proporção de empreendedores por oportunidade é maior: 2,35 para cada um por necessidade.
Quando comparada aos países citados acima, a Suíça apresenta maior disparidade entre as proporções. A Suíça possui taxa de empreendedorismo (TEA) de 7,72%. Além desse alto índice de empreendedores, para cada adulto que empreende por necessidade, 13 o fazem por oportunidade. Nos Estados Unidos, a TEA é de 8%, com proporção equilibrada de três empreendimentos gerados por oportunidade e um por necessidade.
Ao analisar 13 países membros do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo) que participaram do estudo, a GEM 2009 constatou que a população da China é a mais empreendedora, com taxa de 18,8% (169 milhões de pessoas), seguida do Brasil, com 15,3% (18,8 milhões); Argentina, 14,7% (3,5 milhões); Estados Unidos, 8% (15,4 milhões); Coréia do Sul, 7% (2,3 milhões); África do Sul, 5,9% (1,7 milhão); Reino Unido, 5,7% (2,2 milhões); Arábia Saudita, 4,7% (501 mil); França, 4,3% (1,6 milhão); Alemanha, 4,1% (2,1 milhões); Rússia, 3,9 % (3,7 milhões); Itália, 3,7% (1,3 milhão); e Japão, 3,3% (2,5 milhões). Sete países que integram o G-20 não participaram desta edição da GEM. São eles: Austrália, Canadá, Índia, Indonésia, México e Turquia.

Metodologia

Criado em 1999, o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) é o maior estudo independente do mundo sobre a atividade empreendedora, cobrindo 54 países consorciados, o que representa 95% do PIB e dois terços da população mundial. O GEM é atualmente coordenado pelo Global Entrepreneurship Research Association (GERA) – organização composta e dirigida pela London Business School (Inglaterra), pelo Babson College (Estados Unidos) e por representantes dos países participantes do estudo. No Brasil desde 2000, o GEM vem se consolidando como uma importante referência nacional para as iniciativas relacionadas ao tema empreendedorismo. A iniciativa é liderada pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), entidade que coordena e executa o Projeto GEM, tendo como parceiros o Sebrae, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/PR) e o Serviço Social da Indústria (Sesi/PR). Para compor a pesquisa no Brasil, em 2009, foram entrevistados 2 mil indivíduos de idade adulta, entre 18 e 64 anos, de todas as regiões brasileiras, selecionados por meio de amostra probabilística, e mais de 180 mil pessoas no mundo. A pesquisa, que tem nível de confiança de 95% e erro amostral de 1,47%, conta ainda com opiniões de 36 especialistas brasileiros. Entre os anos de 2000 a 2009 foram entrevistados no Brasil, 21,9 mil adultos.


Fonte: www.sebraesp.com.br

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

INOVAR É LÓGICO


As várias concepções atuais sobre o empreendedor demonstram o caráter rico e multifacetado desse perfil: alguém que assume riscos em condições de incerteza, o fornecedor de capital financeiro, líder, gestor ou executivo, dono de empresa, entre outros.
Junto à disseminação dessa nova cultura, as crescentes exigências e os inesperados desafios do mundo de negócios mostram a urgência em que se una o raciocínio produtivo e a ação inovadora para que, juntos, resultem em real vantagem competitiva.
Muitas empresas reconhecem que a inovação é um processo fundamental para alcançar ou manter um mercado maior e mais sustentável, mas poucas possuem um processo formal para fomentar a inovação, principalmente as micro e pequenas empresas.
Essa é uma triste realidade: há muito discurso sobre a importância da inovação, mas poucas ações concretas capazes de promovê-la. Não acredito que seja falta de vontade, mas, talvez, falta de conhecimento sobre como identificar, captar e desenvolver os recursos humanos, financeiros e tecnológicos necessários.
Inovação é fruto da criatividade, da disposição em ousar, ou diria, antes, de superar o medo de ousar. É um processo que vai além da inserção de novas tecnologias, mas uma nova forma de fazer gestão que só acontece quando acreditamos que tudo pode ser melhorado.
Inovar é gerar alternativas melhores para velhas soluções ou alternativas novas para resolver novos e velhos problemas. “Fazer diferente” pode “fazer a diferença”! E para isso é preciso pensar diferente!
Você acredita que pode melhorar a sua vida? Você é um inovador na gestão? E sua empresa, também está na vanguarda?
Se você respondeu positivamente às questões, perceberá que vive um jeito novo de organizar, liderar, coordenar ou motivar as pessoas. A inovação em princípios e processos de gestão cria vantagens duradouras e provoca deslocamentos radicais na posição de sua empresa e na sua própria posição no mercado de trabalho.
Portanto, saia do modelo em que inovação é apenas para “professores pardais” inseridos em grandes indústrias. INOVAR é pensar o absurdo e transformá-lo em lógico, em algo que agregue valor à sua proposta inicial.
Na construção de uma cultura de inovação, é importante ressaltar que não existe uma fórmula pronta. Processos de inovação são contingenciais e irão variar de acordo com o setor no qual a empresa atua, seu campo de conhecimento, seu tamanho e porte, estratégia organizacional, estágio de amadurecimento e cenários históricos, econômicos, políticos e sociais.
Mantenha-se aberto, procure novos olhares e a percepção ampliada sobre sua vida. Só um raciocínio divergente, um "estar insatisfeito" e um questionamento permanente farão de você um empreendedor inovador.

ANA MARIA MAGNI COELHO
O Diário Empresarial - 15 de janeiro de 2010

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL EMPREENDEDOR

Chegamos ao Natal! Imagino que comerciantes dos shoppings ou dos centros comerciais já sintam em seus caixas um Natal recheado de boas vendas e que o “Papai Noel” tenha trazido a cada um de vocês benefícios que vão além do caixa como o aumento da produtividade, maturidade, ampliação de sua rede de contatos além de uma ambição positiva e empreendedora para o novo ano que se aproxima.
Antes que o ano termine, quero deixar registradas algumas palavras aos meus amigos que já se acostumaram a se encontrar comigo por aqui todas as sextas-feiras. E o dia de hoje é especialmente propício para anseios de uma vida ainda melhor.
Faço da coluna de hoje a entrega de um lindo cartão de Natal a todos os meus leitores.
Um cartão repleto de vibrações positivas que ilumine seu olhar, aqueça seu coração e lhe dê forças e energia para cada recomeço que seja necessário. Esse é o meu desejo à vocês!
Infelizmente não posso entregá-lo pessoalmente, mas saibam que mesmo que eu já o conheça ou se jamais nos vimos, desejo que cada um de vocês, cada empreendedor ou cada amigo, obtenha as respostas que precisa para evoluir a cada conquista, encontre a calma para os momentos tensos, suba os degraus corretos para a conquista de seus sonhos ou descubra o melhor amparo para o fim de seus pesadelos. Meu cartão para um Feliz Natal Empreendedor não precisa ser impresso, desde que possa guardado com carinho e lembrado nos meses que virão.
Meu cartão de hoje também não traz a minha voz, que talvez você nem conheça, mas espero que suas palavras ecoem em suas mentes como se eu própria falasse ao seu ouvido: esqueça os preconceitos, os dogmas, as mágoas, as derrotas, os desapontamentos. Se conseguir esquecer os seus próprios erros conviverá melhor com os aprendizados que ficam depois do terremoto.
Desejo que seus planos saiam do papel, do computador, da sua cabeça, para se concretizarem no mundo real. Negócios se montam à partir de sonhos e não de planilhas! Planejamento é importante, mas sonho é fundamental!
Por isso, desejo coragem e fé!
Você é um empreendedor quando começa a enfrentar o desconhecido sem medo, mas com senso de urgência e sabendo os riscos que pode ou não correr.
Então, finalizo o meu cartão especial e único, desejando a vocês que se vistam e se armem com as armas de São Jorge “para que meus inimigos tendo pés não me alcancem; tendo mãos não me peguem; tendo olhos não me enxerguem e nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal”. (Oração de São Jorge)
E se ainda assim, quando estiver empreendendo uma nova jornada, você encontrar uma barreira, pense sobre como passar por cima, pelo lado, por baixo ou por qualquer lado que seja. Isso é ser empreendedor!
Um Feliz Natal à vocês!

Ana Maria Magni Coelho
Coluna publicada em O Diário Empresarial
25 de dezembro de 2009

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

BOTA PRA FAZER!

Amanhã acaba mais uma Semana Global de Empreendedorismo, um movimento que tem a intenção transformadora de despertar a atitude empreendedora nas pessoas de 90 países simultaneamente. Uma atitude que nem sempre acaba por gerar novos negócios, mas que traz aos indivíduos a possibilidade de pensar fora da caixa, ser proativo, ter um sonho grande e fazer de tudo para realizá-lo.
Esse é o verdadeiro espírito empreendedor e que deve ser incorporado como comportamento, seja você funcionário ou dono de empresas. Afinal, em um mundo cada vez mais dinâmico e interligado, qualquer pessoa que queira se destacar deve ter a competência de inspirar, orientar, mobilizar e conectar pessoas e processos em prol da geração de novas oportunidades.
Inspirar é fazer com que essa nova visão faça parte da vida de todos; crianças, jovens ou adultos; que podem encontrar alternativas de futuro e chegar muito mais longe em suas carreiras. Para empreender não tem idade, tem vontade!
Orientar envolve estimular os próprios indivíduos e organizações de diferentes setores a treinar, capacitar e orientar a próxima geração de talentos que se inspira com exemplos de quem empreende uma vida melhor. Para empreender é preciso buscar informações e ter iniciativa. Ficar parado é ficar fechado às possibilidades!
Por isso, mobilizar a maior quantidade de pessoas nesse movimento é o principal meio de colocar o empreendedorismo em pauta na sociedade e dessa forma, auxiliar no desenvolvimento de políticas que facilitem um novo pensar empreendedor junto aos líderes e formadores de opinião. Para empreender é preciso apoio e vontade pública e uma boa dose de persuasão!
Persuasão que ajuda na missão de conectar uma rede de pessoas e organizações para que estimulem a geração constante de novas idéias e realizem objetivos em diversas áreas e atuações no Brasil e no mundo. Pode ser que erros aconteçam, mas para empreender é preciso inovar! Inovar para crescer, empreender para transformar!
Se você quer ser mais empreendedor, aprender, se desafiar e ter mais conhecimento para “botar pra fazer” não esqueça que empreender envolve vários aspectos que vão muito além do que somente êxito financeiro. Na atividade estão implícitos o respeito pelos outros, a responsabilidade social, e acima de tudo, nela deverá estar você, de corpo e alma, para poder oferecer ao mundo o que você tem de melhor. E para que isto possa ser feito da melhor maneira, pode lhe ser muito útil passar por um processo de auto-conhecimento, pois como disse Platão: “A primeira e melhor vitória é conquistar a si mesmo”.

Ana Maria Magni Coelho
Publicado no MogiNews em 21 de novembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

CINCO COISAS SOBRE EMPREENDEDORISMO QUE NENHUMA ESCOLA DE NEGÓCIOS ENSINA


Como a maioria de vocês sabe, sou uma "twitteira" assídua... Além de escrever muito, costumo abrir quase todos os links que recebo das pessoas que acompanho quando os temas envolvem gestão do conhecimento, liderança, gestão empresarial, empreendedorismo ou inovação.
E hoje descobri esse texto que simplesmente A-D-O-R-E-I e que adoraria ter escrito. Tem tudo a ver com as discussões que venho empreendendo na região sobre uma nova proposta de educação desde o ensino fundamental. A autoria é do Ricardo Jordão fundador da BIZREVOLUTION, escritor, blogueiro, agitador, consultor de marketing e vendas especialista em virar a mesa.... Um cara que QUEBRA TUDO e com quem vivo aprendo virtualmente.
Se você está nas redes sociais, acompanhe também twitter.com/bizrevolution e visite com tempo o site: http://www.bizrevolution.com.br
Mas vamos ao texto com a devida autorização para ser publicado no Lounge:

5 coisas sobre empreendedorismo que nenhuma escola de negócios ensina.

"Eu estudei na escola de propaganda e marketing mais desejada do Brasil: a ESPM. Nos meus quatro anos de ESPM eu nunca fui apresentado a uma matéria chamada EMPREENDEDORISMO. Eu nunca fui apresentado a nenhum tipo de aula sobre como abrir uma agência de propaganda, uma consultoria de marketing ou qualquer coisa do tipo.
Fora as aulas, as palestras esporádicas que a faculdade oferecia aos alunos eram sempre com alguma figura famosa da propaganda brasileira mostrando o seu rolo de comerciais premiados em Cannes. 9,5 em cada 10 amigos que estudaram comigo queriam trabalhar em grandes empresas e grandes agências. O sonho do ESPMer nos anos 90 era virar estagiário do Julio Ribeiro da Talent, mesmo que fosse para trabalhar de graça.
Eu estudei na ESPM no início dos anos noventa, e posso garantir a vocês que nada mudou em 15 anos. Tudo continua igual. A única diferença é que a molecada hoje quer trabalhar na África ou Agência Click.
Eu acredito que as escolas de negócios deveriam ensinar, incentivar, promover e evangelizar o EMPREENDEDORISMO como caminho para os seus alunos serem bem sucedidos na vida.
Mesmo porque a Agência Click tem meia dúzia de vagas de estágio, e a faculdade tem 600 alunos.

Mas o quê exatamente as escolas de negócios deveriam ensinar sobre empreendedorismo?

1. Lidar com as pessoas. No final de uma faculdade de administração de quatro anos, os jovens passam seis meses fazendo um trabalho de conclusão de curso pasteurizado prá daná. A molecada segue o template que o professor recomenda: "fazer um documento completo com visão, missão valores, metas, números, swot, balanced scorecard, análise competitiva, tecnologia, estratégia, balancete etc".
A faculdade ensina que o jovem tem que ter um plano bem feito e bem estruturado para a empresa acontecer, e depois, basta implementá-lo para a coisa toda acontecer. Ledo engano. A escola esquece de ensinar que existe o componente pessoas nas empresas, e que esse recurso pode acabar com o super bem estruturado plano de papel.
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar a matéria "Aprender a lidar com seres humanos", onde a molecada será submetida a exercícios de campo onde terão que aprender a influenciar e engajar pessoas de diferentes formações e posições.

2. Ética. A molecada sai da escola sabendo o que são os 4Ps do marketing, mas em nenhum momento são forçadas a refletir sobre as premissas que devem levar em conta ao escolher fornecedores para um determinado produto, formatar políticas de preços para diferentes tipos de clientes, e tratar as pessoas.
A faculdade "ensina" o jovem a desejar crescer na vida, mas não fala nada sobre como crescer fazendo o bem para os outros e para si mesmo. Crescer por crescer é a filosofia da célula do câncer!
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar a matéria "Ganha Ganha Ganha", onde a molecada é obrigada a participar de jogos, simulações e interações sobre a aplicação de diferentes éticas no mundo dos negócios.

3. Ter uma Vida. A grande maioria das pessoas que resolvem se tornar empreendedoras o fazem pensando que poderão levar a vida como bem entender. Infelizmente, 99% vai perceber logo no início que o negócio nunca fecha, e que o empreendedor nunca pode realmente abandonar a empresa na mão dos funcionários.
É incrivelmente difícil você levar uma vida balanceada quando você é dono do seu próprio negócio. Realmente difícil. Mas é possível. Eu conheço gente que consegue, e por isso acredito que é possível.
Família, filhos, estudos, viagens, saúde, exercício para o corpo, exercício para o o espírito são visões da vida que de alguma maneira precisam andar em conjunto com a empresa. É difícil, mas é possível.
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar a matéria "Vida Empreendedora" para ensinar os jovens a lidar com as diferentes cobranças que a vida terá sobre quem é empreendedor.

4. Risco. A verdade é que a grande maioria das pessoas entra em uma faculdade na esperança de sair de lá com seguro de vida que lhe garanta emprego, bons salários, mulheres bonitas e status. A grande realidade é que nada é certo, principalmente quando o assunto é empreender.
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar uma matéria chamada "Tudo ou nada" onde a molecada é levada por exercícios que as expõe ao risco de ter tudo ou nada, falar em público, fazer besteira, resiliência e muito mais.

5. Quando investir, e quando não investir. Empreendedor é tudo maluco. O cara visualiza uma idéia e sai fazendo as coisas sem qualquer estudo ou preparo.
O Empreendedor é movido pela paixão, o quê é bem legal, mas, o cara se intrubica como ninguém. Nem tudo é convergente, nem tudo é compatível, nem tudo é necessário. Não é porque você vende cartucho de impressão que você deve vender impressoras.
SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS. Criar uma matéria chamada "Conquistar 50 territórios ou 3 continentes a sua escolha" onde o jovem será levado a aprender a como manter territórios enquanto avança mundo afora."

Obrigada, Ricardo... Espero que novo empreendedores possam ler esses conselhos e que as universidades "acordem" para esse novo modelo de educação.