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sábado, 11 de dezembro de 2010

EMPREENDEDORISMO NO ALEMÃO

Prefeito do Rio faz ação para legalizar pequenos negócios no Alemão
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), esteve na manhã deste sábado na Vila Olímpica do Alemão para inaugurar na comunidade o projeto Empresa Bacana que visa a legalização de pequenos negócios no local.
Desde ontem, quando foram montadas tendas na Vila Olímpica, para atender aos moradores interessados em formalizar seu negócio, mais de 50 pedidos de emissão de alvarás foram efetuados. O prefeito entregou cinco alvarás a microempreendedores.
A estimativa da prefeitura é que existam mais de 7.000 negócios, entre pequenos comércios e prestação de serviços na comunidade, destes 95% estariam na informalidade. Pelo menos quatro órgãos estão integrados no atendimento à população: as secretarias de Ordem Pública, de Empreendedorismo, de Trabalho e Renda e Sebrae.
Desde o início da ocupação da polícia, no final de novembro, houve um aumento no volume de ligações para a Inspetoria Regional de Licenciamento e Legalização com pedidos de informações para legalizar serviços como oficina mecânica, salões de beleza, bares, farmácias, padaria, minimercados e entregas.
A previsão é que as tendas da prefeitura fiquem até este domingo, mas é possível que o atendimento no local se estenda por mais uma semana.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

ESPERA-SE EQUILÍBRIO


O entusiasmo tem um papel muito importante no mundo dos negócios, assim como acontece nos esportes, na política, em praticamente todas as atividades. Ele é a mola propulsora que leva a uma melhor canalização da energia das pessoas em prol da criatividade e do sucesso. Porém, como quase tudo na vida, tem seu lado negativo e pode ser observado na raiz de grandes fracassos.
No último domingo, vivemos um momento histórico. Independente de qualquer ideologia política trata-se da primeira vez em que uma mulher é eleita democraticamente ao cargo máximo do executivo brasileiro. Motivo legítimo para euforia, entusiasmo e comoção nacional.
Os desafios da primeira presidenta eleita no Brasil, Dilma Rousseff, vão além de dar continuidade ao projeto do governo de seu antecessor.
A discussão não é sobre como mudar o time que está ganhando, mas sim como dar sustentabilidade ao ciclo de crescimento com estabilidade, baixa inflação e criação de postos de trabalho.
Uma vez que as micro e pequenas empresas representam mais de 98% dos estabelecimentos formais e vivemos uma realidade de alta informalidade no país, o compromisso do novo governo com o fortalecimento do Micro Empreendedor Individual e com um ambiente mais competitivo às micro e pequenas empresas pode ser um importante caminho para acelerar ainda mais a economia e aumentar a competitividade brasileira. (veja os textos Formalização em Alta e Economia Subterrânea publicados aqui no Lounge)
Temos que pensar em logística, em meio ambiente, na efetivação da lei de resíduos sólidos, em segurança, em saúde e em educação. Devemos virar o holofote para questões como poupança pública, papel do Estado, qualidade da força de trabalho, financiamento dos investimentos, pesquisa e inovação.
Pela extensão da pauta, nem com todo o entusiasmo possível, o governo sozinho será capaz de executá-la. Não há capacidade financeira nem gerencial para agir com a velocidade necessária. Haverá necessidade de parcerias com a iniciativa privada e muitas oportunidades poderão surgir para empresas que estejam prontas para participar de subcontratações e licitações.
Uma forma interessante de alinhar o aumento da competitividade empresarial com o aumento da competitividade nacional. Entretanto, não dá para aumentar a competitividade de um país sem que sejam feitas as reformas políticas, tributárias e trabalhistas necessárias; acompanhadas por sérios investimentos em educação.
Afinal, são as pessoas que fazem toda a diferença. Não dá para ser competitivo sem capital humano e social.

Desenvolvimento não dá por entusiasmo ou por conseqüência da estabilidade econômica do passado. Espera-se desse novo governo o equilíbrio no sentido de melhorar a qualidade de vida das pessoas e propiciar um novo conceito de desenvolvimento que articule a dinamização do crescimento econômico com outros fatores como o capital humano, o capital social, o capital empresarial e o capital natural.
Desejo sorte! E você? O que espera do novo governo?

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Diário Empresarial - O Diário de Mogi 
04 de novembro 2010