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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

ESPERA-SE EQUILÍBRIO


O entusiasmo tem um papel muito importante no mundo dos negócios, assim como acontece nos esportes, na política, em praticamente todas as atividades. Ele é a mola propulsora que leva a uma melhor canalização da energia das pessoas em prol da criatividade e do sucesso. Porém, como quase tudo na vida, tem seu lado negativo e pode ser observado na raiz de grandes fracassos.
No último domingo, vivemos um momento histórico. Independente de qualquer ideologia política trata-se da primeira vez em que uma mulher é eleita democraticamente ao cargo máximo do executivo brasileiro. Motivo legítimo para euforia, entusiasmo e comoção nacional.
Os desafios da primeira presidenta eleita no Brasil, Dilma Rousseff, vão além de dar continuidade ao projeto do governo de seu antecessor.
A discussão não é sobre como mudar o time que está ganhando, mas sim como dar sustentabilidade ao ciclo de crescimento com estabilidade, baixa inflação e criação de postos de trabalho.
Uma vez que as micro e pequenas empresas representam mais de 98% dos estabelecimentos formais e vivemos uma realidade de alta informalidade no país, o compromisso do novo governo com o fortalecimento do Micro Empreendedor Individual e com um ambiente mais competitivo às micro e pequenas empresas pode ser um importante caminho para acelerar ainda mais a economia e aumentar a competitividade brasileira. (veja os textos Formalização em Alta e Economia Subterrânea publicados aqui no Lounge)
Temos que pensar em logística, em meio ambiente, na efetivação da lei de resíduos sólidos, em segurança, em saúde e em educação. Devemos virar o holofote para questões como poupança pública, papel do Estado, qualidade da força de trabalho, financiamento dos investimentos, pesquisa e inovação.
Pela extensão da pauta, nem com todo o entusiasmo possível, o governo sozinho será capaz de executá-la. Não há capacidade financeira nem gerencial para agir com a velocidade necessária. Haverá necessidade de parcerias com a iniciativa privada e muitas oportunidades poderão surgir para empresas que estejam prontas para participar de subcontratações e licitações.
Uma forma interessante de alinhar o aumento da competitividade empresarial com o aumento da competitividade nacional. Entretanto, não dá para aumentar a competitividade de um país sem que sejam feitas as reformas políticas, tributárias e trabalhistas necessárias; acompanhadas por sérios investimentos em educação.
Afinal, são as pessoas que fazem toda a diferença. Não dá para ser competitivo sem capital humano e social.

Desenvolvimento não dá por entusiasmo ou por conseqüência da estabilidade econômica do passado. Espera-se desse novo governo o equilíbrio no sentido de melhorar a qualidade de vida das pessoas e propiciar um novo conceito de desenvolvimento que articule a dinamização do crescimento econômico com outros fatores como o capital humano, o capital social, o capital empresarial e o capital natural.
Desejo sorte! E você? O que espera do novo governo?

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Diário Empresarial - O Diário de Mogi 
04 de novembro 2010

sábado, 4 de setembro de 2010

SOBRENOME



Nome, Sobrenome. É assim que qualquer pessoa pode ser identificada em suas comunidades e territórios, sejam países, cidades, clubes ou qualquer outro de sua preferência.
Empresas são também “territórios” sociais. Espaços que passam a oferecer aos seus colaboradores um sobrenome tal qual a primeira comunidade em que o ser humano se insere: a família.
Na medida em que o tempo passa, você deixa de ser apenas você para assumir cada vez mais o sobrenome da sua empresa. “Oi, aqui é a Maria, da empresa ABC”.
O novo sobrenome passa a transcender a questão do emprego e o trabalho assume um significado existencial. Significa integrar-se numa outra família, ter irmãos, sentir orgulho das conquistas comuns e defender essa comunidade.
É como se a perda do sobrenome deixasse o indivíduo a mercê de ser quem efetivamente é.
As escolhas corporativas passam a ser expressões de sua própria personalidade, quando na verdade não passam de armadilhas do papel que você representa. O crescimento profissional, a boa situação financeira e os compromissos sociais aos poucos ocupam o espaço de uma vida pessoal e espiritual equilibrada.
Acreditar apenas em um papel, qualquer que seja, significa mentir a si mesmo. As responsabilidades, sofrimentos e conquistas ligadas a ele são apenas ilusórios.
Responda com sinceridade: você é sua empresa ou sua essência?
Não há problema algum em aceitar o sobrenome de uma empresa que você respeita e admira, mas é importante encontrar o equilíbrio entre ter sucesso e realizar-se pessoalmente. Do contrário, você pode se tornar um executivo subalterno de seu próprio sobrenome.
Busque pontos de convergência entre a necessidade da sua empresa (sucesso profissional) e a sua própria necessidade pessoal (realização). Equilibre as demandas de curto prazo e os objetivos de longo prazo. Estabeleça um balanceamento eficaz entre seus sonhos e suas conquistas.
É preciso abrir mão de pensamentos, emoções e convicções antigas e dar espaço a novas escolhas. A ilusão de uma vida apenas de papéis pode levar a estagnação da alma.
Liberdade significa interpretar intencionalmente qualquer papel sem ser prisioneiro dele. Não significa mentir, mas sim entender que essa é uma opção estratégica. Uma tarefa que não pode ser conduzida sem uma cooperação total e despojada entre profissionais e empresas.
Para as empresas, ter um time qualificado e motivado carregando sua marca com orgulho em seu sobrenome é uma de suas maiores vantagens competitivas.
Para os profissionais, saber quais são as conquistas que efetivamente importam em sua vida é uma forma de entender a força de um sobrenome, mas principalmente a importância da liberdade.
O doce da vida não é apenas viver, mas ousar ser aquilo que você é por dentro.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
04 de setembro de 2010

sexta-feira, 30 de julho de 2010

UMA NOVA POSTURA

Trabalhar é essencial e enobrece o ser humano, mas esquecer a vida por trás da empresa ou escritório é um perigo para a busca da qualidade de vida e dos próprios resultados organizacionais.
Você está completamente satisfeito com a forma como equilibra trabalho e lazer? Gostaria de ter mais tempo para a família e acredita que poderia melhorar a sua qualidade de vida e o desempenho profissional se soubesse balancear os dois fatores? Aliás, você já pensou nisso?
Parece haver três linhas predominantes de pensamento sobre como viver a vida. Uma delas defende o trabalho duro por muitos anos e o acúmulo de recursos financeiros visando um futuro próspero. Outra prioriza curtir o máximo que a vida possa proporcionar e depois viver dos recursos da aposentadoria, ainda que essa não seja lá grande coisa. E uma terceira tenta equilibrar trabalho e lazer durante toda a vida.
Qualquer pessoa precisa do trabalho como meio de sobrevivência, geração de renda ou desenvolvimento intelectual, mas necessita também do apoio da família, de momentos de lazer, de reflexão, de distração mental, cuidados com a saúde e relações pessoais. Vida profissional e pessoal devem caminhar juntas e o sucesso dependerá do equilíbrio e da estabilidade nessas duas esferas.
A alta competitividade, a busca constante pela excelência e a concorrência cada vez mais acirrada faz com que as pessoas exagerem na carga de trabalho. Muitos nem se dão conta de que trabalham acima dos seus limites. Contudo, é importante saber que o excesso de dedicação apenas à esfera profissional pode diminuir consideravelmente a qualidade e a produtividade do próprio trabalho.
Se você deseja saber se está na hora de rever seu próprio estilo e mudar o ritmo de sua dedicação, tente responder essas questões:
  1. Você começa a trabalhar bem cedo e termina tarde todos os dias?
  2. Você tem tirado, em média, menos de vinte dias de férias nos últimos três anos ou tem o hábito de fracionar e adiar as suas férias?
  3. Você pensa no trabalho quando não está trabalhando?
  4. Sempre que tem oportunidade de freqüentar eventos sociais, costuma falar sobre trabalho?
  5. Costuma se sentir cansado após uma noite de sono?
  6. Domingo à noite você prepara a roupa que vai usar na segunda-feira?
Se a sua resposta for positiva para três ou mais questões é o momento de rever suas prioridades e buscar um maior equilíbrio entre trabalho e lazer.
Essa relação equilibrada fará de você uma pessoa mais feliz e, conseqüentemente, trará melhores resultados para sua empresa que pode passar a trabalhar com indivíduos completos, não somente com partes fracionadas. Entender-se, conhecer-se, exercitar-se em todas as dimensões do seu ser é sua responsabilidade.
Que tal começar agora?
Seja um profissional diferente!

 
 

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
31 de julho de 2010