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sexta-feira, 30 de julho de 2010

UMA NOVA POSTURA

Trabalhar é essencial e enobrece o ser humano, mas esquecer a vida por trás da empresa ou escritório é um perigo para a busca da qualidade de vida e dos próprios resultados organizacionais.
Você está completamente satisfeito com a forma como equilibra trabalho e lazer? Gostaria de ter mais tempo para a família e acredita que poderia melhorar a sua qualidade de vida e o desempenho profissional se soubesse balancear os dois fatores? Aliás, você já pensou nisso?
Parece haver três linhas predominantes de pensamento sobre como viver a vida. Uma delas defende o trabalho duro por muitos anos e o acúmulo de recursos financeiros visando um futuro próspero. Outra prioriza curtir o máximo que a vida possa proporcionar e depois viver dos recursos da aposentadoria, ainda que essa não seja lá grande coisa. E uma terceira tenta equilibrar trabalho e lazer durante toda a vida.
Qualquer pessoa precisa do trabalho como meio de sobrevivência, geração de renda ou desenvolvimento intelectual, mas necessita também do apoio da família, de momentos de lazer, de reflexão, de distração mental, cuidados com a saúde e relações pessoais. Vida profissional e pessoal devem caminhar juntas e o sucesso dependerá do equilíbrio e da estabilidade nessas duas esferas.
A alta competitividade, a busca constante pela excelência e a concorrência cada vez mais acirrada faz com que as pessoas exagerem na carga de trabalho. Muitos nem se dão conta de que trabalham acima dos seus limites. Contudo, é importante saber que o excesso de dedicação apenas à esfera profissional pode diminuir consideravelmente a qualidade e a produtividade do próprio trabalho.
Se você deseja saber se está na hora de rever seu próprio estilo e mudar o ritmo de sua dedicação, tente responder essas questões:
  1. Você começa a trabalhar bem cedo e termina tarde todos os dias?
  2. Você tem tirado, em média, menos de vinte dias de férias nos últimos três anos ou tem o hábito de fracionar e adiar as suas férias?
  3. Você pensa no trabalho quando não está trabalhando?
  4. Sempre que tem oportunidade de freqüentar eventos sociais, costuma falar sobre trabalho?
  5. Costuma se sentir cansado após uma noite de sono?
  6. Domingo à noite você prepara a roupa que vai usar na segunda-feira?
Se a sua resposta for positiva para três ou mais questões é o momento de rever suas prioridades e buscar um maior equilíbrio entre trabalho e lazer.
Essa relação equilibrada fará de você uma pessoa mais feliz e, conseqüentemente, trará melhores resultados para sua empresa que pode passar a trabalhar com indivíduos completos, não somente com partes fracionadas. Entender-se, conhecer-se, exercitar-se em todas as dimensões do seu ser é sua responsabilidade.
Que tal começar agora?
Seja um profissional diferente!

 
 

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
31 de julho de 2010

domingo, 18 de julho de 2010

166 DIAS

Passamos do meio do ano e, por isso, já está na hora de avaliar os resultados do plano traçado para 2010 e colocar em andamento aquilo que ainda não deu certo. É hora de avaliar as promessas realizadas na virada do ano e planejar os próximos meses para que, na virada para 2011, os sonhos tenham se transformados em resultados.
166 dias é um prazo suficiente para organizar suas prioridades e colocar mãos à obra.
Pense em todas as realizações que deseja cumprir até o final do ano e lembre-se de áreas de sua vida para as quais normalmente você não coloca atenção. Que tal pensar na saúde, no lazer e na cultura, além das finanças e do trabalho?
Não seja tímido, relacione tudo! Se extrapolar as possibilidades, em um segundo momento você prioriza. Contudo, ter os sonhos e projetos anotados para todas as áreas de sua vida torna-os mais acessíveis para um futuro não tão distante.
Determine metas específicas, mensuráveis, relevantes e que possam ser alcançadas dentro de um determinado prazo de tempo. Metas, normalmente, são traçadas para longo prazo, mas se você começar a exercitar agora, considerando o ano que ainda resta, irá se adaptar ao hábito de planejar.
Divida seu plano em metas mensais, semanais e diárias, pois assim será mais fácil monitorar o resultado. Se dedicar, no mínimo, cinco minutos pela manhã para programar seu dia com ações que vão gerar maior impacto positivo nos resultados que espera atingir, ao final do ano você perceberá que “chegou lá” com mais efetividade.
Não esqueça que metas devem ser específicas, por isso defina estratégias diferentes para cada área da sua vida e busque apoio de pessoas em quem você confie e que possam lhe ajudar a criar um ambiente propício para sua nova vida. Envolver seus colaboradores ou seus familiares traz sinergia e faz com que todos tenham consciência de seu papel no resultado que você espera alcançar.
Mas cuidado: ninguém fará aquilo que deve ser feito apenas por você!
Proponha-se a dar o primeiro passo. Enfrente a paralisia e as desculpas diárias e aja! Agir é o segredo para atingir metas planejadas por você.
Ao final de cada semana, reflita sobre as ações que estão funcionando e as que não deram certo. Assim, você terá tempo para buscar novas alternativas e contornar possíveis obstáculos. Não desanime! Poucas coisas em nossos sonhos funcionam como uma ciência exata e sempre estaremos expostos as oscilações e mudanças imprevisíveis.
Será mais fácil lidar com situações inesperadas e tomar decisões inteligentes e eficazes rumo aos seus objetivos se você criar o hábito de planejar e acompanhar passo a passo suas ações.
Assim como nos negócios, quem está mais bem preparado aproveita momentos aparentemente desfavoráveis para crescer e obtém vantagens em relação a quem apenas “deixa a vida lhes levar”.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
17 de julho de 2010

sábado, 27 de fevereiro de 2010

TEMPO DE GLÓRIA

Acho incrível como o mundo executivo vai nos consumindo em atividades que parecem fugir do nosso controlo e quando menos percebemos, já estamos em um ritmo muito mais intenso do que a simples vida humana poderia agüentar.
As pessoas andam se atropelando, não há mais espaço para um “bom dia” cordial com o vizinho e somos pressionados diariamente por realizar cada vez mais, por mais tempo, com mais informações e mais velocidade.
Lembra-se como era antigamente, quando freqüentávamos escola, inglês, balé, natação e ainda sobrava tempo para passar horas ao telefone com a melhor amiga falando sobre aquela paixão platônica que não te dava atenção?
Pois é, parece que havia mais tempo! Mas, na verdade, a Terra continua demorando as mesmas 24 horas para dar a volta completa em torno de seu eixo. Os dias, semanas, meses e anos continuam sendo contatos exatamente da mesma forma, mas a mensagem que normalmente ouvimos é que tudo o que temos a fazer hoje, na verdade, “é para ontem”!
Há os que afirmam que o recurso mais escasso na nossa sociedade não é dinheiro, não são matérias primas, não é energia: é tempo. Tempo que é distribuído entre as pessoas de forma bem mais democrática do que muitos dos recursos de que dependemos, como renda ou educação.
Todos os dias, cada um de nós recebe as mesmas 24 horas: nem mais, nem menos. Entretanto, apesar desse igualitarismo, uns conseguem realizar uma grande quantidade de coisas e outros, ao final do dia, têm o sentimento de que o dia acabou e não fizeram nada. A diferença está na clara percepção sobre o que é mais prioritário dentre as várias coisas que precisamos e desejamos fazer e no cuidado para que essas sejam as coisas feitas ao final de cada dia.
Muitas vezes, é preciso deixar de fazer as coisas circunstanciais feitas apenas pela força do hábito para priorizar as que sejam importantes e/ou urgentes. Assim, conseguimos recolher a ansiedade, a impotência e o cansaço e passamos a ser os donos de nosso próprio tempo.
Tempo que é só nosso e que é impossível trocar, vender ou estocar. Tempo sob o qual você é o único responsável.
Filhos, marido, mulher, chefe, trânsito muitas vezes parecem ser os ladrões do nosso tempo, mas na verdade, cultivar a sensação de que os outros o estão roubando de nós, torna o fardo da culpa bem menos pesado. Mas o problema não é deles. É seu!
O maior paradoxo do tempo é que ninguém tem a quantidade suficiente para tudo o que gostaria, mas em todos termos todo o tempo que existe. Então, o problema é o tempo ou a forma como administramos a sua existência?
Pense no tempo como quem pensa na própria vida. E a vida não se delega aos outros. Ela é um bem ofertado desde o momento em que fomos concebidos e que exige maestria para vivê-la. Um dia perdido hoje não é recuperado depois: é perdido para sempre.


Ana Maria Magni Coelho
Publicado no MogiNews - Caderno Opinião
27 de fevereiro de 2010