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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

SEMENTES



Existe um provérbio chinês que diz que "todas as flores do futuro estão nas sementes de hoje”.
Em 13 anos da presença do SEBRAE-SP no Alto Tietê, comemorados na última semana, temos semeado muitos sonhos.
Sonhos de pessoas que desejam evoluir como empresários e como cidadãos capazes de contribuir para o desenvolvimento e crescimento local.
Escutar, atender, informar, contribuir, esclarecer, satisfazer... É assim que aramos nosso solo. Buscamos satisfazer as necessidades dos nossos clientes, mas também as nossas através de um trabalho que nos contagia e nos dá muito prazer!
Realizamos mais de 130.000 atendimentos e quase 2.000 cursos. Desenvolvemos projetos focados no fortalecimento do agronegócio e dos empresários rurais, no fomento ao crescimento industrial, na dinamização dos setores de comércio e serviços e na valorização da cultura, artesanato e do potencial turístico regional.
Paralelamente, trabalhamos pela melhoria do ambiente empresarial através da aprovação da lei geral em 50% do nosso território, a inclusão do empreendedorismo como disciplina regular do ensino fundamental, a desburocratização, o acesso a crédito e facilitação do acesso à informação aos micro empreendedores individuais.
Estamos plantando nossas sementes. E, assim, pode ser a vida de cada um de nós!
Podemos escolher viver entre queixas e reclamações, ou buscar novas soluções e inventar aquilo que ainda nem existe.
Podemos nos queixar da falta de emprego e oportunidades, ou varrer a calçada, olhar os filhos das vizinhas, fazer um bolo e vender em pedaços.
Podemos, ainda, nos isolar do mundo acreditando na idéia de que “ninguém nos ama e ninguém nos quer”, mas acabar descobrindo, depois de muito sofrer, que quem não ama na verdade é você mesmo.
Podemos falar mal do governo, ou enviar uma sugestão que ajude na solução do trânsito, da segurança ou do lixo em nosso bairro.
Podemos cruzar os braços, ou estender a mão para alguém aflito e com problemas maiores do que aqueles que nem em pesadelos imaginamos um dia ter.
Parece ousado? Realmente é!
Mas com energia, interesse genuíno e disposição somos capazes de definir objetivos e transformá-los em resultados de boas colheitas.
Boas sementes geram boas árvores e bons frutos. Escolha suas sementes hoje!
Cora Coralina
Deixar pessoas melhores para o mundo requer que vivamos repletos de paixão por empreender e por transformar sonhos em realidade.
Tome a decisão de viver e de ser feliz, de amar e ser amado, de dar mais que receber.
Você poderá sentir que é necessário recomeçar quando tudo parece negar uma nova chance, mas deixe na terra ao menos uma semente, afinal como escreveu Cora Coralina, não sabemos “se a vida é curta ou longa para nós, mas nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. É isso o que dá sentido à vida.”

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Opinião - MogiNews
27 de novembro de 2010


sábado, 23 de outubro de 2010

REFLEXOS NO ESPELHO


Os presidenciáveis deixaram de lado a polêmica do aborto para investir em outro ponto de discórdia. Enquanto incitam a violência e o acirramento de ânimos na reta final do processo eleitoral, cabe ao eleitor escolher seu candidato por exclusão.
Você prefere bolinhas de papel ou bexigas de água? Será que esse é o Brasil do futuro que ouvíamos desde criança? Um futuro construído sobre as promessas de manutenção do passado?
Se os candidatos debatessem realmente o futuro ou pautas claras sobre educação, segurança e meio-ambiente não haveria ataques, mas uma visão de desenvolvimento com soluções em prol do bem-comum de nosso país. O eleitor poderia escolher por identificação.
Entretanto, o que vemos desde o anúncio do resultado do primeiro turno é uma sucessão de disparates. A agressão foi a tônica de toda campanha nessa fase, e por isso, não me surpreende que ela se expresse fisicamente aos candidatos nesse momento.
Desde criança, ouço meus avós me dizerem que a vida é o espelho das ações que realizamos.
É hora de olharmos ao redor e aprendermos a lição: de todas as escolhas que fizermos, receberemos de volta as suas conseqüências. E, geralmente, em dobro!
O mundo reflete aquilo e quem você é. Se você não está feliz com o que está acontecendo ao seu redor, o tipo de pessoa que você atrai ou as oportunidades que se apresentam, pare de tentar mudar o mundo. Mude suas próprias ações e pensamentos!
Busque entender onde está seu foco. Para a maioria das pessoas, o foco está no mundo exterior. Entretanto, direcionar a responsabilidade pelos resultados de sua vida apenas ao mundo exterior pode levá-lo à infelicidade e uma busca contínua de um estado indescritível e indefinível de seu próprio ser.
O mundo é o espelho de suas atitudes, crenças e pensamentos. A chave para moldar e mudar a sua situação é focalizar a mudança em si mesmo.
Por isso, olhe para dentro. Defina aquilo que é aceitável ou não para você. Determine por quanto tempo você está disposto a receber “bolinhas de papel na sua cabeça”.
Seus pensamentos e crenças trouxeram você até aqui, mas suas escolhas atuais construirão o seu futuro. Culpar os outros e as circunstâncias significa que você não está assumindo a responsabilidade e propriedade de e para si mesmo.
Pare de tentar mudar o espelho. Negar sua responsabilidade sobre seus próprios resultados faz de você uma vítima do mundo e de suas circunstâncias. Cada faceta de sua experiência de vida é uma resposta para a essência de quem você é.
Você pode até se assustar com essa idéia quando se depara com ela pela primeira vez, mas não há como não se render.
De tudo o que acontece, sempre há um terço de responsabilidade que é exclusivamente sua! Não adianta culpar apenas o ambiente ou os outros.
Como disse Mahatma Gandhi: "devemos nos tornar a mudança que queremos ver no mundo". Espero que nossos candidatos pensem nisso durante a próxima semana e que os eleitores, mesmo com dificuldade, possam fazer a melhor escolha.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião - MogiNews
23 de outubro de 2010


sexta-feira, 18 de junho de 2010

ÂNCORA OU RAIZ?!?

Se você é crescido o suficiente para ter experimentado o que a vida lança sobre todos nós, sabe que tempestades são fatores incontroláveis de desordem e perturbação e que, ainda assim, podem ocorrer com bastante freqüência. Quando sopram os ventos, o que mantêm as árvores no solo são suas raízes e os barcos nos mares, suas âncoras.
Ainda em plena tempestade ou na chegada da bonança, olhar para o passado auxilia a lembrar o que fomos e nossa história; mas, ficar preso a ele, pode vendar nossos olhos para a possibilidade de sermos o que ainda nem imaginamos ser capaz quando o futuro chegar.
Nesse momento, ser âncora ou raiz faz toda a diferença para o caminho que se pretende seguir. Âncoras, segundo o dicionário Aurélio, são “peças de peso conveniente que presas à extremidade amarram a embarcação no fundeadouro”. Raízes, por sua vez, são “a porção mais inferior de uma formação e mediante a qual, essa formação está firmemente unida a outra.”
Ter raiz e estar ligado ao passado não é um problema, pois é dele que se constroem novos paradigmas, mas a supervalorização dessa memória pode significar uma falta de perspectivas para o futuro.
Empresas e comunidades buscam um modelo holístico de relacionamento como resposta às tempestades separacionistas e reducionistas de um passado cartesiano. Vivemos a era da conectividade, da co-criação, do netweaving de redes onde o universo não é mais fragmentado e o mecanicismo reduz os limites e potencialidades dos próprios seres humanos.
Ser âncora não deixa você navegar esse novo mundo. É preciso ser raiz e deixar nascer os novos frutos do futuro, usando o presente para o preparo do solo da transformação que será necessária em você, na sua empresa, no seu município, no mundo.
Faça a sua aposta em uma nova colheita e determine a energia necessária para minimizar os riscos da criação de novos valores, de uma nova imagem e um novo você.
Livre-se daquilo que pode até ter sido útil no passado, mas tornou-se um empecilho para construir e aprender o novo. Apague conhecimentos, atitudes, habilidades e preconceitos e abra espaço para se voltar para o futuro. Há muito o que desaprender. Mas não se trata apenas de técnicas. Trata-se mais de postura, de costumes, do modelo mental que ainda prevalece na transição da era do conhecimento.
Assim, como as tempestades, as coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Não por orgulho ou por incapacidade, mas porque simplesmente não se encaixam mais em nossas vidas.
Se for preciso, feche as portas e janelas para aguardar a redução do caos, mas em seguida, não tenha medo: volte ao terreno e cuide das raízes que mesmo ocultas esperam alimentar uma sociedade mais digna, ética e que respeite uns aos outros.
E lembre-se: “Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão” (Fernando Pessoa)



ANA MARIA MAGNI COELHO
Produzido para o caderno Opinião
Mogi News - 19 de junho de 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

CHEGOU A SUA VEZ? PREPARE-SE!

Todo ser humano idealiza um futuro brilhante, entretanto poucos profissionais realmente planejam de forma racional uma mudança de emprego, uma transição de carreira ou o início de uma vida empreendedora.
Planejar esse momento é crucial, afinal mudar dá trabalho. E se não der, fique atento, pois se você deseja sair de um patamar que já conhece para uma aposta em uma situação ainda desconhecida, não será fácil, mas também não será impossível.
Mergulhar de cabeça no que parece ser uma grande oportunidade sem cumprir etapas importantes do planejamento pode gerar insatisfação, perda de tempo, de dinheiro e desgastes desnecessários.
Para não errar nas escolhas quando novas oportunidades surgirem, é preciso ter clareza sobre sua situação atual e sobre as variáveis que servirão de base comparativa para uma tomada de decisão consciente. Você precisa dedicar tempo e disciplina para si e não deixar que problemas atuais e pontuais influenciem sua análise. Lembre-se que problemas sempre farão parte de qualquer emprego, carreira ou negócio e que nada é só problema e nada é só solução o tempo todo.
É você que escolhe para qual lado pretende levar sua vida. Se viver mergulhado nas atividades e rotinas que cegam para o que é efetivamente um problema e para o que pode vir a ser uma solução, você não conseguirá perceber as oportunidades que podem emergir nesse mesmo mar.
Não deixe a maré conduzir você. As grandes ondas devem ser surfadas de acordo com o estágio de desenvolvimento do atleta e se você ainda não estiver pronto, não adianta querer “se jogar no mar” ou será atirado contra as pedras.
Para não se machucar no que parece ser a onda rumo ao seu futuro brilhante, entenda seu estágio profissional. O que te leva a querer mudar agora? Seu emprego atual lhe traz satisfação? Está infeliz com o trabalho ou são as relações estabelecidas entre os pares, superiores ou subordinados que lhe incomodam? Seus valores pessoais colidem com os valores corporativos? Existem perspectivas para o que você deseja atingir? Sua família está pagando um preço alto pela sua demanda profissional? O mercado está disposto a pagar pelo o que você tem a oferecer ou você está apenas realizando um sonho?
Profissionais em transição devem ter a maturidade para declinar ou não de um processo em função das suas próprias constatações. Não basta “querer sair” de onde você está, mas entender os porquês de “querer ir para o novo lugar”.
E caso você constate que não tem condições de mudar agora e fique com a sensação de que está perdendo a oportunidade dos seus sonhos, não se lamente! Continue a fazer o que precisa ser feito, dedique mais tempo ao seu planejamento de carreira, prepare suas finanças, sua família e sua vida! As oportunidades se repetem para aqueles que sabem onde querem chegar e usam o que têm para buscar aquilo que lhes falta.

ANA MARIA MAGNI COELHO
O Diário Empresarial - Mogi das Cruzes
28 de maio de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

ALÉM DO HORIZONTE


Voltamos à rotina: aulas, trânsito e correria para dar conta dos vários papeis que se acumulam ao longo de um único dia! Somos capazes de ser pais, vizinhos, amigos, voluntários, líderes e liderados em apenas 24 horas. E tenho certeza que nesse momento você deve ter se lembrado de inúmeras outras responsabilidades.
Para não sucumbir e desanimar logo na primeira semana que tal pensar no futuro de uma forma diferente?
Calma! Não estou pedindo para que empresários virem futurologistas, mas que consigam realizar um bom planejamento dos cenários possíveis em suas vidas.
Planejar cenários prepara as pessoas para qualquer tipo de contingência desenvolvendo não apenas as tendências do presente como também construindo as imagens do futuro e, além disso, confere a capacidade de agir com pleno conhecimento do risco assumido e da possível recompensa. Sem dúvida, essa é a principal diferença entre um sábio empreendedor e apostador irresponsável, pois se você não conseguir detectar as possibilidades e dificuldades no futuro, tudo que estiver sendo feito no presente corre risco.
Se você não tem bola de cristal ou não consegue ler cartas do tarô, procure sempre manter em mente a possibilidade de três cenários tradicionais: o otimista, o pessimista e o intermediário. As pessoas tendem a apostar apenas no intermediário como o mais provável e com isso, põem a perder todas as vantagens de aproveitar ou evitar as conseqüências da metodologia de planejamento de cenários. Pense que não existe um cenário mais provável. Prepare-se para todos! Se você cair na armadilha da probabilidade, estará fechando os olhos a vários novos atributos e possibilidades.
Alem disso, não se desespere! Leia muito, envolva sua equipe e engaje o maior número de pessoas para entender a dinâmica de seus vários papéis na construção de suas análises do futuro. Mais do que fatos, para uma adequada construção de cenários é preciso uma boa dose de percepções e se tentar fazer isso sozinho perceberá que, como qualquer ser humano, você pode se enganar em relação à realidade.
Tenha certeza que será fácil se você estiver disposto a estimular sua imaginação, criatividade e romper qualquer senso do absurdo, sem no entanto abandonar o realismo necessário para manter os pés na terra enxergando além daquilo que está acostumado a ver.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
05 de fevereiro de 2010

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

NOVA ESCOLA

Educar uma geração criativa e inovadora exige preocupações para além das que se relacionam com a língua, a matemática e as ciências. Diariamente, vejo adolescentes decorando fórmulas e conteúdos para passar nas provas, mas se preocupando pouco com suas responsabilidades e com a consciência moral, social e ambiental.
O ensino compartimentado sugere aos alunos uma conseqüente divisão do mundo e da natureza em “matérias” e espaços diferentes. Sugere uma falsa idéia de separação não existe no mundo real.
Nosso trabalho para inclusão do empreendedorismo como disciplina regular do ensino fundamental e o acompanhamento de meus próprios filhos e seus dilemas conteúdistas têm me feito repensar a organização dos currículos escolares e há algo profundamente errado com todo o sistema de transmissão de conhecimentos. Não sou contra o giz, lousa ou transparências, mas sou consigo entender a relação do “professor sabe tudo” e “aluno tábua rasa”. Por mais nova que seja uma criança, ela já tem experiências e vivências que devem ser temas de estudo em sala de aula. Enquanto isso não acontecer, a educação formal para muitos alunos será um túnel no fundo do qual não se vislumbra qualquer luz.
A metodologia tradicional de ensino é cansativa, distancia e aliena o estudante do conteúdo das matérias. Se você não é químico, me responda sinceramente se lembra de todos os elementos da tabela periódica.
Não pretendo discutir aqui a qualidade do aluno, do professor ou das escolas, mas o paradigma do modelo educacional, pois enquanto os alunos passam cada vez mais tempo nas salas de aula, menos são preparados para o mundo real.
Parte do problema está em uma possível inabilidade dos adultos de se lembrarem de como raciocinavam quando eram crianças e não enxergar o ensino pelo ponto de vista dos alunos.
Se quisermos começar a construir a escola de um novo mundo teremos que desenvolver competências além de conteúdos, cumprir um processo de acompanhamento orgânico e reflexivo que comece em casa e se complemente nas salas de aula desenvolvendo autonomia e não repetição.
Acredito que na escola do novo mundo o tempo não seria dividido “minutamente”, as salas não seriam compostas de carteiras enfileiradas com um quadro negro ou branco onde os alunos olham pra frente, o professor olha pra eles; o professor fala, os alunos escutam. Na escola do novo mundo não haveria provas, “pontos”, números qualificadores e regras absolutas que apenas classificam e não qualificam. Não existiriam professores disso ou daquilo responsáveis apenas por passar o conteúdo disso ou daquilo, mas existiram “facilitadores de sonhos”. Não haveria só aula, haveria vida!


Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 05 de dezembro
Jornal MogiNews

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

APROXIMAR A TEORIA DA PRÁTICA



Essa semana, vivenciamos o segundo ciclo de disseminação da cultura empreendedora construído em parceria entre quatro escritórios regionais do SEBRAE-SP localizados no Cone Leste do Estado.
Um imenso desafio que mobilizou um expressivo número de colaboradores internos e reuniu mais de 600 educadores na cidade de Mairiporã.
Pensar em um encontro para educadores com foco em cultura empreendedora quando me formei pedagoga certamente pareceria uma utopia, mas com algum planejamento, foco e dedicação estamos fazendo acontecer!
Essa é a nossa visão! Esse é o nosso sonho empreendedor... Transformar o país pelas mãos da educação!
Certamente novos desafios virão nos próximos temas, mas sucessos ainda maiores virão também!

O artigo que compartilho agora, publiquei em abril, no final de semana que antecedeu a realização do primeiro ciclo em Mogi das Cruzes:

Estudantes de ensino fundamental, médio e superior vêm passando constantemente por uma série de provas especiais. Além do vestibular, hoje há outras formas de avaliação, como ENEM e ENADE, para o ensino médio e superior. Em esferas estaduais e federais outras avaliações também mensuram os conhecimentos de alunos do ensino fundamental, tais como SARESP (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar), provinha e prova Brasil.
Estes vários instrumentos de avaliação têm colhido resultados que indexam nossos municípios e escolas. E, em seguida, preenchem as páginas dos jornais com notícias que não apenas divulgam as classificações obtidas, mas também apontam os muitos e bizarros erros cometidos pelos alunos.
É claro que a formação básica do aluno é importante e o programa escolar, contempla, bem ou mal, o que é necessário saber sobre matemática, português, geografia, história, ciências, língua estrangeira, artes e até filosofia.
A questão é que estamos no século XXI e a maioria dos alunos já não tem o hábito da leitura e mal tem paciência para escutar aulas expositivas – estudos de Ian Mackay, no livro “Como ouvir pessoas”, apontam que pouco depois de 10 minutos de duração de uma aula ou palestra, o ouvinte médio terá assimilado apenas metade de seu conteúdo e dois dias depois, esse mesmo ouvinte provavelmente se lembrará de apenas 10% do que escutou.
Será que não estamos diante de uma oportunidade de mudar a metodologia de ensino e trazer os conhecimentos básicos para a vida prática? Ensinar matemática e português aplicados à prática do empreendedorismo, por exemplo, poderia despertar a atenção dos alunos, fazendo que estes entendessem os reais significados de fórmulas e regras.
É a hora de EDUCAR PARA O FUTURO.


Ana Maria Magni Coelho
Publicado no DAT em 25 de abril de 2009

terça-feira, 21 de julho de 2009

EMPREENDA SUA VIDA!

A vida de qualquer empreendedor – e quiçá qualquer pessoa – tem dias da mais pura angústia em que perguntas do tipo “o que fazer, pra onde ir, o que mudar, com o que persistir, quais são as principais estratégias” ocorrem nas horas mais impróprias e acompanham as mentes até que as decisões sejam tomadas.
Pode acontecer no carro ou no happy hour descontraído quando uma informação ouvida no rádio ou uma simples piada de um amigo liga a “antena” e traz a sensação de felicidade – se for uma boa idéia – ou de angústia, se for algo que sugira problemas e coisas para resolver.
Empreendedores, por sua própria natureza e pela experiência em se aventurar na abertura de um negócio, talvez se sintam obrigados a pensar em suas próprias vidas e para onde querem ir com uma freqüência um pouco maior, mas será que essa não é uma pergunta que todos deveriam se fazer habitualmente?
Quando entrevisto algumas pessoas em busca de emprego ou recebo um candidato a empreendedor, normalmente eles dizem que estão em busca de novos desafios. Parece até que falar em desafio é algo que dá credibilidade hoje em dia. Mas quando o desafio bate realmente à porta, algumas pessoas deixam de lado aquilo que queriam tanto e passam a reclamar que agora o trabalho está puxado demais ou que o trabalho é demais e o dinheiro é pouco... Parece um vício: o lugar em que estamos e o habitual jeito de fazer é o conforto que esperamos ter!
Por isso, admiro os empreendedores. Para eles, não há conforto, mas sim sonhos. São pessoas que parecem ter mais projetos e ideais e por isso, parecem menos frustrados. Por se defrontarem com tantas incertezas acabam sendo obrigados a colocar uma alta dose de energia em suas decisões e os obriga a uma dose de confiança e independência mais alta.
O poder da visão dessas pessoas que transformaram idéias em realidade e são efetivamente capazes de se responsabilizar pelos seus próprios sucessos e fracassos é o que me causa grande respeito.
E vale destacar que essas pessoas não são seres iluminados ou qualquer coisa assim... Todo mundo tem o “vírus” do espírito empreendedor. Em alguns ele está desperto, ativo, em outros está dormente, mas todos podem despertá-lo.
Para isso, estabeleça um prazo para assumir seus próprios desafios. Não se sinta uma vítima do destino, pois tudo aquilo que você vive hoje, o seu trabalho atual, ajuda a criar a estrutura para lançar você para onde deseje estar. Aproveite cada pergunta que surgir nos momentos daquela mais pura angústia para construir suas metas de futuro.
Por mais árdua que seja a construção desse caminho, melhor será o sabor da chegada. A diferença entre os muitos sonhadores e os poucos vencedores está na atitude à frente dos desafios. Empreenda sua vida!


Ana Maria Magni Coelho
Publicado em 18 de julho de 2009