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sábado, 24 de julho de 2010

PLURALIDADE: BEM OU MAL?


Convivemos com diferentes tipos de pessoas e personalidades nas empresas, projetos ou grupos sociais que freqüentamos. Principalmente, nas empresas tal pluralidade é muito bem vinda, mas torna o processo de liderança complexo na questão do equilíbrio de papéis e do “fazer acontecer”.
Um fator crítico no relacionamento interpessoal é a capacidade de despertar nas pessoas a aceitação mútua da forma como elas realmente são. É preciso aceitar o fato essencial de que os seres humanos são diferentes uns dos outros mesmo que a convivência aconteça entre pessoas que nasceram e vivem no mesmo local, possuem a mesma idade e são da mesma classe social. Sempre haverá diferenças de personalidade, percepções, atitudes, valores, habilidades, aptidões, conhecimentos e experiências anteriores, enfim, diferenças no modo de ser.
E isso deve ser respeitado para o bom andamento de qualquer relacionamento. A incapacidade de aceitar o outro produz duas conseqüências terríveis: primeiro, faz com que o indivíduo inconformado critique o outro a todo o momento, procurando forçá-lo, de todas as maneiras, a mudar seu modo de ser para adaptar-se à própria do primeiro; segundo, faz com que as mais ínfimas diferenças sejam motivo para grandes conflitos, o que torna impossível a convivência.
É comum que nossa forma de perceber o mundo nos leve a julgar, de forma natural e automática, o comportamento do outro antes de entendermos o impacto de determinadas ações para os resultados que esperamos de um grupo e não para as expectativas pessoais que temos sobre as pessoas. Formulamos rapidamente um julgamento sobre a pessoa tão logo tomamos conhecimento do que ela fez e essa rapidez no criticar faz com que, muitas vezes, a crítica seja equivocada.
Não julgar é o primeiro passo para gerenciar equipes em busca de melhores resultados. Requer do líder elevada dose de autoconhecimento e disponibilidade em conhecer o outro, ouvir e buscar uma excelente comunicação interpessoal. A empatia só se faz pela aceitação incondicional do outro enquanto ser humano e com a congruência de valores, propósitos e resultados esperados.
Por desconfiança, arrogância, falta de transparência ou de abertura, as pessoas perdem boas oportunidades de se desenvolver e de auxiliar o desenvolvimento de seus pares.
Aproveitar as diferenças para estabelecer um novo modo de ser e de fazer os resultados aparecerem é o melhor meio para a geração de um clima de confiança e cooperação entre as pessoas.

ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado em O Diário Empresarial
Diário de Mogi - 22 de julho de 2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

SE FALAR, DIGA ALGUMA COISA!

A máxima pela qual se inicia o livro bíblico de João – “No princípio era o verbo” – carrega consigo um fundamento que evidencia o ponto de partida de qualquer relacionamento: a palavra é a expressão oral do conhecimento, do sentimento e do desejo. “Verbo” é a palavra por excelência, porque anuncia a ação que traça um roteiro ou desnorteia o processo de comunicação.
Do nosso princípio até os dias de hoje, a competência da comunicação tornou-se uma questão de sobrevivência e uma alavanca para nosso desenvolvimento pessoal e profissional. Em termos individuais, a maneira como nos comunicamos revela a marca, o estilo e a impressão digital de nossa própria individualidade.
Entretanto, por não possuírem conhecimentos de técnicas corretas de comunicação, muitas pessoas falam sem dizer nada. Informam sem comunicar! Comunicação envolve troca de emoção e disponibilidade em conhecer-se, pois em processos bem construídos, o outro nos auxilia a reconhecer em nós mesmo coisas que talvez nem soubéssemos que sabíamos. Conseguir estabelecer empatia na sua mais completa capacidade de compreender o outro e suas diferenças é fundamental para que o processo de comunicação cumpra plenamente o seu papel.
Além disso, para obter o máximo da eficiência ao se comunicar, lembre-se que não bastam frases bem elaboradas ou uma perfeita oratória; é preciso utilizar-se dos recursos corretos. Se for falar pessoalmente com seu chefe ou apresentar uma proposta de projeto a novos investidores, tenha cuidado com sua aparência, postura, olhar, gestos e movimentação. Só a harmonia entre o que se diz e o que o corpo expressa pode levá-lo ao resultado que você pretende atingir.
E se você pensa que isso só é possível aos seres humanos mais extrovertidos, bons comunicadores podem ser desenvolvidos e preparados na arte da expressão oral. É um caminho que exige disciplina, observação e reflexão. Comece reconhecendo a dificuldade. Crie objetivos e metas para superá-la. Determine o tempo necessário. Ensaie em frente ao espelho e, de forma estratégica, supere os antigos hábitos negativos do processo de comunicação por iniciativas mais precisas e positivas.
Lembre-se que toda atividade profissional ocorre e é otimizada por meio da comunicação. Então, assuma sua própria palavra. Identifique seu próprio jeito de traduzir a realidade e estabeleça uma comunicação que possa ser a chave para a construção de um mundo mais harmonioso.

Nada de cenas como essa:

ANA MARIA MAGNI COELHO
Coluna produzida para O Diário Empresarial
18 de junho de 2010